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Petrobras salta 2,5% e puxa índice de ADRs para alta de mais 1% em NY; BRF dispara 4,4%

Ativos de empresas brasileiras seguiram desempenho dos índices internacionais e subiram, deixando de lado a tensão política criada na véspera com disputa para soltar Lula

painel bolsa
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Em dia de B3 fechada por conta do feriado em São Paulo, os ADRs (American Depositary Receipts) das empresas brasileiras negociadas em Nova York tiveram uma segunda-feira (9) de ganhos, seguindo o bom humor dos índices no mundo todo, conforme perde força os temores da guerra comercial entre EUA, China e Europa, que ainda segue no radar. Com isso, o mercado deixa de lado a tensão criada no domingo com a "guerra de liminares" para soltar o ex-presidente Lula.

O índice Dow Jones Brazil Titans, que reúne os principais ADRs de empresas brasileiras, teve alta de 1,17%, atingindo 19.472 pontos. O destaque ficou para os ativos PBR da Petrobras, que subiram 2,5% e fecharam a US$ 10,69, enquanto a Embraer, após as fortes quedas da semana passada, chegou a disparar mais de 5%, mas fechou com leve queda de 0,3%, mesmo após ter seu preço-elevado pelo Bank of America para US$ 37.

A BRF, por sua vez, avançou 4,4%, após disparar 6% na abertura dos negócios. O Barclays elevou sua recomendação para as ações da companhia de "neutro" para "overweight" mostrando otimismo com a chegada de Pedro Parente para comandar a empresa. Segundo os analistas, esta mudança pode sinalizar o fim do fraco desempenho dos papéis da BRF.

"As mudanças introduzidas podem não produzir resultados no curto prazo, e os ventos contrários recentes (greves dos caminhoneiros, tensões comerciais, tarifas adversas) afetarão os resultados do segundo trimestre e do terceiro trimestre. No entanto, as perspectivas de médio a longo prazo melhoraram significativamente", afirmaram.

Confira o desempenho dos principais ADRs brasileiros na NYSE:

Empresa ADR Variação Preço
CSN SID +3,17% US$ 2,12
Bradesco BBD +0,21% US$ 7,22
Santander BSBR +0,85% US$ 7,70
Itaú Unibanco ITUB +0,23% US$ 10,90
BRF BRFS +4,43% US$ 6,24
Ultrapar UGP +0,83% US$ 12,16
Sabesp SBS -0,80% US$ 6,21
Pão de Açúcar CBD +0,71% US$ 20,44
Fibria FBR -0,21% US$ 18,76
Copel ELP -0,52% US$ 5,69
Ambev ABEV +0,32% US$ 4,66
Telefônica Brasil VIV +0,82% US$ 11,70
TIM Participações TSU +1,53% US$ 17,25
Embraer ERJ -0,30% US$ 23,37
Cemig CIG -0,26% US$ 1,93
Petrobras PBR.A +2,82% US$ 9,47
Vale VALE +1,11% US$ 13,18
Petrobras PBR +2,59% US$ 10,69
Gerdau GGB +1,40% US$ 3,99

No exterior, os índices norte-americanos avançaram ainda seguindo os dados econômicos recentes, em especial o relatório de emprego divulgado na última sexta-feira, além de seguirem o dia positivo das bolsas na Europa e na Ásia, mesmo diante das preocupações sobre a "guerra comercial" entre EUA e China. O governo de Donald Trump colocou US$ 34 bilhões em tarifas sobre produtos chineses na sexta, um movimento que levou o gigante asiático a reagir também com um conjunto de taxas.

O índice Dow Jones teve ganhos de 1,31%, aos 24.776 pontos, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,88% cada um, a 2.784 pontos e 7.756 pontos. Na Europa, o melhor desempenho foi para o índice britânico FTSE 100, que avançou 0,92% mesmo diante dos novos temores no processo do Brexit.

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O secretário britânico do Brexit, David Davis, renunciou ao cargo no domingo, dizendo não estar preparado para ser "um recruta relutante" para os planos da primeira-ministra Theresa May de deixar a União Europeia. Nesta segunda, foi anunciado que Dominic Raab irá assumir o cargo. Em seguida, na manhã desta segunda, foi a vez do secretário das Relações Exteriores, Boris Johnson, deixar o cargo. Para seu lugar foi anunciado Jeremy Hunt.

Na Ásia, o índice Nikkei subiu 1,21%, a 22.052 pontos, impulsionado por amplos ganhos em todos os setores, incluindo serviços bancários, eletrodomésticos e produtos de metal, com os farmacêuticos liderando os ganhos do índice. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,5%, enquanto o índice Xangai subiu 2,49%, para 2.815 pontos, puxado por bancos e seguradoras.

A China divulgou medidas para ampliar importações, como parte de esforços de Pequim para equilibrar sua balança comercial, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Em comunicado, o Ministério de Comércio disse que o país irá ampliar importações de produtos agrícolas, recursos minerais, bens de consumo, medicamentos e outros bens, como havia sido anunciado anteriormente, numa tentativa de estimular o consumo doméstico, segundo a agência.

Países que participam do programa chinês conhecido como "Um Cinturão, Uma Rota" deverão ser grandes fontes de importação, e a China planeja acelerar discussões com essas nações, diz o comunicado. O comunicado também determina que o governo implemente reduções de tarifas já anunciadas e reduza os custos de circulação. Além disso, Pequim pretende ampliar sua lista de importações isentas de tributos

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