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Os 5 eventos que vão agitar os mercados nesta semana

PT anuncia seu "plano B" e aguarda julgamento de defesa de Lula, Bolsonaro se alia a general e balanços ao longo da semana

Lula e Fernando Haddad
(Filipe Araújo/ Instituto Lula)

SÃO PAULO - A corrida eleitoral toma formas mais consistentes com os anúncios dos candidatos a vice ocorridos no fim de semana. Lula definiu por Fernando Haddad, mas Manuela D’Ávila pode entrar na chapa com a já esperada impugnação do ex-presidente petista pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já o STF (Supremo Tribunal Federal) pode julgar nos próximos dias o pedido da defesa de Lula para que ele aguarde em liberdade o julgamento de recursos contra sua condenação na Operação Lava Jato.

Ainda na política, o primeiro debate presidencial televisionado acontece na quinta-feira (9), na Band. No âmbito corporativo, a semana segue agitada com a divulgação dos balanços de Magazine Luiza (MGLU3), Braskem (BRKM5), Banco do Brasil (BBAS3), Suzano (SUZB3) e BRF (BRFS3), entre outras empresas.

Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira (6) e durante a semana:

1. Bolsas mundiais

As bolsas operam em alta na Europa e nos futuros de Nova York com os investidores norte-americanos focados nos balanços trimestrais. Os mercados asiáticos encerraram em queda com investidores preocupados com a guerra comercial travada entre Estados Unidos e China. Um editorial da edição do fim de semana no jornal Global Times, da China, conhecido por suas opiniões nacionalistas, disse que o país está pronto para uma "guerra prolongada" e que Washington "perdeu a cabeça".

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O petróleo opera em alta com corte na oferta da commodity pela Arábia Saudita, enquanto os preços de cobre e níquel recuam em Londres. O minério de ferro avança em Cingapura. O dólar ganha sustentação no exterior, sem noticiário de maior impacto, após a desvalorização na sexta-feira (3) que levou a moeda norte-americana ao patamar de R$ 3,70.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h50 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,46%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,54%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,12%

*DAX (Alemanha) +0,28%

*FTSE (Reino Unido) +0,23%

*CAC-40 (França) +0,25%

*FTSE MIB (Itália) +0,01%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,52% (fechado)

*Xangai (China) -1,26% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,08% (fechado)

*Petróleo WTI +1,40%, a US$ 69,45 o barril

*Petróleo brent +1,04%, a US$ 73,97 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +4,87%, a 506,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.970,00 -0,98%
R$ 27.250 -0,16% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda doméstica da semana

Após dias de bastante agitação, a agenda econômica desta semana é bem mais tranquila. No Brasil, o Banco Central divulga o Boletim Focus às 8h25 desta segunda-feira. A atenção maior dos investidores deve se voltar para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho, que será divulgado na quinta-feira (8), às 9h (de Brasília). A GO Associados projeta uma alta de 0,27%, reforçando os sinais de dissipação dos efeitos da greve sobre os preços, especialmente dos alimentos e combustíveis.

Enquanto isso, a temporada de resultados entra em sua reta final em sua semana mais agitada. São cerca de 80 balanços agendados entre segunda e sexta. Nesta segunda-feira serão conhecidos os números de Magazine Luiza (MGLU3), Marcopolo (POMO4), Taesa (TAEE11) e Linx (LINX3), todos após o fechamento do mercado. 

Ainda nesta semana serão divulgados os resultados de Braskem (BRKM5), Banco do Brasil (BBAS3), Minerva (BEEF3), Rumo (RAIL3), Suzano (SUZB3), BRF (BRFS3) e Lojas Americanas (LAME4), entre outros. Destaque também nesta semana para os números das siderúrgicas CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4). Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

No âmbito político, o Congresso retoma nesta semana os trabalhos após o recesso parlamentar, mas a tendência é que tanto a Câmara quanto o Senado fiquem esvaziados no segundo semestre. Na quinta-feira (9) a Band realiza o primeiro debate de presidenciáveis na televisão.

