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Ibovespa "ignora" exterior, sobe e fecha acima de 80 mil pontos; dólar avança com disputa pela Ptax

Índice se manteve no positivo mesmo com pressão externa de olho no noticiário corporativo doméstico

SÃO PAULO - O Ibovespa voltou a subir nesta segunda-feira (30) com os investidores de olho na temporada de resultados, apesar das pressão externa em novo dia negativo para as ações de tecnologia. Por aqui, as principais blue chips, como bancos e Vale sobem e ajudam a sustentar o índice no positivo antes de uma agenda recheada de indicadores nos próximos dias.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com ganhos de 0,51%, aos 80.275 pontos, após chegar a subir 0,78% na máxima do dia. O volume financeiro ficou em R$ 7,424 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, avançou 0,32%, cotado a R$ 3,7300 na venda em meio à disputa entre comprados e vendidos pela taxa Ptax que, definida nesta terça, balizará a liquidação financeira dos contratos que vencem na virada do mês.

No exterior, o dia é de novas quedas, novamente com o mercado puxado pelos papéis das empresas de tecnologia, que fazem o índice Nasdaq recuar mais de 1,4%. Enquanto isso, o petróleo subiu 2% e voltou para US$ 70,00, ganhando força após a Arábia Saudita anunciar que suspenderá os embarques de petróleo através do Estreito de Bab el-Mandeb, levando o mercado a projetar uma queda na oferta da commodity.

Por aqui, atenção se volta para o noticiário corporativo e temporada de resultados. Entre as altas, destaque para as ações da Marfrig (MRFG3), que subiram após notícia do Valor Econômico informando que a Tyson Foods fechou exclusividade com a empresa na negociação para adquirir a Keystone. Já entre as maiores perdas, a JBS (JBSS3) afundou após a mesma Tyson cortar sua projeção de lucro diante da guerra comercial de Donald Trump (veja mais aqui).

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 21,20 +6,00 -13,26 87,09M
 MRFG3 MARFRIG ON 8,14 +3,04 +11,20 44,65M
 SANB11 SANTANDER BRUNT 36,89 +2,47 +18,68 49,49M
 BRKM5 BRASKEM PNA 53,30 +2,28 +29,69 112,49M
 LREN3 LOJAS RENNERON 31,20 +2,13 -11,71 53,44M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 9,10 -5,50 -6,74 96,67M
 KROT3 KROTON ON 11,39 -2,48 -37,07 49,91M
 GOLL4 GOL PN N2 14,45 -2,36 -1,03 38,97M
 CYRE3 CYRELA REALTON 11,73 -2,25 -7,69 18,30M
 VIVT4 TELEF BRASILPN 41,32 -2,25 -12,18 98,04M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE3 VALE ON 54,33 +1,65 835,72M 781,65M 26.521 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 19,89 +0,61 734,68M 1,05B 27.267 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 46,97 +1,45 484,82M 502,06M 23.459 
 BBDC4 BRADESCO PN 31,13 +0,74 285,03M 422,19M 22.305 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 19,70 -0,56 250,47M 255,93M 22.264 
 PETR3 PETROBRAS ON N2 22,06 -0,18 174,29M 180,78M 8.524 
 ITSA4 ITAUSA PN 10,85 +1,02 163,85M 164,71M 29.128 
 BBAS3 BRASIL ON 33,00 +0,37 131,51M 342,21M 8.175 
 B3SA3 B3 ON 23,75 +0,42 129,21M 220,87M 15.482 
 WEGE3 WEG ON ED 18,60 +0,81 123,85M 47,82M 7.767 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Veja mais:
- Visão Técnica: cinco ações para ficar de olho na compra para esta semana
- Em SP, Doria e Skaf lideram disputa tecnicamente empatados; "não voto" chega a 90%

Cenário político

Essa semana marca a última semana de convenções partidárias. Neste fim de semana, Solidariedade e PTB formalizaram apoio a Geraldo Alckmin; no próximo fim de semana, PSDB, Rede, PT e PSB realizarão a suas convenções. No sábado, foi realizada a convenção do PT de São Paulo, em que foi lida uma carta escrita por Lula. A convenção nacional da legenda será no dia 4 e o partido convocou jejum para reafirmar a candidatura do ex-presidente ao Planalto, afirma a coluna Painel, da Folha. O mesmo jornal aponta ainda que, diante da dificuldade de encontrar um nome de peso, aliados de Alckmin passaram a defender que o presidenciável deveria optar por um vice do próprio PSDB.

