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18 ações do Ibovespa afundam mais de 10% na semana e apenas 3 papéis sobem; veja os destaques

Confira esses e outros destaques corporativos que chamaram a atenção dos investidores nesta sexta-feira 

avião da Gol 2 - aviação
(Reprodução)

SÃO PAULO - O clima de aversão ao risco dominou os mercados mundiais nesta sexta-feira (10) com a crise cambial na Turquia levando à uma queda de 20% da moeda local, na mínima do dia, após declarações do presidente Recep Erdogan e novas sanções de Trump contra o país.

Com isso, o Ibovespa fechou a semana com perdas acumuladas de 6,04%, com apenas três ações subindo no período: Suzano (+6,63%), Fibria (+2,49%) e Magazine Luiza (+1,51%). Por outro lado, 18 das 67 ações que fazem parte do índice tiveram perdas de mais de 10% nestes cinco pregões, com a Qualicorp liderando a ponta negativa com queda de 14,92%, seguida por Gol (+14,75%) e Eletrobras ON (-14,73%).

Confira os destaques do pregão desta sexta-feira (10):

B3 (B3SA3)

A B3 teve lucro líquido recorrente no segundo trimestre de R$ 857,8 milhões, crescimento de 80,3% ante mesmo período de 2017, com recordes de volumes e receitas nos segmentos de derivativos e ações. O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) recorrente foi de R$ 971,2 milhões, aumento de 43,8% em base anual. A companhia teve receita total de R$ 1,39 bilhão, alta de 28,4%.

BRF (BRFS3)

A BRF aumentou seu prejuízo líquido para R$ 1,574 bilhão no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 166 milhões no mesmo período de 2017. O Ebitda ajustado despencou 47,1%, para R$ 373 milhões. Sem ajustes, o Ebitda ficou negativo em R$ 289 milhões. A margem Ebitda ajustada recuou caiu de 8,8% no segundo trimestre de 2017 para 4,6%. A dívida líquida foi de R$ 15,70 bilhões no segundo trimestre. 

O foco da diretoria da BRF na teleconferência de resultados foi nos próximos passos do Plano de Reestruturação. "Não houve atualizações sobre o processo de venda de ativos, mas a administração continua confiante", segundo a equipe de análise da XP Research. A forte queda das ações evidenciam as preocupações do mercado de que o processo de recuperação da companhia demore mais do que o esperado. Para os analistas da XP, que recomendam compra do papel, o próximo evento importante a ser monitorado é o Plano de 5 anos, previsto para ser concluído em setembro.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas (USIM5) confirmou, por meio de nota de sua assessoria de comunicação, que registrou uma explosão em um gasômetro da Usina de Ipatinga (MG). De acordo com a empresa, até o momento, não há registro de vítimas, mas toda a área de risco da usina foi evacuada. Com a notícia, as ações da siderúrgica, que já registravam forte queda por conta do mau humor generalizado do mercado, acentuaram as perdas.

A equipe de brigadistas da empresa está atuando no local e, segundo a assessoria, a canalização de gás foi bloqueada e não há vazamento. Enquanto isso, a Polícia Militar informou que está retirando os alunos das escolas próximas ao local. Como medida de precaução, a companhia decidiu paralisar temporariamente os altos-fornos da Usina de Ipatinga.

Segundo o Itaú BBA a notícia é negativa para a empresa pois provavelmente impactará a produção no curto prazo. "Vale lembrar que Ipatinga é a única usina onde a Usiminas produz aço bruto com 3 altos-fornos e capacidade total de 5 milhões de toneladas", destacam os analistas lembrando de um acidente com a CSN em 2006 que interrompeu as operações da empresa por vários meses.

CVC (CVCB3)

A CVC teve lucro líquido ajustado de R$ 35,2 milhões, salto de 63,1% em relação ao segundo trimestre do ano passado. O Ebitda ajustado subiu 18,7%, para R$ 118 milhões.

Natura (NATU3)

O lucro líquido da Natura despencou 80,5% no segundo trimestre, para R$ 31,8 milhões, em decorrência de despesas financeiras e custos com a The Body Shop. O Ebitda consolidado subiu 12%, para R$ 334,4 milhões, e a receita líquida cresceu 6,7%.

