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CEO da Cielo renuncia, Petrobras fala sobre preços de combustíveis, Eletrobras tem leilão suspenso e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo da sessão desta sexta-feira (13)

Cielo - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A sexta-feira começa movimentada no mercado, após o leilão de distribuidoras da Eletrobras ser suspenso e com o mercado digerindo prévias operacionais de construtoras como a EzTec e a MRV, além de repercutir a entrevista do presidente da Petrobras apontando possibilidades para suavizar as flutuações nos preços dos combustíveis. Confira os destaques do mercado nesta sexta-feira (13):

Cielo (CIEL3)

A Cielo informou a renúncia do diretor-presidente Eduardo Campozana Gouveia, por questões de foro pessoal e familiar. “Minha passagem pela Cielo foi, certamente, uma das mais ricas de minha vida, no aspecto tanto profissional quanto pessoal. Sair foi a decisão mais difícil que já tomei. Demandou muito tempo e muita reflexão. Aqui na Cielo tive a oportunidade de fazer parte de um time de altíssima qualidade e desempenho, vivenciando um dos momentos de maior transformação da indústria de meios de pagamento. Tenho certeza de que os esforços que empreendemos serão recompensados no futuro em face do compromisso da companhia com a geração de valor aos seus acionistas. Deixo um grupo de colaboradores que tenho como parte de uma grande família, da qual tive orgulho de pertencer. Saio com sentimento de missão cumprida por ter dado passos firmes na direção correta. ” – Eduardo Campozana Gouveia.

Com a saída de Gouveia, o Conselho de Administração aprovou a eleição de Clovis Poggetti Junior, atual vice-presidente Executivo de Finanças e Diretor de Relações com Investidores, para ocupar, interinamente, a posição anteriormente desempenhada pelo CEO anterior até que novo nome seja apresentado. Clóvis Poggetti Junior ingressou na companhia em 2007, após carreira em finanças na indústria de eletrônicos.

Na Cielo, atuou até 2009 como Diretor de Controladoria, e, posteriormente, até final de 2010 como Diretor de Finanças. Desde então, ocupa a posição de Vice-Presidente Executivo de Finanças e Diretor de Relações com Investidores, sendo, ao mesmo tempo, o membro de maior tempo na Diretoria Executiva. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Em entrevista ao Valor Econômico, o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, que está há pouco mais de um mês no cargo defendeu a adoção de mecanismo que suavize as flutuações nos preços dos combustíveis. Dentre as hipóteses, um imposto que aumentaria automaticamente quando o preço estivesse baixo ou diminuiria na hipótese contrária. Isso evitaria reajustes elevados e abruptos, como os que ocorreram nos últimos meses devido à alta do petróleo no mercado internacional.

Uma outra possibilidade seria a criação de um fundo de estabilização: "No Chile, quando o preço do cobre está muito alto, eles utilizam uma espécie de fundo de estabilização. Quando o preço está mais baixo, usam o dinheiro desse fundo para que a atividade econômica como um todo tenha uma certa estabilidade", disse Monteiro. "Outros mecanismos no mundo tratam disso via tributos. Isso amortece os efeitos que incomodam o consumidor", afirmou. 

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Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras divulgou na noite desta quinta-feira comunicado no qual informa estar avaliando o alcance e os impactos das decisões proferidas pela Justiça sobre o processo de privatização das distribuidoras hoje controladas pela estatal. A companhia diz ainda que tomará todas as medidas necessárias para dar continuidade às vendas.

Ontem, a Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu o leilão das seis distribuidoras da Eletrobras, marcado para o dia 26 de julho. Em seu despacho, a juíza Maria do Carmo Freitas Ribeiro citou a liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que proibiu a privatização de empresas públicas, sociedades de economia mista, subsidiárias e controladas sem aval do Congresso no dia 27 de junho.

Após essa decisão, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu suspender "sine die" o edital do leilão de privatização das distribuidoras. A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão.

Além da decisão da Justiça Federal no Rio de Janeiro, a Justiça Federal no Piauí concedeu uma liminar que suspende os efeitos de uma assembleia que aprovou a privatização da Cepisa, distribuidora da Eletrobras que atua no Estado. Como a assembleia é condição necessária para a realização do leilão da empresa, a decisão, consequentemente, suspende também a realização da licitação.

