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Os 5 eventos que vão agitar os mercados na semana

Confira ao que se atentar nesta segunda-feira e ao longo da semana

Donald Trump
(Joyce N. Boghosian/Casa Branca )

SÃO PAULO - Após uma sexta-feira positiva no mercado brasileiro com os investidores digerindo o acordo entre Geraldo Alckmin e os partidos do chamado "Centrão", o mercado brasileiro pode registrar um movimento de maior cautela, de olho no exterior, que digere alertas dos líderes do G-20 sobre impacto negativo do protecionismo para o crescimento. Por aqui, o foco fica para as convenções partidárias. Confira os destaques do mercado nesta segunda-feira e na semana:

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais retomam nesta segunda-feira (23) as tensões sentidas ao fim da última semana, e seguem pressionadas por disputas políticas e comerciais protagonizadas pelos Estados Unidos, reagindo ainda a novas divulgações de resultados corporativos. Ainda ressoam nos mercados as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, à China. Em entrevista ao canal americano CNBC, o republicano demonstrou estar preparado para aplicar mais de U$S 500 bilhões em tarifas sobre todas as importações vindo do país asiático.

A reunião dos países do G-20 na Argentina, neste final de semana, parece não ter contribuído muito para acalmar os ânimos. O documento final do encontro, realizado entre ministros de finanças e presidentes dos Bancos Centrais, pede por mais diálogo e comércio entre as nações. No entanto, lideranças mundiais reiteraram suas condições à negociação, com o secretário do Tesouro americano afirmando que as ameaças de Trump à China são “definitivamente uma possibilidade realística”.

O presidente dos EUA ainda voltou ao Twitter nesta segunda com uma mensagem acalorada ao presidente do Irã, escrevendo em maiúsculas: "Nunca ameace os Estados Unidos de novo ou você sofrerá consequências de dimensões que poucos na história já sofreram antes". O tuíte veio em resposta a uma manifestação do iraniano Hassan Rouhani, que alertou os americanos quanto à ideia de aplicar medidas hostis contra Tehran, capital do país: “a guerra com o Irã é a mãe de todas as guerras”.

Meio ao cenário conturbado, as principais bolsas europeias operam em queda hoje, e os índices futuros americanos também apontam para baixo. Na Ásia, as bolsas chinesas de Hang Seng e Xangai fecharam em recuperação das perdas recentes, destoando do resto do continente, que registrou quedas - destaque fica para Nikkei, no Japão, que caiu 1,33%.

Às 8h12 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,12%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,11%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,41%

*DAX (Alemanha) -0,40%

*FTSE (Reino Unido) -0,40%

*CAC-40 (França) -0,68%

*FTSE MIB (Itália) +0,11%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,11% (fechado)

*Xangai (China) +1,07% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,33% (fechado)

*Petróleo WTI +1,27%, a US$ 69,13 o barril

*Petróleo brent +1,79%, a US$ 74,38 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +1,06%, a 475 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 7.701,79 +3,40%
R$ 29.000 +1,59% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda doméstica da semana

Entre os indicadores, a agenda doméstica está mais tranquila nos próximos dias, com atenção para a Nota do Setor Externo do mês de junho, divulgada pelo Banco Central na quinta-feira (26). A GO Associados projeta saldo negativo de US$ 250 milhões na balança de transações correntes no mês, o equivalente a um déficit de US$ 12,5 bilhões (-0,6% do PIB) nos últimos 12 meses.

Destaque ainda para a reunião do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, com os economistas Eduardo Giannetti e André Lara Resende para tratar de assuntos econômicos. 

3. Agenda externa da semana

Na agenda externa, ocorreu o encontro do G20 em Buenos Aires, na Argentina, que usou em seu documento final uma linguagem mais contundente para pedir mais diálogo e mais comércio entre os países em meio aos alertas dos efeitos que uma guerra comercial pode causar. Vale destacar também, entre os dias 25 e 27, a Cúpula dos BRICS, em Johanesburgo, na África do Sul, que deve ter como grande pauta os desafios dos países para se inserir na 4ª Revolução Industrial.

Nos EUA, os investidores acompanharão os dados do setor imobiliário na segunda (23) e quarta-feira (25), a sondagem PMI da indústria e do setor dos serviços na terça-feira (24), e o dado mais relevante da semana, a primeira prévia do resultado do PIB do segundo trimestre, que sai na sexta-feira (28). A expectativa do mercado é que a economia norte-americana tenha mantido um bom ritmo de crescimento no período, com projeções rodando de crescimento anualizado acima de 3%. A confirmação da força do ciclo econômico nos EUA, associado a uma taxa de inflação anual acima da meta do Fed, podem ajudar a consolidar a projeção de 4 altas de juros este ano, apesar das recentes falas de Trump deixarem o cenário mais nebuloso.

Na Europa ocorre a reunião do BCE (Banco Central Europeu) na quinta-feira (26). O mercado não espera grandes novidades e o presidente da autoridade, Mario Draghi, deve confirmar seu discurso de junho, quando anunciou a possibilidade de um aumento na taxa de juros apenas no verão europeu de 2019. Para conferir a agenda completa de indicadores e resultados, clique aqui.

4. Notícias do dia

As convenções partidárias, que tiveram o seu pontapé inicial na última sexta-feira (20), foram o destaque do noticiário. No primeiro fim de semana de convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram cinco candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU). As convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.

Bolsonaro foi chancelado como candidato do PSL em convenção no último domingo, com um discurso crítico ao chamado "Centrão", que fechou acordo com Geraldo Alckmin, mas sem poupar críticas aos governos anteriores do PT. Enquanto isso, dirigentes do PSL dizem que Janaína Paschoal, que esteve na convenção, alegou entraves familiares para não ser vice de Bolsonaro, segundo a Coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Os jornais também destacam apaziguamento de divergências de Paulinho (SD) com Alckmin após o tucano prometer alternativa ao imposto sindical, a plataforma do candidato com abertura comercial gradual e a tentativa do PSB de recolocar ex-juiz Joaquim Barbosa na corrida presidencial (o que dificilmente deve acontecer). 

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Já o Valor destaca que a retomada da cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos é praticamente consenso entre economistas dos principais pré-candidatos à Presidência da República, ganhando defensores entre candidatos da centro-direita depois da reforma tributária americana, promovida pelo governo de Donald Trump no fim do ano passado. 

5. Noticiário corporativo

Em destaque no radar corporativo, a Petrobras iniciou fase vinculante de ativos Bacia Sergipe-Alagoas e informou que a nova plataforma para campo de Lula está no Rio. A Odontoprev informou que a aquisição de 100% da Odonto System foi aprovada pela ANS. Já na CCR, Leonardo Couto Vianna assume presidência em 31 de julho; Renato Vale deixa o cargo.

Nos próximos dias, destaque para a temporada de resultados corporativos, que ganhar força a partir de terça-feira (24), com o balanço do Pão de Açúcar, seguindo com Fibria  e Vale no dia seguinte. No total, pelo menos 24 balanços do segundo trimestre devem ser divulgados entre 23 e 27 de julho. Nesta segunda, atenção para os números da Via Varejo. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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