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Ibovespa arranca no fim e dólar zera ganhos com Alckmin ganhando força para fechar com Centrão

Índice ganhou força e virou para o positivo faltando poucos minutos para o fechamento após rumores de que o tucano deve ganhar o apoio do Centrão

Geraldo Alckmin
(Sergio Lima/CNI)

SÃO PAULO - A reta final do pregão desta quinta-feira (19) foi bastante agitada, com o Ibovespa quase zerando suas perdas diante de rumores de que o centrão pode estar se alinhando para apoiar Geraldo Alckmin, o que daria muita força para o candidato tucano na disputa eleitoral. O movimento também derrubou o dólar, que já havia afundado mais cedo com o presidente Donald Trump criticando as altas de juros nos EUA.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com alta de 0,16%, aos 77.486 pontos, após chegar a cair 1,90% na mínima do dia. O dólar, por sua vez, teve leve alta de 0,09%, cotado a R$ 3,8448 na venda, em seu menor patamar do dia, depois de saltar 1,1% e bater em R$ 3,8897 na máxima da sessão.

Faltando cerca de 20 minutos para o fechamento da bolsa, o índice disparou após notícias de avanço nas conversas do Centrão para apoiar Alckmin. Segundo o Estadão, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, informou aos dirigentes estaduais do que a sigla vai apoiar o ex-governador na disputa pela Presidência. Ainda de acordo com o jornal, o anúncio oficial deve ocorrer no dia 26 de julho, junto com outros do centro, como DEM, PR, Solidariedade e PRB.

Caso conquiste este apoio, Alckmin ganhará tempo de TV, o que dá força para ele na corrida pelo Planalto. Embora esta notícia não signifique automaticamente um acordo e aliança, é nítido que Alckmin ganhou força neste momento, afirmou a equipe da XP Política.

Em nota conjunta, os partidos do Centrão não confirmaram a informação. "Progressistas, PR, PRB, Democratas e Solidariedade reafirmam a união e o compromisso de construir um projeto comum para as eleições deste ano. O momento é de ponderar, em conjunto, o melhor caminho para o futuro do Brasil. Ciente dessa responsabilidade e do papel que o Centro Democrático vai desempenhar nesta eleição, cada partido vai realizar consultas internas nos próximos dias com o propósito de anunciar publicamente uma decisão comum na semana que vem", diz o texto.

Trump agita o mercado
Já no exterior, Trump derrubou o dólar no mundo todo após, em entrevista para a CNBC, expressar frustração com o Federal Reserve e dizer que o banco central dos EUA poderia interromper a recuperação econômica do país. Ele afirmou que não aprova as altas de juros, apesar de destacar que "colocou um homem muito bom" no Fed, ao citar o presidente da autoridade, Jerome Powell.

"Não estou entusiasmado", disse Trump. "Porque nós avançamos [na economia] e toda vez que você melhora eles querem aumentar as taxas novamente. Eu realmente não - eu não estou feliz com isso. Mas, ao mesmo tempo, deixo que eles façam o que sentem melhor", afirmou.

Mais cedo, pesou no mercado as declarações do republicano, que voltou a ameaçar a União Europeia e disse que pretende aplicar tarifas de 20% ou 25% sobre automóveis vindos do bloco caso o encontro marcado na próxima semana com autoridades europeias não gere um acordo justo: “dizemos que se não negociarmos algo justo, temos uma tremenda capacidade de castigo que não queremos usar, mas temos grandes poderes”, afirmou Trump.

Para completar, nesta quinta-feira, o Ministério do Comércio chinês, através do porta-voz da pasta, Gao Feng, afirmou que adotará "medidas direcionadas" em resposta às ações dos EUA contra produtos chineses, a fim de equilibrar a perda de lucros causada com tarifas sobre aço e alumínio: "os EUA têm provocado e continuamente reforçado a guerra comercial, o que traz grandes desafios à cooperação bilateral econômica e comercial”, afirmou em entrevista. Vale lembrar, que na última terça-feira (10), Trump impôs novas taxas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos importados da China.

Destaques do mercado

Do lado positivo, as ações da Kroton foram o grande destaque, saltando mais de 5% e liderando os ganhos do ibovespa. Já entre as maiores perdas, destaque para os papéis da Gol, que recuam após subirem até 20% nesta semana. Clique aqui e confira os principais destaques de ações desta quinta-feira.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 KROT3 KROTON ON 12,00 +6,19 -33,70 84,09M
 QUAL3 QUALICORP ON 19,87 +3,92 -33,57 84,44M
 CYRE3 CYRELA REALTON 12,02 +3,89 -5,41 33,72M
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 29,68 +3,85 +44,78 56,39M
 HYPE3 HYPERA ON 28,85 +3,70 -16,67 52,84M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 VALE3 VALE ON 49,43 -3,93 +24,17 1,03B
 BRAP4 BRADESPAR PN 29,01 -3,91 +4,70 49,44M
 GOLL4 GOL PN N2 12,90 -2,42 -11,64 47,84M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 8,15 -2,16 -31,16 39,32M
 GGBR4 GERDAU PN 15,97 -1,84 +29,84 228,67M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 18,40 +1,94 1,07B 1,06B 34.718 
 VALE3 VALE ON 49,43 -3,93 1,03B 660,47M 29.575 
 BBAS3 BRASIL ON 31,34 -0,89 821,14M 325,18M 28.532 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 45,00 +1,44 453,90M 514,45M 19.143 
 BBDC4 BRADESCO PN 29,67 +1,26 400,79M 374,50M 28.479 
 B3SA3 B3 ON 23,10 -0,52 387,47M 233,14M 23.867 
 GGBR4 GERDAU PN 15,97 -1,84 228,67M 158,78M 17.908 
 ESTC3 ESTACIO PARTON 24,61 +2,76 228,43M 78,87M 22.806 
 SUZB3 SUZANO PAPELON 42,00 -0,62 226,44M n/d 12.708 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 128,97 +1,59 209,66M 196,31M 7.206 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Cenário político agitado

As alianças eleitorais seguem sendo destaque no noticiário desta quinta-feira. Conforme destaca o jornal Folha de S. Paulo, o presidente do PR, Valdemar Costa Neto, evita apoio automático a Ciro Gomes, acena a Geraldo Alckmin e faz centrão rever cenário. Segundo o jornal, apesar de não ter proximidade com o tucanato, exaltou que Alckmin é de São Paulo, seu estado, e tem perfil mais previsível do que o explosivo Ciro. Concluiu, porém, dizendo que não faz veto ao pedetista e que seguirá o que o grupo decidir. Por outro lado, o PR descartou em definitivo retomar qualquer conversa com Jair Bolsonaro (PSL).

Já no TSE,  a ministra Rosa Weber, que comanda o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante o recesso, negou liminarmente um pedido feito pelo MBL (Movimento Brasil Livre) para já declarar o ex-presidente Lula inelegível antes mesmo dele entrar com o pedido de registro.

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