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Smiles (SMLS3) e Multiplus (MPLU3)

A recomendação do JP Morgan para as ações da Smiles foi elevada de neutra para overweight (acima da média do mercado, o equivalente a compra). "Emissão de milhas deve permanecer em níveis sólidos, impulsionada por previsões mais saudáveis do PIB", informou o time de análise do JP, que vê a estratégia da Smiles de priorizar a experiência do viajante como vencedora, enquanto o foco da Multiplus em varejista não tem compensado. A Multiplus tem recomendação underweight (abaixo da média do mercado, o equivalente a venda) pelo JP Morgan.

Wiz (WIZS3)

A Caixa Seguridade aprovou os termos do acordo negociado com a Wiz e a empresa francesa CNP Assurances para a exclusividade na corretagem de seguros nas agências da Caixa Econômica Federal. O acordo vale até 14 de fevereiro de 2021, com as mesmas comissões vigentes atualmente. O acordo ainda depende de aprovação em assembleia extraordinária. 

"No lado negativo, a WIZ deixa de ser a corretora exclusiva a partir de 2021 e tem uma mudança na corretagem do imobiliário", pondera o time de análise do BTG Pactual.

BR Malls (BRML3)

A BR Malls mais do que dobrou seu lucro líquido ajustado e alcançou R$ 126,5 milhões no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior. A alta é decorrente, principalmente, do crescimento no resultado financeiro e o maior controle de inadimplência de lojistas. O Ebitda ajustado cresceu 5,6%, para R$ 222,7 milhões e a margem Ebitda ajustada subiu 8,6 pontos percentuais, para 73,6%, impulsionada pela queda de 64,1% na provisão de perdas com inadimplência. A receita líquida da empresa caiu 6,8%, para R$ 302,58 milhões.

"Ficamos satisfeitos com os resultados, e esperamos um ambiente macro mais favorável no segundo semestre", afirmam os analistas da XP Research.

Cyrela (CYRE4)

A Cyrela reduziu seu prejuízo líquido de R$ 141 milhões no segundo trimestre de 2017 para R$ 28 milhões neste ano, em decorrência do maior faturamento e crte de despesas. O endividamento caiu 51,8%, para R$ 831 milhões.

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas teve lucro líquido de R$ 26,3 milhões, encolhendo 58% na comparação com o segundo trimestre de 2017. O Ebitda ajustado somou R$ 578,1 milhões, recuo de 6% e a margem Ebitda ajustada caiu 0,9 pp, para 15,2%. A receita líquida alcançou R$ 3,8 bilhões, 0,2% a menos que o resultado do segundo trimestre de 2017.

B2W (BTOW3)

A B2W teve prejuízo líquido de R$ 108,8 milhões ante prejuízo de R$ 111,8 milhões no segundo trimestre de 2017. O Ebitda ajustado foi de R$ 80,6 milhões, aumento de 3% na comparação anual. A receita líquida somou R$ 1,48 bilhão, praticamente o mesmo resultado do segundo trimestre do ano passado (R$ 1,47 bilhão).

Sabesp (SBSP3)

Sabesp teve lucro líquido de R$ 181,9 milhões, recuo de 45%, e Ebitda ajustado de R$ 1,383 bilhão, alta de 29,8% em base anual. A receita operacional líquida alcançou R$ 3,67 bilhões, aumento de 5%.

"Destacamos como positivo o crescimento de volumes de água e esgoto de 0,5% e 3,1%, respectivamente. Não esperamos uma grande reação aos resultados e vemos poucos eventos para a ação no curto prazo, após o crescimento de tarifas menor que o esperado pelo mercado com a 2ª Revisão tarifária", afirmam os analistas da XP Research.

Marisa (AMAR3)

A Lojas Marisa apresentou prejuízo líquido de R$ 37 milhões, aumento de 51,8% em base anual, e receita líquida de R$ 689,8 milhões, recuo de 3%.

MRV (MRVE3)

A MRV registrou lucro líquido de R$ 166 milhões, alta de 17,9%, e o Ebitda alcançou R$ 248 milhões no segundo trimestre, alta de 29,9%. A receita operacional líquida cresceu 7,4%, para R$ 1,295 bilhão.

JSL (JSLG3)

A JSL registrou alta de 255% em seu lucro líquido, para R$ 49,4 milhões no segundo trimestre. O lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora, que é usado como base para a distribuição de dividendos, foi de R$ 33,3 milhões, aumento de 231%. A receita líquida avançou 6,4%, para R$ 1,938 bilhão, e o Ebitda avançou 28,3%, para R$ 391,2 milhões.

