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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira os principais eventos deste pregão

Mario Draghi
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Esta quinta-feira (14) marca o início da Copa do Mundo da Rússia, com cerimônia de abertura às 11h30 (horário de Brasília) e o jogo de estreia Rússia X Arábia Saudita às 12h. Mas o mercado não para e fica de olho em novas sinalizações de política monetária no mundo após a decisão do Federal Reserve, que sinalizou mais duas altas de juros nos EUA neste ano. Atenção ainda para o BCE, que também pode dar sinalizações sobre a política monetária na zona do euro. Confira no que ficar de olho: 

1. Bolsas mundiais 

A sessão é de perdas para as principais bolsas mundiais, enquanto o dólar recua moderadamente ante os pares do real após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell,  sinalizar que a autoridade monetária não será excessivamente agressiva, amenizando mensagem do Fomc, que elevou os juros (como o esperado) e sinalizou mais duas altas de juros este ano. 

Na China, pesaram também indicadores macroeconômicos mais fracos do que se previa. A indústria da China produziu em maio 6,8% mais do que em igual mês do ano passado, mas analistas previam um avanço de 7%. Já no varejo, as vendas subiram 8,5% na mesma comparação, ante expectativa de acréscimo de 9,6%.  Outro fator que pressiona as ações na China é o fato de que os EUA poderão confirmar até amanhã a imposição de tarifas a cerca de US$ 50 bilhões em produtos chineses.

Os investidores vão acompanhar ainda o Banco Central Europeu (BCE), que irá anunciar a sua decisão de política monetária às 8h45, com coletiva do presidente Mario Draghi às 9h30. Existe alguma expectativa de que o banco europeu indique como pretende retirar gradualmente seu programa de relaxamento quantitativo que prevê compras mensais de 30 bilhões de euros em bônus soberanos e outros ativos até pelo menos setembro. 

No mercado de commodities, os metais recuam em Londres após dados na China, enquanto o petróleo se sustenta acima de US$ 66 com baixa de estoques americanos.

Às 8h12 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) 0%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,01%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,08%

*DAX (Alemanha) -0,35%

*CAC-40 (França) -0,21%

*FTSE MIB (Itália) -0,68%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,93% (fechado)

*Xangai (China) -0,17% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,99% (fechado)

*Petróleo WTI +0,39%, a US$ 66,90 o barril

*Petróleo brent -0,09%, a US$ 76,67 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,74%, a 473,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.528 +0,91%
R$ 25.187 +0,54% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

Na agenda de indicadores, o IBGE divulga às 9h o dado do setor de serviços de abril, ainda sem acusar o impacto da greve dos caminhoneiros, e que deve mostrar crescimento de 1,4%, ante queda de 0,8% do mês anterior. Já o Ministério da Fazenda divulga o Prisma Fiscal às 10h.

O mercado também deve ficar atento à atuação do Banco Central no câmbio, depois de três leilões adicionais de swap cambial na quarta-feira que conseguiram limitar a alta do dólar com o Federal Reserve. O BC oferta 8.800 contratos de swap cambial para rolagem de contratos de julho, das 11h30 às 11h40, com resultado a partir das 11h50.

Já às 9h30, os EUA divulgam as vendas de varejo de maio, com estimativa de avanço de 0,4% na comparação anual; também nesta quinta, saem os pedidos de seguro-desemprego.

3. Pré-sal e cadastro positivo

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, por 281 votos a 109, o regime de urgência para Projeto de Lei que permite à Petrobras vender até 70% dos campos do pré-sal concedidos a ela por meio do regime de cessão onerosa.  Com o regime de cessão onerosa, Petrobras pagou diretamente à União, sem licitação, o direito de extrair petróleo desses blocos.

A Casa, por sua vez, encerrou a sessão da véspera após rejeitar requerimento de retirada de pauta do Projeto de Lei Complementar que torna obrigatório o cadastro positivo de consumidores, segundo a
Câmara Notícias. A matéria ficará para a próxima semana devido à queda do quórum em Plenário.

4. Notícias do dia

O noticiário sobre as alianças eleitorais seguem sendo o destaque nos jornais. Segundo a Folha, o pré-candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, corre o risco de ficar sem palanque em São Paulo, o principal colégio eleitoral do país. O PDT passou a admitir a ideia de se aliar ao governador de São Paulo, Márcio França (PSB-SP), que disputa a reeleição. Contudo, França já se comprometeu com o tucano Geraldo Alckmin. 

Enquanto isso, com a pré-candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prestes a sair de cena, o DEM abre três frentes de negociação com outros partidos para oferecer seu apoio nas eleições de outubro, aponta o jornal O Globo. O deputado afirmou ontem que a aliança mais provável é com o PSDB.

Ainda no radar político, relatório elaborado pela Polícia Federal da Operação Cui Bono?, que mira desvios na Caixa, tem um capítulo somente para a suposta compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB) e do delator Lúcio Funaro, pelo presidente Michel Temer, informa o Estadão. O documento cita que Temer incentivou a manutenção de pagamento ilícito a ambos; a defesa do presidente nega.

5. Radar corporativo

Os olhos do mercado nesta quinta-feira também ficarão voltados para a BRF, após o Valor Econômico e o Estadão informarem que  o Conselho de administração da BRF indicará Pedro Parente como presidente.Uma assembleia geral extraordinária foi marcada para esta quinta-feira, às 12h, para discutir o assunto.

Atenção ainda para a Eletrobras: mudanças marginais na resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência foram
publicadas no Diário Oficial e ressaltadas pela estatal em fato relevante. O novo texto reduz montante de conversão de dívida da Ceron de R$ 1,87 bilhão para R$ 1,83 bilhão, e aumenta montante de aumento de capital mínimo a ser realizado pelo novo controlador na empresa de R$ 241,1 milhões para R$ 253,8 milhões. Já a Kroton informa que a Saber entrou com pedido de companhia aberta na CVM.

 

 

 

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