Em mercados / acoes-e-indices

Ibovespa Futuro sobe de olho em Trump; dólar recua e retorna para R$ 3,73

Mercado monitora encontro entre presidente dos EUA e chefe da Comissão Europeia

trump
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em agosto subiam 0,20%, aos 79.500 pontos, às 9h22 (horário de Brasília) desta quarta-feira (25), contrariando o movimento de correção das bolsas pelo mundo, com os investidores digerindo a temporada de resultados e na expectativa pelo encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chefe da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker. Enquanto isso, o dólar segue em queda e retorna para a faixa de R$ 3,73.

Trump receberá Juncker e a comissária do comércio do bloco, Cecilia Malmström, às 14h30 em Washington, para discutir relações comerciais, especialmente as tarifas de 20% que o presidente norte-americano ameaçou colocar sobre carros importados da União Europeia. Às vésperas da reunião, os dois lados estão com os ânimos acirrados. Trump tuitou primeiro que “tarifas são ótimas” e que qualquer país que tratar os EUA injustamente será atingido por elas até discutir um negócio mais justo, e depois fez outra postagem, sugerindo que ambos os EUA e a UE deveriam derrubar todas as “tarifas, barreiras e subsídios”, mas que os europeus não o fariam.

Do outro lado, Juncker indicou à emissora alemã ZDF que não está "excessivamente otimista" antes das negociações para evitar uma guerra comercial: "claramente queremos dizer que não somos inimigos dos Estados Unidos. Temos um passado comum que não devemos esquecer. Porém, não sou excessivamente otimista", afirmou o chefe da Comissão Europeia.

Apesar do clima de incerteza no exterior, os contratos futuros de dólar com vencimento em agosto seguem com o movimento de queda dos últimos dias e recuavam 0,68%, aos R$ 3,725, enquanto os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam em ligeira baixa de 2 pontos-base, aos 6,67% e 9,01%, respectivamente.

Bolsas mundiais

Depois do dia positivo na última terça-feira (24), na esteira de bons resultados, as bolsas mundiais recuam neste pregão, conforme as tensões tarifárias com os Estados Unidos voltam a pesar sobre os índices, na expectativa pelo resultado do encontro entre Donald Trump e Jean-Claude Juncker.

Diante do clima de incerteza sobre o encontro e a possibilidade de novas ameaças do presidente dos EUA, o que poderia acirrar ainda mais ânimos dos investidores sobre o clima de guerra comercial, os contratos futuros do principais índices norte-americanos recuam, fato também visto entre as principais bolsas europeias.

Por fim, na Ásia, o fechamento também foi misto, com os índices chineses quebrando uma sequência de dois dias com fortes ganhos, de olho no anúncio do governo de uma ampliação de investimentos em infraestrutura, em tentativa de aquecer a economia frente à guerra comercial com os EUA.

Às 9h22, este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,18%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,33%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,06%

*DAX (Alemanha) -0,64%

*FTSE (Reino Unido) -0,85%

*CAC-40 (França) -0,10%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,90% (fechado)

*Xangai (China) -0,07% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,46% (fechado)

*Petróleo WTI -0,13%, a US$ 68,43 o barril

*Petróleo brent +0,50%, a US$ 73,81 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,42%, a 477 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin -0,97%, R$ 30.700 (confira a cotação da moeda em tempo real)

InfoMoney TV 

Na InfoMoneyTV, o Be-a-bá da Bolsa desta quarta-feira receberá Karel Luketic, analista-chefe da XP Investimentos, que irá comentar o cenário para investimento em ações. O programa será ao vivo e começa a partir das 11h00. Confira a grade completa da IMTV clicando aqui. 

Agenda do dia

Os números do setor de construção civil nos EUA são destaque nesta sessão, com os dados de vendas de casas novas em junho às 11h e, às 11h30, serão divulgados os números de estoque de petróleo. Às 12h30, serão revelados os dados de fluxo cambial semanal. 

Vale destacar ainda a agenda de Michel Temer, que chega a Joanesburgo, África do Sul, para a cúpula dos BRICS, 11h30. Já o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, participa de reunião do Comitê Financeiro e do Conselho de Administração da Vale, às 8h30,  no Rio de Janeiro, e às 18h viaja a Joanesburgo. 

Cenário político

A busca por vices segue dando o tom do noticiário de jornais desta quarta-feira. Segundo o jornal O Globo, Marina Silva avalia o nome do economista Ricardo Paes de Barros para vice; já no posto de mais cotado da lista de Geraldo Alckmin estaria Mendonça Filho (DEM), segundo o Estadão, após Josué Gomes sinalizar que não vai ser vice na chapa do tucano. 

Vale destacar ainda que, em entrevista concedida ao programa Resenha, da TV Difusora, no Maranhão, no dia 16 deste mês, e divulgada pelo Estadão, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, só teria chance de sair da cadeia se ele (Ciro) fosse eleito. Ainda sobre Ciro, o presidente do dividido PSB defendeu aliança com o pedetista; a decisão sairá na segunda-feira.

Noticiário corporativo

A temporada de balanços se intensifica, com destaque para o Santander Brasil, que apresentou lucro líquido gerencial de R$ 3,025 bilhões no segundo trimestre deste ano, 30% maior na base de comparação anual. Já a Telefônica Brasil teve lucro líquido contábil de R$ 3,166 bilhões no segundo trimestre de 2018, alta de 3,6 vezes quando comparado aos R$ 872,9 milhões observados em igual período do ano passado. Além disso, o Pão de Açúcar também revelou seus números, cujo lucro líquido consolidado foi de R$ 478 milhões no segundo trimestre de 2018, um avanço anual de 259%.

Ainda em destaque, a Ser Educacional deve pagar R$ 500 milhões por Unigranrio, segundo o Valor, enquanto a Folha informa que a venda de distribuidora da Eletrobras deverá enfrentar novos obstáculos na Justiça. 

Clear oferece a menor corretagem do Brasil; Clique aqui e abra sua conta

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

 

Contato