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Os 5 assuntos que vão agitar esta quinta-feira

Confira os principais eventos deste pregão

trump
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O clima pesado entre China e Estados Unidos e a iminência de uma guerra comercial segue dando o tom dos mercados nesta quinta-feira (2), após novas ameaças de Donald Trump. A corrida por vices e conquista de tempo de televisão também estão no radar. Ciro Gomes (PDT) sofreu nova derrota com acordo de neutralidade entre PT e PSB e corre risco de isolamento. Ao mesmo tempo, o PT segue buscando formas de manter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no páreo.

Na quarta-feira (1), as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil não trouxeram surpresas, mas sinalizações. Por aqui, a Selic foi mantida em 6,50% ao ano pela terceira reunião consecutiva, em linha com as expectativas do mercado. No comunicado, o Copom (Comitê de Política Monetária) seguiu o mesmo tom neutro que adotou no último encontro, sem dar grandes sinalizações sobre o que irá fazer nos próximos meses.

Veja no que ficar de olho nesta quinta-feira (2):

1. Bolsas mundiais

Após as perdas de quarta-feira, as bolsas mundiais voltam a operar em queda no pregão de hoje com as tensões comerciais entre EUA e China ainda abalando o sentimento do mercado e se sobrepondo à divulgação de resultados corporativos.

Ontem, em meio às especulações após notícia publicada pela Reuters, o governo americano anunciou que o presidente Donald Trump está considerando implementar tarifas de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. A ameaça teria como objetivo forçar Pequim a fazer concessões, e vem depois de a administração chinesa afirmar que retaliaria caso os Estados Unidos ampliassem as tarifas.

Com isso, apesar de boas notícias vindo da decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) - que elevou sua visão sobre a economia norte-americana, considerando o crescimento “forte” - os índices futuros dos EUA apontam para grandes perdas. Na Ásia, o último fechamento também foi de quedas significativas para todos os principais índices. Também na Europa, as bolsas despencam, reagindo ainda a uma decisão do Banco Central da Inglaterra, que aumentou a taxa de juros de 0,5% a 0,75% - marcando o segundo aumento desde a crise de 2008 -, devido a temores de sobreaquecer a economia, apesar da desaceleração registrada com as incertezas do Brexit.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h15 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,63%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,67%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,72%

*DAX (Alemanha) -1,75%

*FTSE (Reino Unido) -1,32%

*CAC-40 (França) -0,80%

*FTSE MIB (Itália) -1,71%

*Hang Seng (Hong Kong) -2,21% (fechado)

*Xangai (China) -2,00% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,03% (fechado)

*Petróleo WTI -0,81%, a US$ 67,11 o barril

*Petróleo brent -0,59%, a US$ 71,96 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,04%, a 476,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 7602,12 +0,07%
R$ 29.033 -1,21% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

A agenda de indicadores desta quinta-feira tem a divulgação da produção industrial brasileira referente a junho, às 9h (de Brasília), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os Estados Unidos divulgam os pedidos de auxílio-desemprego da última semana às 9h30 (de Brasília) enquanto que, às 11h, o destaque fica para os pedidos de fábrica e bens duráveis de junho. 

3. IMTV

No programa Tesouro Direto com Ganhos Turbinados, às 14h30 (de Brasília), o professor Alan Ghani responde um leitor do InfoMoney que quer aplicações em renda fixa que proporcionem retornos mensais de R$ 3 mil.

4. Notícias do dia

No ambiente econômico, os investidores devem ficar de olho nos indicadores de atividade econômica após o Copom manter a Selic em 6,50% ao ano mais uma vez e informar no comunicado que, apesar dos choques recentes sobre a inflação serem temporários, com a greve dos caminhoneiros, é importante acompanhar possível impacto mais duradouro de eventuais novas ocorrências.

Na política, a escolha de vices e a briga por tempo de TV seguem dando o tom, enquanto o PT segue sua aposta para manter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa. O ministro Luiz Fux, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou uma ação cautelar que pedia que Lula fosse declarado inelegível antecipadamente, mas disse disse “vislumbrar" uma inelegibilidade clara para o petista.

Ao mesmo tempo, o ministro Edson Fachin defendeu que o julgamento do recurso referente a prisão de Lula, do qual ele é relator, seja acelerada. Do outro lado, os advogados do ex-presidente cogitam desistir do pedido de soltura, caso haja indícios de que o processo seja julgado antes do dia 15, data limite para o registro de candidaturas. Além disso, o PT tem a intenção de apresentar Lula na TV como candidato a presidente ainda que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decida que ele não pode aparecer nessa condição nos programas eleitorais. O PT ainda fechou na quarta-feira um acordo com o PSB pela neutralidade do partido, o que pode deixar Ciro Gomes (PDT) isolado na corrida presidencial.

Apadrinhado pelo presidente Michel Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles terá sua candidatura oficializada nesta quinta-feira (2), ainda sem alianças.

O embate comercial entre China e Estados Unidos ganha ainda mais tensão após a Casa Branca confirmar que o presidente Donald Trump está planejando aumentar a taxação sobre bens importados da China. Os dois países continuam conversando para determinar se as negociações comerciais podem ser retomadas para evitar uma guerra comercial, mas vale lembrar que a China prometeu retaliar se o governo Trump continuar com a ameaça de elevar tarifa de importação.

5. Noticiário corporativo

No radar da temporada de resultados, a Gol divulgou seu balanço trimestral ainda antes da abertura do mercado, registrando lucro operacional de R$ 42,8 milhões, enquanto IRB e SulAmérica publicam à noite. Após o fechamento de quarta-feira, a Petrobras Distribuidora reportou lucro líquido de R$ 263 milhões - aumento 275,7% em relação ao mesmo período no ano passado -, enquanto números operacionais decepcionaram, na análise do Credit Suisse. 

Já a Oi convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 3 de setembro, onde deliberará sobre um possível aumento de capital. A empresa comunicou na quarta-feira que a Justiça portuguesa negou seu pedido de reconhecimento do plano de recuperação judicial e que deve recorrer à decisão.

Por fim, o TCU (Tribunal de Contas da União) liberou o leilão de venda de ativos da Eletrobras, pedindo, entretanto, mudanças no edital. Os apontamentos dizem respeito, especialmente, aos preços dos ativos, e a estatal comunicou que “está buscando atender às recomendações”.

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