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Embraer e Boeing enfim assinam acordo bilionário; mais notícias positivas para Petrobras e Eletrobras e outros destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (5)

Embraer EMB-110 Bandeirante
(Sargento Johnson / Força Aérea Brasileira)

SÃO PAULO - O grande destaque do noticiário fica para, enfim, o fechamento do acordo entre a Embraer e a Boeing para a formação de uma nova empresa, em negócio avaliado em US$ 4,75 bilhões.

Mas, além disso,  as notícias de empresas que alavancaram ações de estatais na véspera seguem com desdobramentos positivos.  A Câmara concluiu a aprovação da Lei que permite a cessão onerosa de áreas pela Petrobras no mesmo dia em que o TCU revisou regras que pode permitir leilão esse ano, enquanto os deputados também aprovaram o texto-base sobre distribuidoras da Eletrobras. Confira os destaques:

Embraer (EMBR3)

A Embraer divulgou na manhã desta quinta o memorando de entendimentos firmado com Boeing no qual estabelecem as premissas para a combinação de negócios no segmento de aviação comercial. O memorando, de caráter preliminar e não vinculante, conta com aprovação do conselho de administração da companhia. O valor atribuído ao novo negócio de aviação comercial é de US$ 4,75 bilhões.

No comunicado, a empresa explica que a operação compreenderá a criação de uma joint venture na qual a Embraer terá 20% e a Boeing 80%, que passará a desenvolver os negócios de aviação comercial atualmente desenvolvidos pela fabricante de aviões brasileira. Pelo acordo, a Boeing irá pagar US$ 3,8 bilhões à Embraer.

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Os negócios referentes a defesa & segurança e a jatos executivos, dentre outros, não serão segregados para a nova sociedade e permanecerão sendo desenvolvidos pela Embraer.

Leia mais:
- Embraer e Boeing anunciam acordo para joint venture de US$ 4,75 bilhões 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Ontem, o dia foi bastante positivo para a Petrobras, com a Câmara rejeitando os destaques e o Projeto de Lei da cessão onerosa indo agora ao Senado, no mesmo dia em que o TCU revisou a regra que tira obstáculo para a realização do leilão ainda este ano. 

Depois de passar pela Câmara dos Deputados na noite de ontem, o projeto de lei sobre direitos da Petrobras na área de cessão onerosa deve ser aprovado no Senado antes de 17 de julho, quando o Congresso entra em recesso, segundo relatório do Bradesco BBI assinado pelo analista Vicente Falanga. O acordo com Petrobras sobre revisão de contrato de 2010 deve acontecer em até 30 dias após aprovação do projeto de lei no Senado.

A votação na Câmara dos Deputados é positiva, pois faz parte das medidas necessárias para que o governo resolva a questão da cessão onerosa com a Petrobras em leilão do excedente
da produção esperado para novembro, destaca a análise do banco. 

Veja também:
- Entenda a notícia que fez a Petrobras disparar 5% e ganhar R$ 12,5 bilhões de valor de mercado 
- Petrobras: Justiça suspende ação de minoritários brasileiros contra estatal

Ainda no noticiário da estatal, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo suspendeu a ação civil pública que a Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin) moveu contra a Petrobras, alegando perdas relacionadas aos desvios na empresa investigados pela Operação Lava Jato. A decisão da 6ª Vara Cível do TJ-SP avaliou que a questão deve ser resolvida por uma arbitragem, conforme previsto pelo estatuto da companhia.

Na segunda-feira, a estatal brasileira pagou a segunda parcela de um acordo de US$ 2,95 bilhões feito nos Estados Unidos para encerrar ações de acionistas daquele País sob a mesma alegação, de perdas por conta da corrupção encontrada pela Lava Jato em negócios da empresa.

O presidente da Aidmin, Aurélio Valporto, considerou "lamentável" a decisão da justiça paulista e afirmou que vai recorrer. Ele observou que o mesmo caso ocorreu com a ação dos minoritários contra as perdas provocadas pelo empresário Eike Batista, quando uma arbitragem foi pedida pelo advogado Sergio Bermudes e negada pela Justiça.

