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Juristas veem chance de Petrobras reverter revés bilionário; Vale elevada e mais 5 recomendações no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (26)

Petrobras

SÃO PAULO - O noticiário corporativo tem como destaque as blue chips como Petrobras e Vale, com a primeira podendo reverter a decisão desfavorável no TST, segundo juristas consultados pelo Valor, e a segunda fazendo acordo sobre Mariana. Recomendações também movimentam esta terça-feira (26). Confira no que ficar de olho:

Petrobras (PETR3;PETR4)

O jornal Valor Econômico ressalta que juristas veem grande chance da Petrobras conseguir rediscutir - e reverter - no Supremo Tribunal Federal a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), da semana passada, que condenou a estatal a pagar aproximadamente R$ 17 bilhões a 51 mil empregados e ex-empregados.

A empresa terá que demonstrar ao STF, de antemão, que o caso tem repercussão econômica, política, social ou jurídica e, além disso, que há ofensa à Constituição.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras manteve o preço da gasolina nas
refinarias inalterado em R$ 1,8783 o litro após a revisão, segundo informações no website da empresa. O preço do diesel foi mantido em R$ 2,0316 o litro. Os preços antes de impostos são válidos a partir de 27 de junho.

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Por fim, sem acordo, a Câmara dos Deputados não conseguiu concluir na véspera a votação do projeto de lei que autoriza a Petrobras a vender até 70% das áreas de cessão onerosa na Bacia de Santos (SP). O texto-base do projeto foi aprovado na semana passada, porém três destaques ficaram pendentes. 

O projeto da cessão onerosa pode voltar à pauta nesta terça. Contudo, como o quórum da Casa deve ser baixo por causa das festas de São João no Nordeste, é provável que a conclusão da votação fique para a próxima semana.

Vale (VALE3)

Um acordo firmado entre Vale, BHP Billiton, Samarco, a Advocacia Geral da União e os Ministérios Públicos Federais de Minas Gerais e Espírito Santo extinguiu uma ação de R$ 20 bilhões para reparação dos danos ocasionados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. A notícia foi comunicada pela Vale nesta segunda-feira (25).

O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) fechado estabelece maior participação das vítimas do desastre na governança da Fundação Renova, entidade responsável pelos programas de reparação criados em 2016, com o primeiro TTAC. Em dois anos, os especialistas do Ministério Público que acompanham a execução dessas atividades devem apresentar suas opiniões, o que será seguido por "uma eventual repactuação dos programas", segundo comunicado da Vale.

Os gastos sanados por este acordo serão subtraídos dos R$ 155 bilhões previstos em outra Ação Civil Pública movida pelos Estados e a União, enquanto o valor restante fica suspenso "até comprovação de seu atendimento pelos Programas da Fundação, ou eventual repactuação desses programas, levando à sua extinção futura".

As determinações do acordo ainda dependem de homologação pelo juízo da 12ª Vara Federal Cível/Agrária de Minas Gerais. 

Ainda no radar da companhia, a Vale teve o ADR (American Depositary Receipts) para outperform pela Macquarie, com preço-alvo de R$ 14,30. 

Leia também:
- Vale e Samarco fecham acordo para encerrar ação de R$ 20 bi sobre desastre em Mariana

Recomendações

No radar de recomendações, a BR Malls (BRML3) foi elevada a ’overweight’ e Multiplan (MULT3) foi elevada a 'equal-weight' pelo Morgan Stanley, enquanto a Totvs (TOTS3)  foi elevada a outperform pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 38. Já a Ambev (ABEV3) teve o preço-alvo reduzido de R$ 25 para R$ 20, com recomendação neutra pelo Bradesco BBI. A Fleury (FLRY3), por sua vez, teve a recomendação elevada para compra pelo UBS, com preço-alvo de R$ 30,00. 

Copel (CPLE6)

Pré-candidato ao governo do Paraná, o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) protocolou na segunda-feira um requerimento para tentar barrar o aumento médio de 15% nas tarifas da energia elétrica da Copel, que passou valer no domingo (24) em todo o Paraná.

"Já se tem uma previsão de que o aumento da Conta da Luz para 2018 pode chegar até 44%. Os impactos de tais aumentos sobre a energia elétrica consumida pela indústria, agricultura, serviços e pela população serão enormes, fazendo crescer a inflação e traduzindo em aumento de preços de produtos e diminuindo a qualidade de vida da população", afirmou o deputado no requerimento. 

