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Magazine Luiza supera expectativas já positivas, Hypera é elevada para compra e mais notícias

Confira os destaques corporativos desta terça-feira

Magazine Luiza
(Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO - O destaque do noticiário corporativo desta terça-feira (6) fica mais uma vez para a temporada de balanços. O Magazine Luiza (MGLU3) registrou seu melhor resultado trimestral em cinco anos e surpreendeu até a mais otimista das expectativas do mercado. A Taesa (TAEE11) também superou as expectativas, enquanto Marcopolo (POMO4) mostrou queda de desempenho. 

  • A Hypera teve sua recomendação elevada pelo Bradesco BBI e a Multiplus teve preço-alvo elevado após divulgação de balanço. A Gol informou dados operacionais de julho. Confira os destaques:

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza registrou lucro líquido de R$ 140,7 milhões, alta de 94,5% ante o mesmo período do ano passado. O resultado superou a melhor das projeções compiladas pelos analistas consultados pela Bloomberg, na faixa entre R$ 114 milhões e R$ 132 milhões. A receita líquida avançou 36,9%, encerrando o período em R$ 3,696 bilhões, também superando a projeção, de R$ 3,4 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 312,4 milhões, resultado 32,5% acima do segundo trimestre de 2017, com a margem Ebitda passando de 8,7% para 8,5%. A varejista afirmou que este foi o maior crescimento trimestral dos últimos 5 anos. 

"Olhando o que esperávamos um ano atrás e comparando com agora, erramos feio de novo. Mesmo acompanhando companhia há muito tempo e esperando performance operacional forte, a empresa continua nos surpreendendo", disse Henrique Bredda, gestor da Alaska Asset Management e um dos maiores acionistas individuais do Magazine.

Segundo os analistas do Brasil Plural, o lucro surpreendente da companhia, em um trimestre afetado pela greve dos caminhoneiros, mostra que a empresa está "muito à frente de seus concorrentes".

"Hoje estamos ainda mais confiantes do que nunca no foco, na execução e na estratégia de longo prazo da empresa. O Magazine Luiza deve se beneficiar do crescimento secular do e-commerce e do movimento de consolidação do mercado, com ganho de market share, como já vem acontecendo", avalia o BTG Pactual.

Olhando para o segundo semestre, a perspectiva é de mais cautela, segundo a Magazine Luiza, devido à recuperação econômica menos acelerada, o cenário político incerto e o câmbio depreciado, que dificulta o repasse de preço. 

Leia também: Magazine Luiza surpreende fundo que mais 'lucrou' com a empresa na bolsa: ''erramos feio''

Hypera (HYPE3)

A Hypera foi elevada para outperform (o equivalente a desempenho acima do mercado) pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 39, o que implica potencial de valorização de 36% em relação ao último fechamento.

Segundo os analistas, o risco/retorno é atrativo e o fundamento é positivo no médio/longo prazo, devido aos seguintes fatores: desenvolvimento de novos remédios acelerando com Hynova; taxa de crescimento do Ebitda de 2018 a 2020 de 9,2% deve se manter resiliente independente de eleições; e upside de crescimento, especialmente com objetivo de ultrapassar crescimento do mercado em 200-300bps.

"O novo CEO representa uma continuação da estratégia da companhia e o segundo trimestre mostra que a companhia está bem posicionada para atingir o guidance do ano", afirmam os analistas do Bradesco BBI em relatório. 

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar informou que não obteve medida cautelar para suspender o pagamento de R$ 4,5 bilhões determinado em ação movida pela Elétron, do Grupo Opportunity, segundo comunicado ao mercado. O depósito deve ser feito pela Litel e pela Bradespar. A companhia, holding da Vale, disse ainda que assessores jurídicos propuseram recursos cabíveis junto ao TJ-RJ.

No final de julho, a Justiça decidiu que a Bradespar e a Litel (que reúne diversos fundos de pensão, como Previ e Petros) teriam que pagar a quantia à Elétron, empresa do empresário Daniel Dantas. Este é um caso que já dura dez anos e tem relação com a participação da Elétron na Vale. A companhia diz que não conseguiu exercer uma opção de compra de 37,5 milhões de ações da Valepar, a antiga controladora da mineradora. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

O Conselho da companhia aprovou adesão à nova fase do programa de subvenção ao diesel regulamentada por decreto de 1 de agosto, segundo comunicado ao mercado. O decreto define regras para o programa no período de 1 de agosto a 31 de dezembro, com seis períodos de apuração da subvenção. O primeiro período vai de 1 a 30 de agosto e manteve diretrizes da fase anterior do programa. 

Multiplus (MPLU3)

A Multiplus registrou lucro líquido de R$ 73,8 milhões, queda de 41,1% em relação ao segundo trimestre de 2017, e a a receita líquida recuou 37,2%, para R$ 123,3 milhões.

