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Ibovespa sobe acompanhando alta dos ADRs e de olho no imbróglio político envolvendo Lula

Investidores também repercutem todo imbróglio político gerado pela tentativa de soltura de Lula

trader na Bolsa de Frankfurt
(Lisi Niesner/Reuters)

SÃO PAULO - O Ibovespa subia 0,78%, aos 75.594 pontos, às 10h16 (horário de Brasília) desta terça-feira (10), refletindo o desempenho positivo dos principais ADRs (American Depositary Receipt) na última segunda-feira (9), mas também digerindo todo imbróglio político gerado no domingo (8) pela tentativa de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em dia sem atividades na bolsa brasileira por conta do feriado de Revolução Constitucionalista de 1932 no estado de São Paulo, o índice Dow Jones Brazil Titans, que reúne os principais ADRs de empresas brasileiras, subiu 1,17%, atingindo 19.472 pontos. O destaque ficou para os ativos PBR da Petrobras, que registraram alta de 2,5% e fecharam a US$ 10,69, enquanto a BRF, por sua vez, avançou 4,4%, após o Barclays elevar sua recomendação para os ativos da companhia. Clique aqui e veja mais detalhes do movimento do mercado no feriado.

Diante do clima de menor aversão ao risco, os contratos futuros de dólar com vencimento em agosto recuavam 0,10%, aos R$ 3,869, na expectativa por mais um leilão do Banco Central. Nesta manhã, às 11h30, a autoridade monetária irá ofertar até 14 mil contratos de swap cambial para rolagem de contratos de agosto, com resultado a partir das 11h50. No mesmo momento, os contratos com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam praticamente estáveis, cotados a 6,82% e 9,27%, respectivamente.

Agenda da semana

A agenda econômica desta terça-feira é fraca, com destaque para os dados de preços ao produtor de junho e de pedidos de máquinas de maio do Japão, a serem revelados às 20h50. 

Na semana, o principal dado doméstico será a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) de maio, que segundo a GO Associados deve ter queda de 1,6% no conceito restrito (não inclui automóveis e materiais de construção) e de 4,1% no conceito ampliado. O dado será divulgado pelo IBGE na quinta-feira às 9h. Na sexta-feira, serão divulgados os dados de serviço. 

Nos EUA, o mercado avalia os dados de inflação ao consumidor na quinta-feira às 9h30, em busca de qualquer sinal de aumento acima do previsto da inflação, que poderia ampliar as apostas em alta dos juros. A estimativa mediana para o CPI anual aponta leve aceleração de 2,8% para 2,9% em junho. O Federal Reserve, por sua vez, divulgará relatório de política monetária no dia 13, que precederá fala de Jerome Powell no Congresso na semana seguinte. 

Caso Lula e mais noticiário político

Apesar dos ADRs não mostrarem um grande impacto, o caos gerado no último domingo com a batalha sobre a soltura ou não de Lula voltou a ligar o alerta sobre a política doméstica. Na manhã do dia 8 de julho, o desembargador de plantão no TRF-4, Rogério Favreto, que foi filiado ao PT por quase 20 anos, acatou um pedido de habeas corpus e mandou soltar Lula, pegando todo o Brasil de surpresa e criando uma disputa jurídica que durou o dia inteiro.

Após esta primeira decisão, o juiz Sérgio Moro se negou a cumprir a liminar dizendo que Favreto, na condição de plantonista do Tribunal, não poderia ter tomado a decisão. Com isso, ele encaminhou o caso para o relator do TRF-4, João Pedro Gebran Neto, que mandou o ex-presidente permanecer preso. Isso não foi suficiente para Favreto, que reiterou sua decisão de soltar o ex-presidente, estipulando um prazo que durou até 17h12 de domingo. Porém, nada ocorreu até este horário, sendo que cerca de uma hora depois, o presidente do Tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, deu decisão contra a soltura, colocando um ponto final na disputa.

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Conforme destaca o Estadão, o PT faz ofensiva contra prisão de Lula e deputado afirma que vai recorrer ao STF contra decisão do TRF4 de revogar libertação. Líderes partidários ouvidos pelo Estado veem aumento da chance de Lula ser libertado; há a possibilidade de o ministro Dias Toffoli, vice do STF, analisar o caso, dado que a presidente Cármen Lúcia deve assumir a presidência em três ocasiões neste mês, em viagens de Temer.

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