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Ibovespa Futuro cai 1% e dólar futuro supera os R$ 3,94 com tensão na Turquia e de olho na política

No radar político, mercado repercute a pesquisa XP/Ipespe e espera por debate da RedeTV!

Turquia
(Ismail Ferdous/Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro registra uma sessão de queda nesta sexta-feira (17) e o dólar sobe, com o mercado de olho no crescimento da tensão internacional, além de ficar de olho na política. Às 09h54 (horário de Brasília), o contrato futuro com vencimento em outubro registra queda de 1,03%, a 76.740 pontos, enquanto o contrato futuro do dólar com vencimento em setembro avança 0,74%, a R$ 3,942. 

No exterior, as bolsas europeias e os índices futuros dos Estados Unidos operam em direções mistas caminhando para o final de uma semana tumultuada pela crise turca e movimentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos. Na Ásia, as ações chinesas caíram após Donald Trump pedir ao gigante asiático que ofereça mais na mesa de negociações. 

Já com relação à Turquia, a corte de apelação na cidade costeira de Izmir deve decidir neste sábado sobre pastor americano detido no país; EUA pressionam Turquia a liberar o religioso ou enfrentar novas sanções

A maior parte das principais moedas tem valorização em relação ao dólar, mas a lira volta a ter queda expressiva e pares do real, como rand e peso mexicano, operam em queda. O petróleo WTI tem leve alta e se sustenta na faixa de US$ 65, enquanto os metais retomam o 'selloff' em Londres com receio de que alta do dólar freie a demanda. O minério de ferro sobe com possível restrição de oferta na China. 

Já no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2021 registrava alta de 0,17 ponto percentual, a 9,43%, enquanto o com vencimento em janeiro de 2023 subia 0,19 ponto percentual, a 11%. 

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No radar político, nesta sexta-feira, ocorre o segundo debate de presidenciáveis na RedeTV!/IstoÉ (confira aqui a agenda completa de debates), às 22h (de Brasília) Além da televisão, o encontro será transmitido pelo portal da emissora, pelo UOL, e nos perfis da RedeTV! no Facebook, Twitter e YouTube. 

Antes disso, foi divulgada a pesquisa XP/Ipespe realizada entre 13 e 15 de agosto, que mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança no cenário em que seu nome é considerado. Logo atrás aparece o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 20%, seguido por um empate técnico entre Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, Marina Silva (Rede), com 8%, Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Álvaro Dias (Podemos), com 5%. Brancos, nulos e indecisos somam 16%. 

A pesquisa também testou o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, vice na chapa encabeçada por Lula, como candidato do PT. Com a possibilidade do ex-presidente ser barrado pela Lei da Ficha Limpa, Haddad é tido como "plano B" do partido para substituí-lo na disputa até 17 de setembro. A pesquisa testou a corrida presidencial com um eventual apoio de Lula a Haddad explicitado na pergunta feita aos entrevistados. Neste caso, o ex-prefeito tem 15% das intenções de voto, 2 pontos percentuais a mais do que o registrado há uma semana. Com isso, Haddad entraria em empate técnico com Bolsonaro, que conta com apoio de 21%. A diferença de 6 pontos está dentro do limite da margem de erro, que também coloca o petista em condição de empate técnico com os candidatos Geraldo Alckmin e Marina Silva, ambos com 9%. Confira a pesquisa clicando aqui. 

Noticiário corporativo

Petrobras está revisando sua estratégia sobre petroquímica e pode voltar atrás na decisão de vender sua fatia na Braskem e sair do setor, informou o diretor-financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia, em entrevista à Bloomberg. A Brasil Brokers aprova grupamento de suas ações ordinárias na proporção de 10 para 1. 

A S&P elevou o rating a Oi de CCC+ com perspectiva positiva para B com perspectiva estável. A Light (LIGT3) informou que está avaliando a possibilidade de realizar oferta pública de ações ordinárias. E empresa não mencionou o valor nem disse quando a oferta de ações poderia ocorrer.

Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) foi elevado para outperform pelo Bradesco BBI, com preço-alvo em R$ 107. A XP Investimentos iniciou a cobertura da Taesa (TAEE11) com recomendação de compra e preço-alvo médio de R$ 23,65. 

A Tyson negocia a compra da Keystone da Marfrig (MRFG3) por US$ 2,5 bilhões, segundo informações de Ancelmo Gois, colunista de O Globo. O leilão de privatização de distribuidoras da Eletrobras (ELET6), agendado para 30 de agosto, está ameaçado mais uma vez por decisão judicial, após o órgão especial do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro decidir retomar efeitos de uma liminar que exigiu da estatal estudos prévios sobre o impacto das desestatizações sobre trabalhadores. A empresa, o governo e o BNDES estudarão medidas cabíveis sobre a suspensão do leilão. 

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Conexão Brasília

O Conexão Brasília desta semana recebe o advogado Cristiano Vilela, especialista em direito eleitoral, e o analista político Ricardo Ribeiro, da MCM Consultores. Na pauta, os próximos passos da corrida eleitoral, a batalha jurídica da defesa de Lula contra as impugnações apresentadas no TSE e as estratégias dos candidatos com o início do período de campanhas. O programa é transmitido ao vivo, pela IMTV e pela página do InfoMoney no Facebook, a partir das 14h45 (horário de Brasília).

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