Segundo os analistas do BTG Pactual, o resultado veio "bem fraco" e abaixo das expectativas. "Após incorporarmos os números piores do segundo trimestre no modelo, cortamos nossa premissa de lucro líquido para 2018 em 9% e para 2019 em 13% - ficando 5% e 14% abaixo do consenso", informaram, em relatório divulgado a clientes. O BTG também cortou o preço-alvo para a ação em 12 meses de R$ 34 para R$ 27.

Taesa (TAEE11)

A Taesa superou as expectativas do mercados e apresentou lucro líquido de R$ 259,3 milhões, salto de 260% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A receita líquida foi de R$ 351,2 milhões, aumento de 107,5%, e o Ebitda foi de R$ 361,3 milhões, queda de 6,1%. 

A empresa anunciou o pagamento de dividendos, incluindo JCP (juros sobre capital próprio) de R$ 164,3 milhões (R$ 0,48/ação ou 2,2% yield líquido de impostos sobre JCP), e as ações serão negociadas ex-dividendos em 10 de agosto de 2018.

A equipe da XP Research mantém sua visão positiva para a empresa, apoiada por: dividendos de 9,1% em 2018-20E, maiores retornos na construção de seus 8 projetos de transmissão e oportunidades de compra de linhas operacionais, como o leilão das subsidiárias de transmissão de energia da Eletrobras. 

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo teve lucro líquido de R$ 23,3 milhões no segundo trimestre, queda 10,4% em comparação ao resultado do do segundo trimestre do ano passado. A receita líquida avançou 47,3%, para R$ 1,091 bilhão. O Ebitda atingiu R$ 107,7 milhões no segundo trimestre, alta de 127,2% sobre o mesmo intervalo de 2017. A margem Ebitda avançou 3,5 pp, para 9,9%. 

AES Tiete (TIET11

A AES Tiete teve lucro líquido de R$ 93 milhões no segundo trimestre do ano, aumento de 2,2% em base anual.  A receita líquida cresceu 15,7%, para R$ 461,9 milhões e o Ebitda somou R$ 270,3 milhões, alta de 26,9%. A margem Ebitda cresceu de 53,3% para 58,5%. A empresa também anunciou o pagamento de dividendos de R $ 0,26/ ação (2,6% yield) e as ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 10 de agosto de 2018. 

Os analistas do Morgan Stanley disseram que continuam preocupados com o alto nível de energia disponível para venda pela AES Tietê, especialmente no longo prazo, devido ao risco de preços de energia mais baixos. "A companhia optou em alocar boa parte da sua energia no terceiro trimestre, e com preço spot em R$ 505/MWh, estratégia deve se provar vencedora para o ano", avaliam os analistas do BTG Pactual.

Eletrobras (ELET3)

Com a volta dos trabalhos legislativos, volta também o debate sobre a privatização das distribuidoras da Eletrobras, que mais uma vez enfrenta forte resistência dentro da própria base aliada. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) alerta que o consumidor pagará a conta dessa privatização por meio de aumento da tarifa ou da redução de investimentos. JO senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que as empresas serão vendidas "a preço de banana".

A aprovação do projeto já passou pela Câmara dos Deputados e é de suma importância para atrair as empresas interessadas para o leilão programado para 30 de agosto. "A declaração dos senadores mostra que o processo político não deve ser simples, uma vez que há resistência mesmo na base aliada. Lembramos que a alternativa para a não aprovação do projeto de lei é a liquidação das empresas de distribuição, o que vemos como o pior cenário para a Eletrobras", avaliam os analistas do Brasil Plural.

Gol (GOLL4)

A Gol reportou os dados operacionais de julho, com crescimento de 6,3% em sua demanda total (RPK) e de 9,6% na oferta (ASK) em julho, resultando em taxa de ocupação 0,3 p.p. maior na comparação com 2017. No mercado internacional houve queda de 22% na demanda e de 12% na oferta. No acumulado do ano, a demanda consolidada cresce 4% e a oferta 3,5%, levando a uma taxa de ocupação 0,4 p.p. maior. 

Cesp (CESP6)

O valor mínimo de outorga da concessão de geração da hidrelétrica de Porto Primavera será de R$ 1,37 bilhão, segundo comunicado conjunto dos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia publicado no Diário Oficial. O valor original era de R$ 1,1 bilhão, conforme comunicado de 10 de abril. A hidrelétrica tem 1.540 MW de capacidade instalada.

Linx (LINX3

A Linx divulgou balanço com lucro líquido de R$ 18.35 milhões, valor 14,31% inferior ao apurado no segundo trimestre de 2017. A receita líquida aumentou 26,08% de um ano para o outro, passando para R$ 170.75 milhões.

"Vemos o papel negociando a 24.8x 2018E, o que claramente não é barato, mas outlook de crescimento forte + modelo de negócio resiliente deve suportar esse nível de preço", avaliam os analistas do BTG Pactual.

 

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