Equatorial (EQTL3)

A Equatorial Energia apresentou lucro líquido consolidado de R$ 121 milhões no segundo trimestre, queda de 4,7% na comparação com o segundo trimestre de 2017. O Ebitda foi de R$ 400 milhões, alta de 1,1% na comparação anual, e a receita operacional líquida da companhia alcançou R$ 2,339 bilhões no trimestre, alta de 7,4%.

"Esperamos uma reação ligeiramente negativa na ação devido a maiores despesas de inadimplência nas contas de luz e redução de volumes na Celpa, ainda que consideremos tais ocorrências como pontuais", afirma o time de análise da XP Research.

Triunfo (TPIS3)

 A Triunfo Participações conseguiu na Justiça o restabelecimento do contrato de concessão de trechos das BR-290 e BR-116, no Rio Grande do Sul, até que sejam apreciados os pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.  A controlada direta da Triunfo, Concepa (Concessionária da Rodovia Osório Porto Alegre), apresentou nove pleitos para o reequilíbrio econômico-financeiro da concessão que estão em análise pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Entre os pedidos, a companhia destaca a necessidade de remuneração pelos investimentos realizados na modernização do vão móvel da Ponte do Guaíba e na operação especial para o uso do acostamento como faixa adicional de tráfego. Segundo a Triunfo, a Concepa tem desequilíbrios pendentes desde 2003.

Invepar (IVPR3)

A Invepar teve prejuízo líquido de R$ 192,1 milhões, valor três vezes superior ao observado no segundo trimestre do ano passado. O Ebitda ajustado subiu 17,9%. para R$ 549,9 milhões, e a margem Ebitda passou de 52,6% para 56,9%.

Biosev (BSEV3)

Biosev registrou prejuízo líquido de R$ 506 milhões no seu primeiro trimestre da safra 2018/19 (abril/maio/junho), ante prejuízo de R$ 577 milhões no mesmo período da temporada passada.

CPFL Renováveis (CPRE3)

A CPFL Renováveis teve prejuízo líquido de R$ 36,54 milhões, valor 49,1% menor que o prejuízo de R$ 71,8 milhões no segundo trimestre do ano passado. O Ebitda cresceu 14,7% para R$ 255,8 milhões, e a margem Ebitda avançou 7,5 pp, para 61,6%. A receita líquida ficou em R$ 415,036 milhões, alta de 0,7%. 

JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3)

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) instaurou novo processo que pode resultar em punição contra os donos da JBS, os irmãos Wesley e Joesley Batista. São processos administrativos, inquéritos e sancionadores que envolvem não apenas a família e as empresas do grupo, mas também fornecedores e até concorrentes, como a BRF. O processo apura a atuação dos irmãos e mais três conselheiros da JBS, inclusive o pai deles, José Batista Sobrinho, no monitoramento de políticas internas da empresa, incluindo a política de proteção cambial. 

O novo processo apura a atuação dos dois e de mais três conselheiros da JBS, inclusive o pai deles, José Batista Sobrinho, no monitoramento de políticas internas da companhia, inclusive a política de proteção cambial. São fatos que começaram muito antes da delação, entre 2013 e 2017, mas vieram à tona com o pente fino do xerife do mercado de capitais no grupo.

As informações atualizadas constam de um comunicado ao mercado, divulgado na quinta-feira, 9, pela CVM. Mostram que existem oito processos administrativos, um inquérito e três sancionadores abertos no momento. O diretor de Relações com Investidores da JBS, Jeremiah Alphonsus O'Callaghan, foi único julgado até agora, em processo que apurava seus procedimentos após o vazamento das informações, e recebeu pena de advertência, uma das mais brandas na escala do órgão regulador.

Eletropaulo (ELPL3)

O Conselho de Administração da Eletropaulo aprovou a emissão de até R$ 3 bilhões em debêntures, em até três séries, para distribuição pública com esforços restritos. A operação é “parte de sua estratégia financeira de revisão do patamar e condições de seu endividamento, e os recursos captados serão integralmente destinados pela companhia em atividades de refinanciamento de seu passivo, dentro dos seus negócios de gestão ordinária”.

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