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Candidatura de Alckmin contagia o mercado e Ibovespa Futuro sobe 1%; IPCA-15 desacelera

Dólar recua 1% e retorna para a faixa de R$ 3,80

Geraldo Alckmin
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em agosto subiam 1,27%, aos 79.950 pontos, às 9h17 (horário de Brasília) desta sexta-feira (20), ainda refletindo a notícia de que Geraldo Alckmin (PSDB) deve levar o apoio dos partidos do "Centrão". Vale ressaltar que o índice disparou 2,02% no pregão passado justamente por conta do apoio ao tucano.

No final da tarde da última quinta-feira (19), os partidos do "Centrão", grupo no momento composto por DEM, PP, PRB, Solidariedade e, mais recentemente, PR, chegaram a um acordo para apoiar a candidatura do ex-governador de SP à presidência da República. Caso a aliança seja confirmada, o tucano terá à disposição cerca de 3 minutos adicionais em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos de tempo no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Além disso, cresce o potencial de capilaridade da candidatura.

Apesar de bem encaminhado, o acordo ainda precisa ser confirmado pelos partidos nas respectivas convenções nacionais, que terão de ser realizadas até 5 de agosto, prazo determinado pela legislação eleitoral. De acordo com um deputado do PP que não quis ter a identidade revelada, o partido segue com divisões internas, mas falou mais alto na tendência de apoio a Alckmin o risco de extremismos na corrida presidencial. Segundo ele, ainda é cedo falar em apoio efetivo ao ex-governador pelas bancadas estaduais da legenda, o que dependerá da dinâmica das pesquisas.

O anúncio da aliança deve ser feito na próxima semana. Até lá, eventuais divergências em palanques estaduais devem ser discutidas. Segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais é uma das principais questões em aberto. Embora dê força à candidatura do tucano, a notícia não garante apoio automático de bancadas estaduais das legendas do "centrão". Segundo jornais, o acordo envolveu um compromisso de Alckmin em estudar uma forma de compensar o fim do imposto sindical para garantir a sobrevivência dos sindicatos. Além disso, o tucano também teria recebido positivamente o nome do empresário mineiro Josué Gomes como vice.

Com a candidatura de Alckmin ganhando força, reconhecidamente um candidato com viés reformista e preferido pelo mercado, os contratos futuros de dólar com vencimento em agosto recuavam 0,82%, aos R$ 3,804, enquanto os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 registravam queda de 6 pontos-base, aos 6,67% e 8,96%, respectivamente.

Bolsas mundiais

Sem nem terem tempo de digerir completamente os comentários de Donald Trump sobre a postura do Fed na última quinta-feira, as bolsas mundiais encaram mais um dia complicado, reagindo agora a outra rodada de controvérsia vindo do republicano e também a resultados corporativos.

Ontem à noite, os índices americanos foram derrubados por uma fala de Trump em entrevista ao canal americano CNBC, na qual demonstrou insatisfação com as projeções da autoridade monetária, que planeja implementar outros aumentos na taxa de juros. Já nesta sexta-feira, novos trechos da mesma entrevista foram veiculados, que veem o republicano acirrando outra vez as tensões da guerra comercial dos EUA contra a China. Ele afirmou estar disposto a tarifar todos os produtos chineses importados aos Estados Unidos: “estou pronto para chegar aos 500”, disse, referindo-se aos US$ 505,5 bilhões em tarifas que seriam implementadas. Foi o que bastou para que os índices futuros americanos, que já apontavam para baixo, passassem a cair mais forte.

Na Europa, o dia também é de perdas para todas as principais bolsas, olhando ainda para uma nova leva de resultados corporativos e as negociações do Brexit. A chefe de estratégia internacional na FCA (Autoridade de Conduta Financeira) britânica, Nausicaa Delfas, alertou os bancos e seguradoras que devem se preparar para um Brexit “duro”, em que as duas partes não cheguem em acordo. Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) calcula que um impacto de 1,5% na economia do bloco econômico será sentido caso a saída do Reino Unido ocorra abruptamente.

Por fim, no radar das commodities, os preços do petróleo também começaram o dia subindo, mas caminham para a terceira queda na semana, sentindo o peso da disputa EUA-China e do aumento na oferta da commodity, enquanto a recuperação desta sexta ocorre após a Arábia Saudita sinalizar que não exportará mais do que as necessidade de seus clientes.

Às 9h17, este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,24%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,39%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,11%

*DAX (Alemanha) -0,42%

*FTSE (Reino Unido) -0,23%

*CAC-40 (França) -0,61%

*FTSE MIB (Itália) -0,72%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,76% (fechado)

*Xangai (China) +2,05% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,29% (fechado)

*Petróleo WTI +0,12%, a US$ 69,54 o barril

*Petróleo brent +0,08%, a US$ 72,64 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,42%, a 473 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin +1,52%, R$ 28.640 (confira a cotação da moeda em tempo real)

IPCA-15 fica abaixo do esperado

O IPCA-15, que é considerado uma prévia da inflação oficial do país, desacelerou de 1,11% para 0,64% na passagem de maio para junho, enquanto os analistas de mercado esperavam avanço de 0,73% após um mês contaminado pela greve dos caminhoneiros.

Em comparação ao visto em junho de 2017, o índice passou de 3,68% para 4,53%, também abaixo da expectativa de +4,63%, mas levemente acima do centro da meta de inflação do Banco Central para o ano, que é de 4,5%.

Cenário político

Além dos reflexos do apoio do "Centrão" para a candidatura de Alckmin, o mercado ficará de olho também na agenda de convenções partidárias, que tem o pontapé inicial nesta sexta a partir das 11h com o encontro do PDT, de Ciro Gomes. Às 12h, será a vez do PSC e às 18h30, do PCB.

A conferência do PDT será observada com especial atenção após o revés sofrido por Ciro Gomes na véspera com a formação de um arco de alianças dos partidos do chamado Centrão em torno da candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República.

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Política na IMTV

O Conexão Brasília desta semana recebe Ribamar Rambourg, economista (FEA-USP) e cientista político (FFLCH-USP), e Paulo Gama, analista político da XP Investimentos. Na pauta, o acordo firmado entre lideranças do "Centrão" e Geraldo Alckmin e as consequências eleitorais deste movimento. O programa também abordará o pontapé inicial das convenções partidárias com o lançamento oficial da candidatura de Ciro Gomes à presidência. A transmissão é ao vivo, a partir das 14h45, pela InfoMoneyTV e pelo Facebook. 

Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário, a TIM divulgou resultado do segundo trimestre de 2018,, com lucro líquido subindo 53,2%, a R$ 332 milhões, enquanto a receita líquida cresceu 5,8%, a R$ 4,17 bilhões na comparação anual. A companhia ainda anunciou Sami Foguel como o novo CEO da empresa em substituição a Stefano De Angelis, que renunciou da sua posição. 

Ainda no radar corporativo, o MPF recomendou a suspensão de venda de distribuidora de energia do Amazonas. Já o Estadão informa que a Oi finalizou a reestruturação de dívida com bancos estrangeiros. 

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

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