O Estado de S. Paulo informa ainda que, com a proximidade das eleições, a base aliada do governo no Congresso passou a apoiar medidas que vão contra os interesses da área econômica, mas que rendem dividendos durante a campanha. Parlamentares do MDB, partido do presidente Michel Temer, apoiaram desde a derrubada dos vetos aos programas de parcelamento de débito tributário até o restabelecimento de benefícios para grandes empresas do setor de bebidas na Zona Franca de Manaus.

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Na corrida para o governo de São Paulo, segundo pesquisa XP/Ipespe, realizada entre 26 e 28 de julho, na simulação estimulada, o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) tem 22% das intenções de voto, seguido por Paulo Skaf (MDB), com 17%. Como a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. A pesquisa está registrada no TSE com o número SP-07091/2018.

Atual governador, Márcio França (PSB) tem 7%. Sua gestão é considerada ótima ou boa por 18% dos entrevistados, ao passo que 45% veem como regular e 26% como ruim ou péssima; 11% não quiseram ou não souberam responder. O socialista, que tenta reeleição, está tecnicamente empatado com Luiz Marinho (PT), com 4%. Outros candidatos não superam os 2% no único cenário estimulado de primeiro turno testado. Brancos, nulos e indecisos somam 46% - clique aqui para conferir a reportagem completa.

Copom em destaque no Brasil 

Na quarta-feira (1), a partir das 18h, teremos a decisão de política monetária do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve manter o juro em 6,5% ao ano. Segundo os economistas da GO Associados, isso deve-se pelas expectativas de inflação, que seguem ancoradas em torno da meta para 2018 e 2019, ao mesmo tempo em que a atividade econômica segue fraca. 

Além disso, a consultoria pede atenção para o comunicado após a reunião e acredita que o documento deve indicar para uma alta de juros em virtude da incerteza eleitoral, fracasso do governo em tocar a agenda de reformas e pelo cenário externo menos benéfico, que pode seguir pressionando o dólar: "de toda forma, o Copom deve manter suas opções em aberto para a próxima reunião, dado o elevado nível de incerteza no cenário", diz a GO.

Ainda falando de Brasil, na terça-feira (31) o IBGE divulga o resultado de junho da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que deve mostrar a taxa de desemprego estável em 12,7% no trimestre encerrado em junho, segundo a GO Associados. Na série com ajuste sazonal da GO, o resultado pode ter aumento do desemprego de 12,4% para 12,5%, em linha com a piora da atividade econômica e do mercado de trabalho no período.

Agenda econômica do exterior

Na quarta-feira, antes do Copom, o grande evento será a reunião do Fed. O mercado espera manutenção dos juros no intervalo entre 1,75% a 2,0% ao ano, deixando a expectativa pelo comunicado, que deve dar pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária. O mercado segue apostando em mais duas altas neste ano. 

Ainda nos EUA, atenção ainda para a taxa de inflação e do seu núcleo, medido pelo índice PCE, principal indicador acompanhado pelo Fomc, que sai terça-feira (31). O mercado espera por uma alta de 0,2% na passagem de maio para junho. Na sexta-feira (3), será publicado o tradicional Relatório de Emprego, com os números referentes ao mês de julho. A expectativa é por uma criação de 200 mil vagas de trabalho no período, enquanto a taxa de desemprego deve registrar nova queda, saindo de 4% para 3,9% na passagem mensal.

Na Europa, a reunião de política monetária do BoE (Bank of England), na próxima quinta-feira (2), estará entre os destaques da semana, com analistas projetando uma elevação da taxa de juro de 0,5% para 0,75% ao ano. Ainda no continente, na terça-feira, será divulgado o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, com expectativa de alta de 0,4% na passagem trimestral.

Indo para Ásia, destaque para os índices de atividade industrial chineses, aguardados pelo mercado por conta dos impactos da guerra comercial com os EUA. Às 22h desta segunda, teremos o PMI industrial e não industrial de julho divulgado pelo governo, enquanto na terça-feira (31) teremos o PMI Caixin, com expectativa de crescimento de 50,9. Já no Japão, atenção para a decisão de taxa de juro do Banco Central do Japão, na terça-feira (31), que não deve alterar a taxa, mas crescem os rumores sobre um possível início da retirada de estímulos econômicos. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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