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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira os principais eventos deste pregão

eua vs china
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após uma segunda-feira de nova disparada do dólar, que voltou a superar os R$ 3,90, o início desta terça-feira (3) é de queda da divisa americana ante as moedas emergentes após a China prometer dar sustentação ao yuan. Contudo, os investidores seguem cautelosos em meio à continuidade das tensões comerciais, enquanto devem assistir novamente a um pregão de volume reduzido à véspera do feriado de Independência dos EUA. Confira no que ficar de olho nesta terça-feira (3):

1. Bolsas mundiais

Após a primeira sessão do semestre ter sido bastante negativa para as bolsas europeias, o dia é de alívio para os mercados do Velho Continente, mas ainda de olho na crise que se instalou no governo alemão. Após ameaça de renúncia do ministro do interior, o acordo da chanceler Angela Merkel para salvar seu governo, que prevê a expulsão de migrantes que entram na Alemanha, já começou a receber críticas, com o risco de provocar um efeito dominó no restante da Europa. 

Já na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única, à medida que os mercados chineses se recuperaram de perdas da primeira metade do pregão, mas tensões comerciais continuaram inspirando cautela na região.  Ações do setor financeiro,  lideraram os ganhos na China depois que o chefe do PBoC declarou ao jornal estatal China Securities Journal que a instituição está “monitorando de perto” as recentes oscilações no mercado cambial e irá manter o yuan amplamente estável, dentro do que ele descreveu como “nível razoável”.

As disputas comerciais entre EUA e China seguem no radar. Na sexta-feira (06), vence um prazo para que Washington imponha uma tarifa de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses. No mesmo dia, Pequim promete retaliar com tarifa idêntica sobre o mesmo valor em bens americanos. No mercado de commodities, o petróleo sobe e retoma patamar de US$ 74, enquanto os metais avançam em Londres. 

Às 8h10 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,40%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,47%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,53%

*DAX (Alemanha) +1,38%

*CAC-40 (França) +1%

*FTSE MIB (Itália) +1,73%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,41% (fechado)

*Xangai (China) +0,39% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,12% (fechado)

*Petróleo WTI +1,24%, a US$ 74,86 o barril

*Petróleo brent +0,98%, a US$ 78,06 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,43%, a 463 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.575 +3,32%
R$ 25.800 +4,88% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

Na agenda econômica doméstica, o IPC-Fipe acelerou menos que o previsto em junho, para 1,01%, ante estimativa de 1,14%. O resultado supera o índice de 0,19% de maio, mas fica ligeiramente abaixo da marca registrada até 22 de junho, de 1,07%. Já às 11h, a Fenabrave divulga dado de vendas de veículos de junho.

Às 15h, serão revelados os dados da balança comercial, que deve ter mostrado superávit de US$ 6,6 bilhões em junho, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, após o superávit de US$ 5,98 bilhões na medição anterior.  

Atenção ainda para a agenda do ministro da Fazenda Eduardo Guardia, que se reúne às 13h com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, às 15h com  João Gomes Cravinho, embaixador da União Europeia no Brasil. Às 16h30, ele tem encontro com o presidente Michel Temer e às 19h com Otaviano Canuto, diretor executivo do Brasil no Banco Mundial. 

3. Menor liquidez nos EUA

Nos EUA, devido à véspera do feriado do Dia da Independência, a bolsa de Nova York fechará às 14h (horário de Brasília). Antes disso, às 11h, serão revelados os dados de pedidos às fábricas e bens duráveis referentes a junho.

4. Notícias do dia

As disputas por alianças para a eleição de 2018 seguem dando o tom do noticiário. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, dirigentes do PT admitem dificuldades em fechar uma aliança nacional com o PSB, mas ainda tentam conter a ala que quer colocar a campanha de Marília Arraes (PT-PE) para rivalizar com a do governador Paulo Câmara (PSB-PE), o que pode aumentar a animosidade entre os partidos. Enquanto isso, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, programa novo aceno ao PSB, enquanto o DEM se divide entre Ciro e Geraldo Alckmin. 

Neste sentido, informa o jornal O Globo, uma reunião na próxima quinta-feira com líderes de PP, DEM, PRB, Solidariedade, PSC e PR deve definir o destino que os partidos vão seguir na eleição presidencial. Apesar de o discurso oficial de sustentar que o bloco vai caminhar junto, a união está perto de terminar. Há divergências sobre qual pré-candidato receberá apoio — Ciro, Alckmin (PSDB) ou Alvaro Dias (Podemos) —, o que deve ser determinante para o rompimento. O PR, mais descolado, está próximo de Jair Bolsonaro (PSL).

Atenção ainda para o noticiário sobre a Lava Jato. Segundo Monica Bergamo, da Folha, o processo em que Lula é investigado por reformas no sítio de Atibaia realizadas por empreiteiras pode ser finalizado pelo juiz Sergio Moro em outubro, na reta final das eleições presidenciais.

5. Noticiário corporativo

A Petrobras sofreu um revés da véspera, ao perder US$ 622 milhões em processo de arbitragem no exterior. De acordo com a companhia, o tribunal deu ganho à Vantage Deepwater Company e a Vantage Deepwater Drilling, Inc., subsidiárias integrais da Vantage. Já a Suzano exerceu sua opção de compra de cerca de 20 mil hectares de áreas rurais e 5,6 mi m³ de florestas da Duratex por R$ 749,4 milhões, ajustado nos termos do contrato. 

Enquanto isso, a indústria de plástico quer que o governo brasileiro fique de olho na potencial venda da Braskem para a holandesa LyondellBasell, informou o Valor Econômico. Caso o negócio realmente ocorra, será criada a maior produtora de resinas termoplásticas do mundo, mas o que preocupa os executivos é o fato de uma companhia estrangeira estar assumindo a única fornecedora nacional de polietileno e de polipropileno. No radar de recomendações, a Randon e a Fras-le tiveram a cobertura reiniciada com recomendação neutra pela Eleven Financial. 

(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

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