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Ibovespa Futuro zera alta e dólar passa a subir com mercado atento ao exterior e a decisões do STF

Depois de subir forte na véspera, sessão é mais "tranquila" para o mercado nacional, de olho nos EUA e julgamento de Bolsonaro no Supremo

Donald Trump
(Joyce N. Boghosian/Casa Branca )

SÃO PAULO - Após a disparada superior a 2% do Ibovespa na véspera de olho no acordo bilateral entre EUA e México, o contrato futuro do benchmark da bolsa com vencimento em outubro abriu com leves ganhos, acompanhando o começo de dia mais "tranquilo" das praças internacionais, mas logo zerou as perdas. Às 9h21 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro tinha leve baixa de 0,02%, a 78.115 pontos, enquanto o contrato de dólar futuro com vencimento em setembro, que abriu em queda, passou a subir 0,49%, a R$ 4,103. Já o dólar comercial tem alta de 0,36%, a R$ 4,0958 na venda. 

O acordo bilateral entre EUA e China permite proteções à propriedade intelectual "fortes e eficazes", segundo a Casa Branca, decisão esta que repercutiu principalmente nas praças internacionais na véspera. 

Hoje, as bolsas europeias e os índices futuros dos Estados Unidos têm leve alta com investidores atentos às novidades das relações comerciais entre Estados Unidos e outros países, especialmente a China, para entender o que os acordos podem significar para o país. As negociações entre o governo norte-americano e outras grandes economias colocaram os mercados em uma montanha-russa nos últimos dias.

A maior parte das principais moedas opera em leve alta ou estável diante da divisa norte-americana. A lira turca destoa das demais e opera em queda. O yuan chinês se fortalece após banco central do país aumentar o valor fixado para a moeda contra o dólar. 

Já o petróleo tem o terceiro dia de alta e passa de US$ 69. Os metais avançam em Londres e o preço do aço futuro sobe em Xangai.

Em uma sessão de agenda esvaziada, o noticiário político chama a atenção. O STF (Supremo Tribunal Federal) analisará entre os dias 7 e 13 de setembro, em julgamento virtual, um recurso (embargo de declaração) da defesa de Lula contra uma decisão do plenário da corte que negou habeas corpus ao petista no início de abril, informou a corte, depois de o relator do caso, ministro Edson Fachin, liberar o caso para julgamento. 

Também no Supremo, a primeira Turma do STF deve decidir nesta terça-feira se recebe ou não denúncia contra Bolsonaro pelo crime de racismo, o que pode torná-lo réu pela terceira vez. Os ministros acreditam que a aceitação da denúncia, que geraria a discussão sobre a possibilidade de ele seguir candidato, pode acirrar ânimos e elevar a temperatura eleitoral, segundo destacou a Folha. 

Fora da corrida para as eleições, hoje é o último dia para que o presidente Michel Temer sancione as medidas provisórias aprovadas no Congresso sobre a greve dos caminhoneiros. 

Mais noticiário político

Em sabatina no Jornal Nacional, da Rede Globo, Ciro Gomes (PDT), defendeu-se sobre as suas declarações de que colocaria o "Ministério Público na caixinha" e que receberia o juiz federal Sérgio Moro a bala caso tentasse prendê-lo. O convidado desta terça-feira é Bolsonaro. Confira os principais pontos da fala dele clicando aqui. 

Vale ressaltar que o Jornal Nacional da Globo entrevista Bolsonaro nesta terça, Geraldo Alckmin (PSDB) na quarta- feira (29) e Marina Silva (Rede) na quinta-feira (30). 

Noticiário corporativo

A Suzano informou a contratação de R$ 786 milhões em notas de crédito de exportação e Crédito Produtor Rural com o Banco Safra, em meio à aquisição da Fibria. Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa informou que os recursos da captação serão usados para financiar suas exportações e atividades de custeio. A emissão tem prazo de oito anos.

O conselho de administração da Natura aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures em sua 9ª emissão, com recursos a serem usados para refinanciamento de dívidas da companhia de cosméticos. A emissão será realizada em três séries, com data de 21 de setembro e vencimentos entre dois e quatro anos. A BR Properties teve perspectiva rebaixada a negativa pela S&P.

A Marfrig comunicou, em fato relevante, que foi aprovado um aditivo ao acordo de acionistas que estabelece uma política financeira para redução do nível de alavancagem da companhia, que pode levar a restrições à remuneração de acionistas e à aquisição de participações acionárias em caso de descumprimento. O terceiro aditivo do acordo de acionistas, assinado pela MMS Participações e o BNDES Participações, limita o nível de alavancagem medido pela dívida líquida/Ebitda consolidado ajustado a 2,5 vezes em 31 de dezembro de 2018 e a 3,5 vezes nos trimestres seguintes.

ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) divulgou a metodologia de cálculo do preço de referência do óleo diesel. Entre os principais aperfeiçoamentos realizados na proposta após consulta e audiência públicas estão inclusão de custos de movimentação e armazenagem nos portos e consideração de custos de logística interna de entrega.

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