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Itaú BBA vê ação do BB "barata", Petrobras nega pressão contra venda de sua parte na Braskem e outras notícias

 A Petrobras negou pressão contra venda de sua parte na Braskem, mudança no comando da Guararapes e ação do Banco do Brasil "barata" são destaques

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - A Petrobras negou pressão contra venda de sua parte na Braskem, mudança no comando da Guararapes e o Itaú BBA apontando a ação do Banco do Brasil como "barata". Confira esses e outros destaques corporativos desta quinta-feira (16): 

Petrobras (PETR4;PETR3)

Em esclarecimento, a Petrobras negou a existência de suposta pressão de funcionários sobre administradores contra a venda da participação da estatal na Braskem à LyondellBasell. A Odebrecht, sócia da estatal na Braskem, está negociando a venda de sua fatia à LyondellBasell, mas a Petrobras disse, em comunicado, que só decidirá sobre venda de sua fatia caso haja acordo.

A estatal também vem trabalhando na atualização do Plano Estratégico 2019-2023, “que potencialmente
poderia incluir” uma nova e menor meta de endividamento de 1,0-1,5 vez a dívida líquida/Ebitda até 2020, maior foco no desenvolvimento de reservas do pré-sal e manutenção da disciplina financeira, informaram os analistas do Santander em relatório.

Além disso, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou uma minuta de resolução sobre transparência de preços de combustíveis que deve ser publicada em setembro. A iniciativa foi tomada após a greve de caminhoneiros em maio. A minuta entrará em consulta pública por 30 dias, a partir de sua publicação no Diário Oficial, seguida de audiência pública.

Segundo os analistas do Itaú BBA, a regulamentação dos preços seria um “passo adiante” para o mercado brasileiro de combustíveis e, “embora a Petrobras possa enfrentar forte concorrência no curto prazo, vemos a notícia como positiva no médio e longo prazo”. “A transparência na precificação é um componente essencial para aumentar a atratividade do setor”, segundo o Itaú, destacando que afastar da Petrobras o monopólio no setor “é um passo essencial”. 

Os analistas da XP Research revisitaram sua tese de investimento em Petrobras e elevaram o preço-alvo da ação de R$ 20 para R$ 24, mantendo a recomendação neutra diante de um perfil de risco retorno equilibrado. Os analistas destacam possibilidade de ganho adicional de R$ 4,8 na ação caso os subsídios ao diesel sejam mantidos em 2019, o que não é o cenário-base da XP. Do lado negativo, há a possibilidade de perdas entre R$ 5,5 a R$ 12,1 por ação se as variações do câmbio e preços do petróleo não forem repassados para a gasolina e o diesel. 

Vale (VALE3)

A Fundação Renova, criada para fins reparatórios após o desastre de barragem da Samarco, empresa controlada por Vale e BHP Billiton, prevê indenizar cerca de 19 mil famílias até o fim do ano, no valor de R$ 2 bilhões, disse o presidente da organização, Roberto Waak, na quarta-feira (15).

Banco do Brasil (BBAS3)

Os analistas do Itaú BBA atualizaram seu modelo para as ações do Banco do Brasil após os resultados fortes apresentados no primeiro semestre e rolaram o preço-alvo da ação de R$ 45 ao fim de 2018 para R$ 48 ao fim de 2019. "Banco do Brasil está sendo negociada a valuation extremamente barato mesmo considerando o custo de capital acima da média", informam os analistas em relatório. 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., afirmou que está positivo em relação ao leilão de quatro distribuidoras da elétrica previsto para 30 de agosto, independentemente do projeto de lei que soluciona passivos das concessionárias no Norte e Nordeste junto a fundos do setor elétrico. Para ser aprovado, o projeto ainda precisa passar por três comissões no Congresso. 

A estatal também anunciou que vai reabrir o Plano de Demissão Consensual (PDC) no segundo semestre. Wilson Ferreira disse que na primeira etapa houve a adesão de 736 empregados, avaliada por ele como baixa diante da expectativa de alcançar entre 2.500 a 3.000 profissionais do quadro da empresa.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes informou na noite de quarta-feira que Nevaldo Rocha, fundador da empresa dona da Riachuelo e pai de Flávio Rocha, renunciou ao cargo de membro efetivo e Presidente do Conselho de Administração da companhia. "A nossa opinião é que a notícia deve impactar positivamente nas ações da GUAR3, pois é provável que Flavio Rocha seja o novo presidente", afirmam os analistas do Brasil Plural. 

Flávio Rocha, que é filho de Nevaldo, era o ex-CEO da Riachuelo e havia abdicado do cargo para concorrer à presidência, mas recentemente desistiu de sua candidatura. Ele é visto como mais favorável ao mercado e poderia gerar valor na Guararapes, alienando ativos imobiliários e listando a empresa sob as regras mais rígidas de governança corporativa do Novo Mercado B3.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar foi elevada de neutra para compra pelo Goldman Sachs e o preço-alvo foi elevado de R$ 62,50 para R$ 63, com potencial de valorização de 48% em relação ao último pregão. 

Kroton (KROT3)

A Kroton anunciou a emissão de R$ 5,5 bilhões em debêntures para financiar a compra da Somos Educação e fortalecer o capital da Saber, grupo controlado indiretamente pela Kroton e focado em educação básica. A captação será feita em três séries. A primeira, de R$ 1,13 bilhão, tem vencimento em agosto de 2021, com taxa CDI mais 0,75% ao ano. A segunda série, de R$ 4,26 bilhões, vence em agosto de 2023, paga CDI mais 1%. A terceira série, R$ 106 milhões, vence em agosto de 2025 e inclui juro prefixados de 6,7234%.

Oi (OIBR4)

A Oi adiou a assembleia geral extraordinária prevista para 3 de setembro devido a um ajuste na ordem dos itens da pauta e inclusão de subitem para esclarecer que acionistas poderão eleger o presidente do conselho de administração, dentre os candidatos integrantes da chapa consensual indicada para a composição do novo conselho. A Oi disse que o adiamento é para garantir aos acionistas tempo suficiente para avaliarem as novas matérias que serão colocadas em deliberação.

Magnesita (MAGG3) 

No fim da temporada de balanços, a Magnesita registrou prejuízo de R$ 222,7 milhões, crescimento de 28,1% na comparação com as perdas de R$ 173,8 milhões no segundo trimestre do ano passado.

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