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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira os principais eventos deste pregão

Donald Trump
(Photosforclass.com)

SÃO PAULO - Se a sessão da volta do feriado foi de tranquilidade para o mercado brasileiro, com o Ibovespa caindo 0,22% e o dólar tendo a sua maior queda em um mês, voltando aos R$ 3,80, esta quarta-feira promete ser de maior turbulência em meio à nova ameaça tarifária de Donald Trump aos produtos chineses, levando a uma forte queda dos mercados mundiais. Já no Brasil, o Senado não deve votar cessão onerosa e o projeto de lei das distribuidoras antes do recesso, enquanto privatização da Eletrobras não deve ser votada este ano. Confira os destaques do mercado nesta quarta-feira:

1. Bolsas mundiais

Após um dia de recuperação, as bolsas mundiais voltam a afundar hoje, com as tensões da guerra comercial entre Estados Unidos e China mais uma vez se acirrando. A administração de Donald Trump anunciou, na noite de terça-feira, planos de tarifar mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, “como resultado da retaliação chinesa e da recusa em alterar suas práticas”, interrompendo assim uma breve trégua no embate comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Um total de 6.031 tipos de bens chineses estarão sujeitos a tarifas de 10%, segundo comunicado divulgado ontem à noite pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O prazo de contestações da proposta tarifária termina em 30 de agosto. O Ministério de Comércio chinês se disse “chocado” e descreveu o último lance de Washington como “totalmente inaceitável”, prometendo tomar contramedidas não especificadas.

A medida levou a quedas generalizadas nos índices asiáticos, europeus e futuros americanos. O Dow Futuro chegou a apontar para uma perda de 230 pontos, enquanto, na Ásia, as bolsas de Nikkei, Hang Sang e Shanghai fecharam com perdas de mais de 1%, lideradas por Xangai, que despencou 1,76%. As principais bolsas europeias também operam em quedas de mais de 1%.

Às 7h40 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,72%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,85%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,89%

*DAX (Alemanha) -1,32%

*FTSE (Reino Unido) -1,19%

*CAC-40 (França) -1,19%

*FTSE MIB (Itália) -1,49%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,29% (fechado)

*Xangai (China) -1,79% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,19% (fechado)

*Petróleo WTI -0,65%, a US$ 74,27 o barril

*Petróleo brent -2,09%, a US$ 79,04 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,54%, a 463 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 6.375,37 -2,52%
R$ 24.895 -3,95% (nas últimas 24 horas)

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2. IMTV

No IMTV, Thiago Salomão, analista da Carteira Recomendada InfoMoney, conta no programa Bê-a-Bá da Bolsa (às 11h, ao vivo) quais ações do Ibovespa tiveram o melhor desempenho no primeiro semestre e quais delas ainda valem a pena incorporar ao seu portfólio.  Confira a grade completa da IMTV clicando aqui. 

3. Agenda dos indicadores

Na agenda dos EUA, o grande destaque fica para os dados de preços ao produtor de junho às 9h30, com estimativa de alta de 0,2% na comparação mensal. Já às 11h, serão divulgados os dados de estoque do atacado de maio e, no final da manhã, às 11h30, atenção para os dados de estoques de petróleo no país, com previsão de queda de 3,89 milhões de barris. No Brasil, às 12h30, atenção para o fluxo cambial semanal.

4. Notícias do dia

A repercussão sobre a batalha jurídica do domingo sobre a soltura ou não de Lula segue no radar, com um improvável beneficiário, segundo aponta a coluna de Bruno Boghossian, da Folha. De acordo com o colunista, o pré-candidato do PSDB Geraldo Alckmin recuperou algum fôlego na disputa pelo apoio do DEM e PP, embora os partidos ainda se inclinem por Ciro. 
Segundo o jornal, o barulho sobre caso Lula no domingo assustou os partidos, diante do receio de que ex-presidente tenha forte influência na eleição e coloque nome do PT no 2º turno, enfraquecendo Ciro. Com isso, dirigentes do DEM e PP que veem o pedetista com simpatia teriam voltando a considerar a opção Alckmin.

Já o Valor Econômico destaca que a equipe econômica do governo Michel Temer já inicia transição com assessores de presidenciáveis, apresentando números da economia estimados para o fim do ano e traçando um retrato do que o próximo presidente irá encontrar. 

O próximo convidado para uma reunião com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, deverá ser Paulo Guedes, que assessora o candidato à sucessão presidencial, deputado Jair Bolsonaro. Ambos já tiveram uma conversa na quinta-feira, com o economista Pérsio Arida, que faz o plano de governo de Alckmin, e na segunda feira com Mauro Benevides, da campanha de Ciro. 

Ainda sobre economia brasileira, atenção para a fala de Mark Mobius, considerado o "guru dos emergentes" e , que deixou a Franklin Templeton Investments no início deste ano para montar a Mobius Capital. Segundo ele afirmou à BloombergTV, Brasil e Turquia podem se beneficiar de guerra comercial entre EUA e China  devido ao declínio em suas moedas, embora o presidente turco Erdogan precise lidar com a dívida em moeda estrangeira. Porém, ele disse ser difícil dizer que os mercados emergentes chegaram ao fundo do poço, apontando que poderia haver uma queda adicional de 10% nos mercados. 

5. Noticiário corporativo

No radar corporativo, contratempos para as estatais, após notícias de que o Senado não votará a cessão onerosa e o projeto de lei das distribuidoras da Eletrobras antes do recesso de julho, e de que a Câmara dos Deputados não votará a privatização da própria Eletrobras ainda este ano, segundo o presidente Rodrigo Maia. De acordo com ele, ficou acordado que o tema só será considerado após as eleições de outubro, e a votação deve ser feita com participação dos novos deputados empossados. Por outro lado, a Câmara concluiu a aprovação do PL que viabiliza a privatização de seis distribuidoras de energia controladas pela Eletrobras. Com a votação dos destaques, a proposta será enviada ao Senado.

Já sobre a Braskem, a companhia divulgou comunicado afirmando ainda não ter encerrado as negociações com a CGU (Controladoria Geral da União) e a AGU (Advocacia Geral da União) de seu acordo de leniência referente aos fatos revelados na Operação Lava Jato. Vale ressaltar que na véspera os papéis da petroquímica dispararam 7% com a notícia do Valor sobre a venda das participações da Odebrecht à LyondellBasell em outubro. 

(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

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