Suzano (SUZB3) e Fibria (FIBR3)

Segundo a Coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, a Suzano Papel e Celulose fez uma sondagem com grandes bancos brasileiros para uma linha de crédito de R$ 6 bilhões a R$ 8 bilhões, com prazo de oito anos, no âmbito do pagamento da aquisição da Fibria.

Bradesco e Banco do Brasil fizeram propostas, mas a operação pode ser colocada em compasso de espera por conta da piora nas condições com o aumento dos juros futuros, que elevou o custo de captação bancária e, consequentemente, de quem toma recursos, diz o jornal. O Itaú BBA não teria feito proposta por não ter tido apetite pela transação. Uma resposta da empresa presidida por Walter Schalka aos bancos era esperada para os próximos dias. Procurada pela publicação, a Suzano não comentou.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Segundo o Estadão, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski tenta hoje tirar mais uma pedra do caminho da venda das distribuidoras da Eletrobras ao receber a Advocacia-Geral da União e o estado de Alagoas em audiência no STF para resolver um impasse de R$ 1,7 bilhão.

Esse é o valor que o estado pede à União pela Companhia Energética de Alagoas (CEAL). O governo federal, no entanto, colocou a distribuidora à venda por R$ 50 mil. O estado de Alagoas argumenta que deve ser ressarcida pelo preço que valia a companhia 20 anos atrás, quando passou as ações para a União. Segundo a publicação, quem acompanha as negociações acha difícil sair um acordo da audiência de conciliação. 

BRF (BRFS3)

A BRF esclareceu nesta segunda-feira que "não há qualquer pressão de caixa que motive aumento de capital", segundo comunicado enviado à Comissão Valores Mobiliários (CVM) em resposta a notícias veiculadas na última semana na mídia brasileira. No fim de semana, o colunista do jornal O Globo Lauro Jardim, disse que  Pedro Parente, CEO e presidente do conselho da BRF, terá como uma de suas primeiras missões decidir se a empresa fará um aumento de capital de R$ 4 bilhões.

A companhia ainda cita no comunicado robusta liquidez financeira, com uma posição de caixa de cerca de R$ 7,3 bilhões, além de linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão, o que eleva sua liquidez a mais de R$ 10 bilhões, conforme o documento.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade, chegou em um consenso com a espanhola Mapfre no âmbito da reestruturação da sociedade que possuem no segmento de seguros. 

Conforme os termos e condições previstos no acordo, a reestruturação da parceria se dará por meio de uma reorganização societária, a qual consistirá dos seguintes atos: cisão parcial da BB MAPFRE SH1 mediante a segregação de um acervo cindido correspondente à totalidade das ações representativas do capital social da MAPFRE Vida S.A. a ser incorporado pela MAPFRE BB SH2 e cisão parcial desproporcional da SH2 mediante a segregação de um acervo cindido correspondente à totalidade das ações representativas do capital social da Aliança do Brasil Seguros a ser incorporado pela SH1, sendo que após a sua transferência à SH1, a ABS deverá se abster de efetuar renovações e contratar novos negócios no segmento de Grandes Riscos, permanecendo titular apenas da carteira em run-off.

"O fechamento da operação está condicionado ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a obtenção das aprovações regulatórias aplicáveis, quando só então todos os pontos citados neste fato produzirão efeitos", destaca o comunicado.

No fechamento, imediatamente após a reorganização societária descrita, a BB Seguros alienará a totalidade das ações ordinárias e preferenciais de emissão da SH2 de sua titularidade à Mapfre Brasil pelo valor de R$2,4 bilhões, o qual sofrerá ajustes de eventuais pagamentos de dividendos e/ou juros sobre capital próprio ocorridos antes da data de fechamento.

São Martinho (SMTO3)

A São Martinho registrou um lucro de R$ 153 milhões no quarto trimestre da safra 2017/2018, alta de 28,4% frente o lucro obtido no último trimestre da safra anterior. A receita obtida no trimestre foi de R$ 1,118 bilhão, enquanto o Ebitda do trimestre totalizou R$ 585,6 milhões, alta de 46%. No acumulado da safra, o Ebitda ficou em R$ 1,949 bilhão, aumento de 34,9%.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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