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Ibovespa Futuro sobe e sustenta os 80 mil pontos com mercado de olho nos eventos da semana

Reuniões de política monetária do Copom, Fed, BoJ e BoE estão entre os destaques

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(Brendan McDermid/Reuters)

SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em agosto subiam 0,18%, aos 80.390 pontos, às 9h12 (horário de Brasília) desta segunda-feira (30), ignorando o movimento de queda das principais bolsas mundiais, com os investidores de olho na agenda econômica desta semana, que conta com as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), Fed, BoJ (Bank of Japan) e BoE( Bank of England).

Os contratos futuros de cobre recuavam 1% e pressionam as ações das mineradoras da Europa em mais um dia de queda do yuan, que se aproximou da mínima em um ano, após o BC chinês alterar o nível referencial fixado para cotação da moeda. Essa medida está gerando apreensão entre os investidores, pois, ao forçar o fortalecimento da moeda, a autoridade monetária revela sua preocupação com o ritmo de crescimento da economia, que foi colocado em xeque por conta da guerra comercial com os EUA. Com isso, as bolsas na região recuaram nesta segunda, também pressionadas pela expectativa quanto à reunião do Banco Central japonês para discutir política monetária, que começou nesta segunda e terá decisão anunciada na terça-feira.

Na Europa, o dia também é negativo, com as principais bolsas em queda, de olho ainda em mais resultados corporativos - destaque fica para a Heineken, que caiu mais de 5% ao divulgar seu balanço. Já os índices futuros dos EUA também apontam para baixo, com investidores já se preparando para a próxima reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), com a decisão na quarta-feira (1).

Do lado do câmbio, os contratos futuros de dólar com vencimento em agosto recuavam 0,22%, aos R$ 3,701, enquanto os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam em ligeira alta de 2 pontos-base, aos 6,63% e 8,81%, respectivamente.

Às 9h12, este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,07%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,02%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,18%

*DAX (Alemanha) -0,17%

*FTSE (Reino Unido) -0,11%

*CAC-40 (França) -0,28%

*FTSE MIB (Itália) -0,29%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,25% (fechado)

*Xangai (China) -0,16% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,74% (fechado)

*Petróleo WTI +1,28%, a US$ 69,58 o barril

*Petróleo brent +0,40%, a US$ 74,59 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,51%, a 488,50 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin -0,23%, R$ 30.720 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Agenda doméstica da semana

Nesta segunda, o destaque do mercado fica para o resultado primário de junho às 10h30, com estimativa de déficit de R$ 15 bilhões. Já na quarta-feira (1) após o fechamento da bolsa, sai a decisão do Copom, que deve manter a taxa básica de juros estável em 6,5% ao ano. Segundo a GO Associados, as expectativas de inflação seguem ancoradas em torno da meta para este e os próximos anos, enquanto a atividade econômica, por outro lado, segue fraca, e a recuperação deve ser ainda mais lenta.

Além disso, os economistas da consultoria acreditam que o comunicado deve indicar que o balanço de riscos segue assimétrico, pendendo para uma alta de juros, em virtude da incerteza eleitoral, avanço da agenda de reformas, e do cenário externo menos benéfico. "De toda forma, o Copom deve manter suas opções em aberto para a próxima reunião, dado o elevado nível de incerteza no cenário", diz a GO.

Já na terça-feira (31), o IBGE divulga o resultado de junho da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que deve mostrar a taxa de desemprego estável em 12,7% no trimestre encerrado em junho, segundo a GO Associados. Na série com ajuste sazonal da GO, o resultado pode ter aumento do desemprego de 12,4% para 12,5%, em linha com a piora da atividade econômica e do mercado de trabalho no período.

Agenda econômica do exterior

Na quarta-feira, antes do Copom, o grande evento será a reunião do Fed. O mercado espera manutenção dos juros no intervalo entre 1,75% a 2,0% ao ano, deixando a expectativa pelo comunicado, que deve dar pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária. O mercado segue apostando em mais duas altas neste ano. Ainda nos EUA, atenção ainda para a taxa de inflação e do seu núcleo, medido pelo índice PCE, principal indicador acompanhado pelo Fomc, que sai terça (31). Além disso, atenção para a sondagem PMI e ISM industrial, na quarta-feira (1), os dados de encomendas à indústria, na quinta-feira (2), e o Relatório de Emprego, que traz a taxa de desemprego e o ritmo de crescimento dos salários, referentes ao mês de julho, que serão publicados na sexta-feira (3).

Já na Europa, os destaques serão o resultado do PIB do segundo trimestre, a taxa de inflação ao consumidor de julho e a taxa de desemprego de junho, todos na terça-feira (31). A semana ainda traz a sondagem PMI da indústria, na quarta-feira (1), e as sondagem PMI composto e de serviços, além das vendas do comércio, que serão publicados na sexta-feira (3). Por fim, na Ásia, destaque para as sondagens que medem o nível de atividade econômica. Na segunda (30) sai o PMI industrial e não industrial de julho do NBS (instituto nacional de estatística chinês), enquanto na terça-feira (31) sai o PMI Caixin da produção industrial. Já no Japão, atenção para a decisão de taxa de juro do Banco Central do Japão, na terça-feira (31), que não deve alterar a taxa, atualmente negativa em 0,1% ao ano. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

Notícias do dia

Essa semana marca a última semana de convenções partidárias. Neste fim de semana, Solidariedade e PTB formalizaram apoio a Geraldo Alckmin; no próximo fim de semana, PSDB, Rede, PT e PSB realizarão a suas convenções. No sábado, foi realizada a convenção do PT de São Paulo, em que foi lida uma carta escrita por Lula. A convenção nacional da legenda será no dia 4 e o partido convocou jejum para reafirmar a candidatura do ex-presidente ao Planalto, afirma a coluna Painel, da Folha. O mesmo jornal aponta ainda que, diante da dificuldade de encontrar um nome de peso, aliados de Alckmin passaram a defender que o presidenciável deveria optar por um vice do próprio PSDB.

O Estado de S. Paulo informa ainda que, com a proximidade das eleições, a base aliada do governo no Congresso passou a apoiar medidas que vão contra os interesses da área econômica, mas que rendem dividendos durante a campanha. Parlamentares do MDB, partido do presidente Michel Temer, apoiaram desde a derrubada dos vetos aos programas de parcelamento de débito tributário até o restabelecimento de benefícios para grandes empresas do setor de bebidas na Zona Franca de Manaus.

Noticiário corporativo

Durante a semana, a agenda de balanços do segundo trimestre deve agitar o mercado com 21 resultados, já começando forte nesta segunda à noite com o Itaú Unibanco, Cielo e RD. Na terça serão apresentados os números da Embraer e Smiles, mas o grande destaque fica para a Petrobras, na sexta-feira (3). Para o Itaú BBA, a estatal deve registrar um balanço sólido, com a receita sendo auxiliada pelo aumento dos preços do petróleo e da depreciação do câmbio. Na última sexta-feira, foram revelados os balanços da Hypera e da Eletropaulo, esta última revertendo lucro e tendo prejuízo de R$ 155,6 milhões no segundo trimestre. 

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

 

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