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Ibovespa encontra força nos 69 mil pontos e vira para alta com recuperação dos bancos

Bolsas internacionais caem forte com guerra comercial declarada entre EUA e China

bolsa de Nova York - gráfico - EUA - trader - crise econômica
(REUTERS/Brendan McDermid)

SÃO PAULO - Depois de recuar mais de 1% nos primeiros minutos de pregão, o Ibovespa mostrou a força de compra presente na faixa de 69 mil pontos, patamar que abriu compra em agosto do ano passado, ao passo que às 11h52 (horário de Brasília) registrava alta 0,63%, contrariando o movimento de forte queda do mercado internacional com o aumento da tensão comercial entre EUA e China.

Após nove quedas consecutivas em dez pregões, o mercado retornou para a faixa de 69 mil pontos, patamar, que quando superado na penúltima semana de agosto do ano passado, abriu caminho para o topo histórico cravado em 88.317 pontos. Além disso, neste patamar de 69 mil pontos, temos também a máxima da semana do "Joesley Day", dia que ficou marcado no mercado pela queda de 8,8% do índice.

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Guerra comercial entre EUA e China

Na noite da última segunda-feira (18), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pediu ao Escritório do Representante Comercial que estudasse a imposição de tarifas de 10% sobre outros US$ 200 bilhões em produtos chineses. Trump também comentou que, se houver nova retaliação por parte de Pequim, serão adotadas tarifas adicionais sobre mais US$ 200 bilhões em bens da China. Isso significa que o total poderia chegar a US$ 400 bilhões. 

Em resposta, a China disse que os EUA “iniciaram uma guerra comercial” e que Pequim terá de adotar “medidas abrangentes” se Washington for adiante com seus planos de tarifação. Na sexta-feira (15), a Casa Branca já havia anunciado planos de impor tarifas de 25% a US$ 50 bilhões em mercadorias da China. Na ocasião, Pequim afirmou que retaliaria os EUA na mesma medida.

Diante do clima de maior aversão ao risco diante da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, as bolsas norte-americanas recuavam 1%, enquanto o petróleo amargava queda de 1,6% na bolsa de NY, também pressionado pela expectativa do anúncio de aumento da produção pela Opep e seus aliados na próxima sexta-feira (22). Por aqui, o efeito é sentido também no câmbio, com o dólar subindo 0,56%, retornando para a faixa de R$ 3,77.

Bancos lideram recuperação

Com o aumento da tensão comercial entre China e EUA, as ações ligadas as commodities estão entre os destaques de queda do mercado, como no caso dos papéis da Vale e do setor siderúrgico. Do outro lado, as ações dos bancos estão entre os destaques de alta e lideram a recuperação do Ibovespa logo após a abertura em forte queda.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BBDC4 BRADESCO PN 25,82 +3,65 -15,82 83,52M
 BBDC3 BRADESCO ON 23,35 +2,86 -19,63 6,50M
 BBAS3 BRASIL ON EJ 25,21 +2,81 -19,38 37,60M
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 38,37 +1,83 -7,72 118,49M
 ITSA4 ITAUSA PN 8,76 +1,74 -6,31 30,05M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRAP4 BRADESPAR PN 27,52 -3,44 -0,68 26,48M
 VALE3 VALE ON 47,55 -3,37 +19,45 351,50M
 GGBR4 GERDAU PN 13,72 -2,70 +11,55 13,17M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 45,15 -2,46 +142,74 49,41M
 GOAU4 GERDAU MET PN 6,01 -2,28 +4,33 15,47M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Início do Copom e o dilema do BC

No Brasil, o Banco Central inicia a reunião de política monetária de dois dias em meio ao dilema de aumentar ou não os juros após a disparada do dólar. Pelas comunicações mais recentes da instituição, a tendência é de que a Selic (a taxa básica de juros) permaneça em 6,5% ao ano, mas o BC apontou que sua decisão será tomada só na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária (Copom), que termina na quarta-feira à noite. O Projeções Broadcast consultou 49 instituições financeiras e todas esperam que o Copom - formado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos oito diretores da instituição - mantenha a Selic no atual patamar, que é o menor nível da história.

Neste cenário, o mercado monitora eventuais atuações do BC com swaps após dólar marcar o quinto avanço em 6 pregões. Vale destacar notícia da Bloomberg de que BC vê ritmo de oferta de swap insustentável até a eleição, segundo afirmou fonte do alto escalão do banco à agência. Em nota enviada à Bloomberg, a autoridade monetária disse que "não reconhece qualquer declaração feita ‘off-the- record’, especialmente por alguma pretensa ‘alta fonte do BCB’.

Notícias do dia

No noticiário político do dia, atenção para a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), que julga hoje (19), a partir das 14h00, ação penal proposta pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a presidente do PT e senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. No processo, os cinco ministros do colegiado vão decidir se condenam ou absolvem os acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato. Veja mais clicando aqui. 

Atenção ainda para os desenhos para formação de alianças eleitorais. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a equipe de Geraldo Alckmin (PSDB) fez um gesto oficial ao MDB, partido de Michel Temer. Alçado à coordenação política da campanha do tucano ao Planalto, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB-GO) marcou um encontro com o presidente nacional do MDB, Romero Jucá (RR). A conversa está pré-agendada para quinta (21). A pessoas próximas, Perillo defendeu pragmatismo nessa etapa da disputa. Enquanto isso, informa a coluna, ao chamar o vereador Fernando Holiday (DEM-SP) de “capitãozinho do mato” em entrevista à rádio Joven Pan, Ciro ampliou a aversão de ala do DEM ao seu nome e ainda inflamou os ânimos do MBL, grupo que tem militantes em diversos partidos para disputar a eleição deste ano.

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