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Vale e siderúrgicas amenizam queda, bancos saltam até 8% e Petrobras dispara 7%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (19)

Revista InfoMoney | Ed. 53 - Após o pico, o vale
(Divulgação)

SÃO PAULO - A terça-feira prometia ser bastante negativa para o Ibovespa em meio à iminente guerra comercial entre Estados Unidos e China. Contudo, com o mercado revisando as suas projeções para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da próxima quarta-feira, "cristalizando" a avaliação de manutenção da Selic em 6,5% ao ano (após precificar alta) e com as seguidas quedas do Ibovespa trazendo "oportunidades", diversas ações passaram a registrar fortes ganhos. 

Vale e siderúrgicas amenizaram as perdas registradas mais cedo, enquanto os bancos passaram a ter fortes altas após seguidas quedas e ajudam o Ibovespa a ganhar força, com os papéis do setor ganhando forças de olho na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que se encerra amanhã, em meio à expectativa de uma Selic estável a 6,5% ao ano. Petrobras também passou a registrar uma disparada. Confira os destaques do mercado nesta terça-feira (19):

Vale (VALE3)

A Vale aponta uma sessão de perdas seguindo o minério de ferro, que caiu 2,98% na China, cotado a US$ 66,45 a tonelada, enquanto os contratos futuros negociados em Dalian registram baixa de 4,56%, a 450,50 iuanes. A holding da Vale, a Bradespar (BRAP4), também apontaram para perdas expressivas, assim como Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5), mas amenizaram a queda ao longo do pregão. 

Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pediu ao Escritório do Representante Comercial (USTR, na sigla em inglês) que estudasse a imposição de tarifas de 10% sobre outros US$ 200 bilhões em produtos chineses. Trump também comentou que, se houver nova retaliação por parte de Pequim, serão adotadas tarifas adicionais sobre mais US$ 200 bilhões em bens da China. Isso significa que o total poderia chegar a US$ 400 bilhões. 

Em resposta, a China disse que os EUA “iniciaram uma guerra comercial” e que Pequim terá de adotar “medidas abrangentes” se Washington for adiante com seus planos de tarifação. Na sexta-feira (15), a Casa Branca já havia anunciado planos de impor tarifas de 25% a US$ 50 bilhões em mercadorias da China. Na ocasião, Pequim afirmou que retaliaria os EUA na mesma medida.

Bancos

Por outro lado, após acompanharem as perdas do Ibovespa nos últimos pregões, os bancos registram uma sessão de alta. Contudo, mesmo com os ganhos desta terça, o mês ainda é de perdas na casa de dois dígitos para as maiores instituições financeiras do País. 

O Itaú (ITUB4), que abriu com leves perdas, passou a registrar fortes ganhos. Vale ressaltar que o Itaú BBA cortou o preço-alvo de bancos por maior custo capital próprio. O Bradesco (BBDC4) teve preço-alvo cortado de R$ 41 para R$ 38,50, Banco do Brasil (BBAS3) de R$ 49 para R$ 45 e Santander Brasil (SANB11) de R$ 38 para R$ 35, segundo relatório de analistas liderados por Thiago Batista.

"Novos valores seguem premissa de aumento de custo de capital próprio para 12,9%, dado o aumento da volatilidade do cenário macro e político no país", avaliam. Bradesco e Banco do Brasil mantidos como outperform, enquanto Santander Brasil segue market perform. 

Outra questão que puxa os bancos hoje é a questão da votação do cadastro positivo, que está na pauta do Congresso desta semana. 

Já no radar do Bradesco, a diretoria do banco propôs ao Conselho de Administração o pagamento de juros sobre o capital próprio intermediários relativos ao primeiro semestre de 2018, totalizando R$ 1,212 bilhão. A proposta, que será deliberada no dia 29 de junho, determina o pagamento de R$ R$0,172465322 por ação ordinária e R$ 0,189711854 por ação preferencial.

Terão direito ao benefício os detentores de ações da empresa no dia 29 de junho, com os papéis passando a ser negociados ex-juros sobre capital próprio a partir do dia 2 de julho. O pagamento ocorrerá no dia 16 de julho, já deduzidos os 15% de Imposto de Renda na Fonte, sob valor líquido de valor líquido de R$ 0,146595524 por ação ordinária e R$ 0,161255076 por papel preferencial. 

Eletrobras (ELET6)

Segundo informa o jornal O Globo, o governo já não trabalha mais com a possibilidade de privatizar a Eletrobras este ano - mas quer dar um "consolo" aos que esperavam pela desestatização da companhia ainda em 2018.

Para criar uma agenda positiva e ajudar a “limpar” o balanço da elétrica, o Executivo quer acelerar a venda das distribuidoras da estatal que operam no Norte e Nordeste. Segundo integrantes da área econômica, o importante agora é dar condições para que a Eletrobras tenha fôlego para aguentar o atraso no processo de privatização.

Um passo importante para isso, disseram as fontes ao jornal, será a aprovação pela Câmara do projeto de lei que facilita a privatização das distribuidoras. Já existe um requerimento de urgência para a votação do texto, que deve ser apreciado pelos deputados esta semana. Isso abre caminho para que o projeto da privatização das empresas tenha a votação concluída mais rapidamente.