A ação foi impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Piauí e foi julgada hoje (12) pelo juiz Márcio Braga Magalhães. Nessa ação, o sindicato levantou dúvidas sobre a presença do representante da Eletrobras na assembleia. Sobre esse processo, a Eletrobras afirma que foi representada na AGE da Cepisa.

" Vemos as notícias como negativas para a Eletrobras, podendo inviabilizar a ocorrência do leilão de suas distribuidoras no curto e médio prazo. Se este for o caso, pode não restar alternativa à estatal senão liquidar as empresas, que pode gerar um ônus de cerca de R$ 22 bilhões à companhia", destaca a equipe de análise da XP Investimentos. 

Siderúrgicas

As ações das siderúrgicas brasileiras subiram ontem entre 5% e 10%, com destaque para Usiminas (USIM5) em cima de potenciais aumentos de preço. "Para aços planos, as usinas buscam um aumento de 10%, após terem tentado 10% em Junho, dos quais somente um terço foi implementado com sucesso – isto é positivo para a Usiminas e CSN (CSNA3). Para aços longos, as siderúrgicas buscam aumento de 6% desde junho, mas tem encontrado dificuldade por conta de estoque ainda elevado. Vemos alta probabilidade de ambos aumentos serem implementados com sucesso em julho e agosto, a medida que os preços domésticos estão a desconto do importado", ressalta a XP. 

MRV (MRVE3)

Divulgando sua prévia operacional para o segundo trimestre de 2018, a construtora MRV reportou um aumento de 5,4% nas vendas contratadas em comparação ao mesmo período no ano passado, chegando a R$ 1,53 bilhão. Já os lançamentos da empresa tiveram um salto de 28%, somando R$ 1,7 bilhão, enquanto a geração de caixa ficou positiva nos R$ 98 milhões.

Para a análise do Credit Suisse, os resultados são positivos, mas não muito impressionantes. O ponto principal foi o aumento nos lançamentos, que no entanto já era esperado devido ao baixo nível apresentado no primeiro trimestre. O banco afirma que a MRV ainda precisa ampliar seus lançamentos a R$ 2,2 bilhões por trimestre se quiser atingir a meta interna de 50 mil casas no ano.

EzTec (EZTC3)

A EZTec divulgou sua prévia operacional para o segundo trimestre de 2018, registrando vendas líquidas em R$ 79,7 milhões, uma queda em comparação aos R$ 121 milhões do primeiro trimestre do ano. A construtora não lançou nenhum novo projeto neste trimestre, adquirindo no entanto adicionais 5% no empreendimento “Jardins do Brasil”, o que agregou R$ 23,8 milhões ao saldo de lançamentos no trimestre. A empresa ressaltou que a greve dos caminhoneiros teve um impacto sensível sobre as vendas.

Nas análises do BTG Pactual e do Bradesco BBI, os resultados são fracos, com a principal decepção sendo a falta de lançamentos: “sem lançamentos, sem vendas”, aponta a equipe do Bradesco BBI. No entanto, o desempenho não foi de todo inesperado, levando ambos bancos a reiterar a classificação “neutra” para a empresa.

Braskem (BRKM5)

A Braskem informou, esclarecendo notícia divulgada no jornal Valor Econômico de que o acordo para venda da participação da Odebrecht à LyondellBasell deve ser assinado até outubro, não há previsão de data ainda para a conclusão das negociações entre as duas empresas.

Embraer (EMBR3)

O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, deve se reunir hoje às 9h30 com o Sindicato dos Metalúrgicos para discutir o acordo da empresa com a Boeing. Os sindicatos já têm se posicionado como contrários à joint venture entre as duas empresas, chamando por um veto do governo.

Já o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, afirmou na quinta-feira que a Embraer “não deve valer muita coisa” em alguns anos sem a Boeing, e ressaltou a importância do acordo à sobrevivência da companhia.

Energisa (ENGI11)

A Energisa foi iniciada com recomendação 'outperform' pelo Credit Suisse, com preço-alvo de R$ 35,75. 

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