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Os 4 eventos que vão definir o rumo do mercado na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber para operar na próxima semana

Jerome Powell e Ilan Goldfajn
(Reprodução)

SÃO PAULO - Após mais uma semana positiva para o Ibovespa, que subiu 1,65% de olho na temporada de resultados e no cenário eleitoral, os próximos dias prometem uma agenda bastante agitada, com direito à chamada "super quarta-feira". Entre os balanços, a semana também será pesada, com os números de empresas como Petrobras e Itaú Unibanco. No total, quatro eventos irão definir o rumo do mercado.

1) Definições eleitorais
Neste fim de semana ocorrem mais algumas das convenções partidárias: no sábado, ocorre a convenção do Solidariedade, que deve confirmar Aldo Rabelo; da Democracia Cristã, com José Maria Eymael; e do PTB, que apoia Geraldo Alckmin.

Durante a semana, o mercado fica de olho nas escolhas dos apoios de siglas para determinados candidatos e à corrida dos presidenciáveis para conseguirem seus vices, em especial Alckmin e Jair Bolsonaro, que estão tendo grande dificuldade para anunciarem um nome.

2) Copom
Na quarta-feira (1) após o fechamento da bolsa, sai a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve manter a taxa básica de juros estável em 6,5% ao ano. Segundo a GO Associados, as expectativas de inflação seguem ancoradas em torno da meta para este e os próximos anos, enquanto a atividade econômica, por outro lado, segue fraca, e a recuperação deve ser ainda mais lenta.

Além disso, os economistas da consultoria acreditam que o comunicado deve indicar que o balanço de riscos segue assimétrico, pendendo para uma alta de juros, em virtude da incerteza eleitoral, avanço da agenda de reformas, e do cenário externo menos benéfico. "De toda forma, o Copom deve manter suas opções em aberto para a próxima reunião, dado o elevado nível de incerteza no cenário", diz a GO.

3) Fomc
Na mesma quarta, mas durante o pregão (às 15h), o grande evento será a reunião do Fomc. O mercado espera manutenção dos juros no intervalo entre 1,75% a 2,0% ao ano, deixando a expectativa pelo comunicado, que deve dar pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária. O mercado segue apostando em mais duas altas neste ano.

4) Temporada de resultados
De volta ao Brasil, a agenda de balanços do segundo trimestre deve agitar o mercado com os números de grandes empresas. São esperados 21 resultados, já começando forte na segunda-feira (30) à noite com o Itaú Unibanco (ITUB4), CIelo (CIEL3) e RD (RADL3).

Na terça-feira (31) serão apresentados os números da Embraer (EMBR3) e Smiles (SMLS3), mas o grande destaque fica para a Petrobras (PETR4), na sexta-feira (3). Para o Itaú BBA, a estatal deve registrar um balanço sólido, com a receita sendo auxiliada pelo aumento dos preços do petróleo e da depreciação do câmbio.

Outros eventos
Na agenda doméstica, terça-feira (31), o IBGE divulga o resultado de junho da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que deve mostrar a taxa de desemprego estável em 12,7% no trimestre encerrado em junho, segundo a GO Associados. Na série com ajuste sazonal da GO, o resultado pode ter aumento do desemprego de 12,4% para 12,5%, em linha com a piora da atividade econômica e do mercado de trabalho no período.

Nos EUA, atenção ainda para a taxa de inflação e do seu núcleo, medido pelo índice PCE, principal indicador acompanhado pelo Fomc, que sai terça (31). Além disso, atenção para a sondagem PMI e ISM industrial, na quarta-feira (1), os dados de encomendas à indústria, na quinta-feira (2), e o relatório de emprego, que traz a taxa de desemprego e o ritmo de crescimento dos salários, referentes ao mês de julho, que serão publicados na sexta-feira (3).

Já na Europa, os destaques serão o resultado do PIB do segundo trimestre, a taxa de inflação ao consumidor de julho e a taxa de desemprego de junho, todos na terça-feira (31). A semana ainda traz a sondagem PMI da indústria, na quarta-feira (1), e as sondagem PMI composto e de serviços, além das vendas do comércio, que serão publicados na sexta-feira (3).

Por fim, na Ásia, destaque para as sondagens que medem o nível de atividade econômica. Na segunda (30) sai o PMI industrial e não industrial de julho do NBS (instituto nacional de estatística chinês), enquanto na terça-feira (31) sai o PMI Caixin da produção industrial. Já no Japão, atenção para a decisão de taxa de juro do Banco Central do Japão, na terça-feira (31), que não deve alterar a taxa, atualmente negativa em 0,1% ao ano.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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