Petrobras (PETR4)

As ações da Petrobras também registravam perdas seguindo o petróleo, com o WTI em baixa de mais de 1% com o mercado também de olho na tensão comercial entre EUA e China; já o brent tem queda menos acentuada após a Líbia anunciar perda de produção de 400 mil barris por dia. Contudo, as quedas foram amenizadas após a baixa de 2% logo no início do pregão e os papéis passaram a registrar uma disparada. 

No noticiário da companhia, em fato relevante, a Petrobras comunicou que a maior gestora de fundos do mundo, BlackRock, vendeu a parte de seus papéis em 14 de junho e passou a ter menos que 5% das ações preferenciais da estatal, deixando de se qualificar como detentora de participação acionária relevante.

As participações societárias detidas pela BlackRock alcançaram um total de 279.186.711 ações preferenciais, correspondendo a aproximadamente 4,98% do total das ações preferenciais emitidas pela companhia. Até o dia 8 de junho, a gestora possuía 5,1% das ações preferenciais.

A estatal informou ainda o início da fase não vinculante do processo de cessão da totalidade de sua participação no campo de Baúna (área de concessão BM-S-40), localizado em águas rasas na Bacia de Santos.

Além disso, a companhia também deu início da fase não vinculante do processo de venda de 50%, sem transferência da operação, de seus direitos e obrigações de exploração e produção do campo de Tartaruga Verde (concessão BM-C-36) e do Módulo III do campo de Espadarte, ambos localizados em águas profundas na Bacia de Campos.

Segundo a empresa, nesta etapa do projeto, os interessados habilitados na fase anterior receberão instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes, além de acesso a um data room virtual contendo mais informações sobre os campos.

"A presente divulgação ao mercado está em consonância com a Sistemática para Desinvestimentos da Petrobras e alinhada às disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018", acrescentou.

A empresa ainda informou  ter mantido o preço da gasolina nas refinarias em R$ 1,8941 o litro após revisão, segundo informações no website da empresa. O preço do diesel mantido em R$ 2,0316 o litro, com preços antes de impostos válidos a partir de 20 de junho. 

Atenção ainda sobre o noticiário político da estatal. A Petrobras não seguirá com suas políticas intactas se depender dos pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas. Para Jair Bolsonaro (PSL), o Brasil precisa discutir "monopólio" da Petrobras; Geraldo Alckmin (PSDB), na mesma linha, disse que é preciso quebrar monopólio de refino da Petrobras. Já Marina Silva (Rede) defendeu que a estatal não pode repassar flutuação petróleo todo dia e que é preciso diversificar a matriz
energética. Ciro Gomes ainda falou que uma margem razoável para empresa é de 3%, e não 20%.

Já no Congresso, o plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta terça projeto que autoriza a Petrobras negociar ou transferir parte de seus direitos de exploração de petróleo do pré-sal na área cedida onerosamente pela União. Atualmente, a legislação concede exclusividade à petrolífera no exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos nessas áreas, e proíbe, expressamente, sua transferência.

Pelo texto do Projeto de Lei (PL) 8939/2017, a Petrobras terá de manter 30% da participação no consórcio formado com a empresa parceira e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e terá de conceder autorização prévia e expressa. O projeto determina ainda que a Petrobras e a ANP publiquem, previamente, as motivações técnicas, econômicas e jurídicas que balizaram suas decisões.

Lojas Americanas (LAME4

A Lojas Americanas teve preço-alvo elevado de R$ 20 para R$ 23 reais por ação; o BTG Pactual também reiterou recomendação de compra, uma vez que crescimento mais rápido das vendas, margens sólidas, melhor dinâmica de capital de giro na divisão de lojas físicas e menores custos de captação devem impulsionar os lucros em 2018, segundo nota dos analistas Fabio Monteiro e Luiz Guanais.

Sobre o anúncio da Lojas Americanas de que está em conversas com a BR Distribuidora para operar lojas de conveniência nos postos de bandeira BR, o BTG disse que o cenário mais provável seria Lojas Americanas operar como franqueada master, pagando royalties à BR Distribuidora. 

"A complexidade de gerenciar uma grande base de franquia pode ser um problema, mas pode trazer mais tração ao plano de conveniência da Lojas Americanas
Poderia também suportar o crescimento do comércio eletrônico, ajuste fino da logística e estrutura de atendimento", destaca o banco. 

Santos Brasil (STBP3)

A Santos Brasil registrou prejuízo líquido de R$ 6 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma piora expressiva ante o resultado negativo de R$ 100 mil um ano atrás. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por sua vez, recuou 30,7%, atingindo R$ 36,6 milhões nos três primeiros meses de 2018.

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Cremer (CREM3)

A Cremer informou que o valor justo das ações da companhia para OPA está entre R$ 13,46 e 14,80 por ação, de acordo com laudo de avaliação, elaborado por avaliador contratado pela CM Hospitalar, segundo comunicado.

O valor foi apurado por meio da metodologia de fluxo de caixa descontado. Em novembro de 2017, a CM Hospitalar comprou fatia controladora da Cremer, de 91,1%, detida por Tambaqui Fundo de Investimento em Participações, por R$ 499,2 milhões. 

Copel (CPLE6)

A Aneel aprovou reajuste médio de 15,99% da Copel Distribuição. As tarifas serão reajustadas a partir do dia 24 de junho. 

Brasil Pharma (BPHA3)

A Brasil Pharma, atualmente em recuperação judicial, informou a suspensão das atividades de varejo remanescentes em operações próprias, mantendo foco na rede de franquias.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

 

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