O STF (Supremo Tribunal Federal) pode julgar nos próximos dias o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele aguarde em liberdade o julgamento de recursos contra sua condenação na Operação Lava Jato. O julgamento pode ocorrer na próxima quinta-feira (9), antes de o PT registrar a candidatura de Lula na Justiça Eleitoral para concorrer à Presidência, fato que deve ocorrer no dia 15 de agosto, último dia previsto pela legislação eleitoral. 

3. Agenda econômica do exterior

Nos Estados Unidos, o destaque é a publicação da taxa de inflação ao consumidor do mês de julho, na sexta-feira (10). O mercado espera que a inflação nos EUA permaneça em torno de 3,0%, refletindo o aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Além disso, vale destacar o índice de preços ao produtor de julho, que sai na quinta-feira (9), e o resultado fiscal do governo federal para o mês de julho, também na sexta.

Na Ásia saem os dados da balança comercial da China e o índice de inflação ao consumidor, ambos na quarta-feira (8). O resultado das transações comerciais deve indicar os possíveis efeitos negativos da guerra comercial com os EUA sobre o gigante asiático. A semana ainda traz a primeira estimativa do PIB japonês para o segundo trimestre, na quinta-feira (9).

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4. Notícias do dia

O fim de semana foi marcado por convenções partidárias. A corrida eleitoral tem 13 candidatos, tornando a eleição deste ano a mais pulverizada desde 1989, que teve 22 candidatos.

O PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido Geraldo Alckmin à Presidência da República e a senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa. Estreante em eleições gerais, a primeira Convenção Nacional da Rede Sustentabilidade confirmou o nome de Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República e o candidato à vice na chapa é Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV).

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República e  Paulo Rabello de Castro, do PSC, é o vice. Depois das negativas do senador Magno Malta (PR), do general Augusto Heleno (PRP) e da advogada Janaina Paschoal recusarem convite do deputado Jair Bolsonaro (PSL) para integrar a vice em sua chapa para as eleições presidenciais, o nome anunciado foi do general da reserva Hamilton Mourão (PRTB).

O PT confirmou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, ainda que ele esteja tecnicamente inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa. Lula enviou no domingo uma carta à Executiva Nacional do PT indicando o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para ser o candidato a vice na chapa da legenda. Lula apontou ser possível o nome de Manuela D’Ávila, atual candidata à presidência pelo PCdoB, para compor a chapa. O PT confirmou, na madrugada desta segunda-feira (6), Haddad como vice. O PT tem até 15 de agosto para registrar Lula como candidato no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), quando será aberto um processo para impugnar sua candidatura. O PCdoB desistiu da candidatura própria com a deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, para se coligar ao PT. O PDT deve oficializar nesta segunda-feira (6) a escolha da senadora Kátia Abreu (TO) como candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes. 

A senadora Marta Suplicy se negou a ser candidata a vice-presidente em chapa com Henrique Meirelles e, em carta divulgada nesta sexta-feira (3), anunciou que ela se desfiliou do MDB, não disputando a reeleição este ano. Ela justificou sua decisão dizendo acreditar que contribuirá mais com o País atuando na sociedade civil, mas que não abandonará a participação política. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, foi confirmado para vice de Meirelles.

Atenção ainda para as últimas pesquisas presidenciais: segundo pesquisa Ibope feita em São Paulo e divulgada na última sexta-feira, em um cenário sem o ex-presidente Lula na corrida ao Planalto, Alckmin aparece com 19% das intenções de voto no Estado. Esta é a primeira vez que ele está numericamente à frente no Estado. Considerando a margem de erro, de três pontos percentuais, o tucano se mantém tecnicamente empatado com Bolsonaro, que conta com 16%.

Leia também: 
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5. Noticiário corporativo

A Via Varejo anunciou sua expansão de novo modelo de loja no formato de quiosques, com área de 6m2 a 24m2. A previsão é de abertura de 20 quiosques neste ano. A Copasa fará resgate antecipado da 9ª emissão em 28 de agosto. A Randon alterou vencimento da sobretaxa de debêntures da 4ª emissão e a Biosev rebaixada a market perform (desempenho em linha com o mercado) pelo Banco do Brasil.

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(Com Agência Brasil)

 

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