"A Constituição no seu artigo 5º, inciso 35, deixa claro que todos têm direito de recorrer à Justiça (a lei não exime de apreciação do poder judiciário lesão ou ameaça ao direito), e a arbitragem não pertence ao poder judiciário", argumenta. Valporto criticou ainda a justiça brasileira por não levar o mercado de capitais a sério e reafirmou que não existe no Brasil proteção para os minoritários.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O plenário da Câmara aprovou na noite de ontem, por 203 votos favoráveis, 123 contrários e três abstenções, o texto-base do projeto de lei que viabiliza a privatização de seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras na Região Norte. Faltam ser votados os destaques, que ainda podem modificar a proposta. A previsão do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ, é que a votação seja concluída na próxima semana.

As seis distribuidoras que poderão ser colocadas à venda são: Amazonas Energia, Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron); Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre); Companhia Energética de Alagoas (Ceal); Companhia de Energia do Piauí (Cepisa); e Boa Vista Energia, que atende a Roraima. Em maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou por unanimidade a publicação do edital de privatização dessas seis distribuidoras de energia elétrica.

De acordo com o relator da proposta, deputado Julio Lopes (PP-RJ), a medida permitirá que o fornecimento de energia elétrica nos estados da Região Norte se torne sustentável e eficiente, com aumento da qualidade e redução de custos. Atualmente, esse trecho é atendido por distribuidoras federais.

“A realidade que vivemos hoje é que essas empresas são todas deficitárias, acumulando prejuízos e dívidas bilionários, enquanto prestam serviços cujos indicadores de qualidade e de eficiência são insatisfatórios”, disse Lopes. Ao justificar a medida, o parlamentar argumentou que, no primeiro trimestre de 2018, o resultado do segmento de distribuição da Eletrobras foi deficitário em R$ 1,91 bilhão, sendo que somente a Amazonas Distribuição apresentou prejuízo de R$ 1,32 bilhões.

O presidente da Câmara afirmou durante a sessão desta noite que pretende pautar o projeto de lei que permite a privatização da Eletrobras (PL 9.463/2018) apenas depois das eleições, em acordo com as lideranças partidárias. A matéria autoriza e detalha o plano de emissão de novas ações da empresa no mercado financeiro até que a União deixe de ter o controle.

“Eu entendo que, nesse momento, a nossa prioridade foi a [votação da] cessão onerosa [de áreas da Petrobras no pré-sal], será as distribuidoras. E a privatização da Eletrobras será, a qualquer momento, a partir de novembro, a prioridade do próximo presidente da República – qualquer um que seja”, disse Maia.

Recomendações

As recomendações também ganham destaque no mercado. A Localiza (RENT3) teve a recomendação elevada a compra pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 27,10, enquanto a Ecorodovias (ECOR3) teve a recomendação elevada a outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo sendo elevado de R$ 7,45 para R$ 12, pelo Bradesco BBI. 

Elekeiroz (ELEK3)

O fundo de investimento Kilimanjaro Brasil Partners decidiu fechar o capital da companhia de produtos químicos Elekeiroz e registrou pedido de oferta pública para aquisição das ações da empresa. O pedido veio depois que a holding Itaúsa (ITSA4) concluiu a venda de sua participação na Elekeiroz para a controladora do Kilimanjaro, HIG Capital, no início do mês
passado.

De acordo com comunicado do Kilimanjaro divulgado pela companhia,
laudo de avaliação determinou como valor justo para as ações da
Elekeiroz o intervalo de R$ 5,83 e R$ 6,39.

Cesp (CESP6)

A Cesp está finalizando negociações de um acordo com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul e municípios do Estado que deve permitir a extinção de R$ 2,2 bilhões em ações judiciais movidas pelo Estado e cidades contra a companhia.

A companhia disse que, como contrapartida, estuda-se a liberação dos depósitos judiciais constituídos nessas ações, estimados em R$ 583 milhões, e o pagamento adicional de 52 milhões de reais em obrigações ambientais pecuniárias, distribuído ao longo de dez anos.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade aprovou o pagamento de 80% do resultado do primeiro semestre de 2018 em dividendos.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan convoca AGE para discutir desdobramento de 1 para 3. A Assembleia será realizada em 20 de julho, às 16h, no Rio de Janeiro. 

(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

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