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Os 2 fatores que fazem os juros caírem forte e o dólar corrigir após "susto" da véspera

Com a menor aversão ao risco, Ibovespa sobe cerca de 2%, em movimento liderado pelos bancos

Dólar
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Depois de subir 2,08% no pregão passado e atingir a faixa de R$ 3,88, o dólar devolve parte dos ganhos nesta quinta-feira (28) e recuava 0,60%, aos R$ 3,85 na venda, movimento de correção também visto no mercado de juros futuros, desempenhos que podem ser explicados por 2 fatores: i) decepção com o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA; ii) pesquisa CNI/Ibope indicando pouca chance de candidato da esquerda no segundo turno.

Começando pela economia norte-americana, a terceira e última prévia referente ao primeiro trimestre deste ano apontou crescimento de 2% do PIB dos EUA, enquanto as projeções apontavam para um avanço de 2,2% na comparação com o quatro trimestre do ano passado. Os gastos dos consumidores, um dos principais componentes do PIB, cresceram 0,9% no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo do avanço de 1% projetado pelo mercado. Com a revisão para baixo do PIB, o Fed deverá manter o ritmo gradual de aumento de juros.

Além do resultado do PIB, a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta manhã, com Bolsonaro e Marina na liderança da corrida presidencial no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também favorece o clima de menor aversão ao risco no mercado doméstico, já que indica pouca chance de candidato de esquerda ir para o segundo turno, assim aponta o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior.

Segundo o levantamento, Bolsonaro tem 17% das intenções de voto, ao passo que Marina aparece com 13%, em um empate técnico no limite da margem máxima de erro, de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Em seguida, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 8%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%. O tucano está tecnicamente empatado com Álvaro Dias (Podemos), que tem 3%, e o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), ambos com 2% das intenções de voto. Brancos, nulos e indecisos somam 41%.

Diante esses fatores, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 recuavam 12 pontos-base, aos 6,84% e 9,34%, respectivamente, digerindo também o RTI (Relatório Trimestral de Inflação), que reforçou o viés de manutenção da Selic indicado pela última ata do Copom. O BC manteve a projeção de inflação em 4,2% para este ano e de 3,9% no ano que vem, enquanto o PIB foi reduzido de um crescimento de 2,6% para 1,6%, como já sinalizado pelo BC. De acordo com o Barclays, o documento reforçou o viés de manutenção da Selic este ano, como apontado na ata do Copom.

Ibovespa sobe com menor risco

Com as variáveis de risco (dólar e juros futuros) em queda, o Ibovespa ganha força e sobe 1,76%, aos 71.850 pontos, em movimento liderado pelas as ações dos bancos, junto com os papéis da Petrobras, que seguem repercutindo a notícia que a cessão onerosa pode render US$ 28 bilhões para a estatal.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GOLL4 GOL PN N2 10,68 +4,91 -26,85 37,52M
 BBAS3 BRASIL ON 27,75 +4,24 -11,26 183,83M
 NATU3 NATURA ON 30,57 +3,28 -6,63 22,85M
 QUAL3 QUALICORP ON 18,54 +3,17 -38,01 23,04M
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 39,77 +3,08 -4,35 242,34M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 8,88 -2,74 -8,99 30,56M
 RADL3 RAIADROGASILON EJ 64,70 -1,75 -29,22 45,13M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 7,03 -1,54 -40,62 14,64M
 KLBN11 KLABIN S/A UNT N2 19,48 -1,07 +12,48 21,69M
 BRFS3 BRF SA ON 17,98 -1,05 -50,87 61,22M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Notícias do dia
As alianças eleitorais ganham destaque no noticiário dos jornais. Segundo o Estadão,  após sondar o PPS, a Rede procurou o PROS para fechar uma aliança em torno da candidatura de Marina Silva à Presidência. Ela está em busca de um vice de perfil mais político, para tentar aumentar o tempo de propaganda no rádio e na TV e o acesso a recursos do fundo eleitoral para a campanha das eleições 2018.

Já o DEM faz hoje (28) o anúncio da pré-candidatura do apresentador de TV José Luiz Datena ao Senado na coligação do ex-prefeito da capital João Doria (PSDB) ao governo do Estado. A candidatura de Datena mostra a busca de parte do eleitorado brasileiro por nomes que venham de fora do sistema político, os chamados outsiders. A candidatura também pode fortalecer a sigla e aumentar a projeção nacional do DEM. 

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