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Ibovespa Futuro acelera queda após inflação nos EUA ficar acima do esperado

Dia também é marcado pelo vencimento dos contratos futuros de índice

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SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em agosto aceleraram a queda e recuavam 0,91%, aos 73.230 pontos, às 9h36 (horário de Brasília) desta quarta-feira (13), em vista do resultado acima do esperado da inflação ao produtor norte-americano. Além disso, o mercado está na expectativa pela reunião do Fed, como teremos também o vencimento de opções sobre índice na B3, que promete trazer grande volatilidade.

A inflação ao produtor norte-americano subiu de 0,50% na passagem de abril para maio, enquanto o mercado projetava alta de 0,3%. Na comparação anual, o PPI (Producer Price Index) acelerou de 2,8% para 3,1%. O número pressionou o mercado já que o resultado acima do esperado dos preços elevar a probabilidade do Fed subir os juros neste tarde.

Às 15h00 será revelada a decisão de política monetária do Fed e a expectativa é de que a taxa de juro seja elevada em 0,25 ponto percentual, indo para o intervalo entre 1,75% e 2,0% ao ano. Apesar da queda do desemprego, da retomada da atividade e da alta do petróleo, o cenário mais provável ainda é o cenário com três subidas da taxa de juros no ano, mas este será o principal ponto a ser analisado nesta reunião, que contará ainda com uma coletiva do presidente Jerome Powell às 15h30 e relatório de revisão de projeções, o que irá atrair as atenções do mercado. 

Pelo quadro atual, bastará um único membro mudar de ideia (de 3 para 4 altas) que a mediana do Fed irá mudar, levando a uma reprecificação de todo o mercado, que hoje vê apenas 3 altas para este ano. Caso essa mudança ocorra, o câmbio deverá sofrer uma forte pressão, tendendo a subir forte já nesta quarta. Enquanto aguarda pela decisão, o dólar comercial recua 0,27%, aos R$ 3,703 na venda, com o Banco Central iniciando o dia com uma oferta de swap cambial de 40.000 contratos.

Bolsas mundiais

Os mercados mundiais ficam de olho na decisão de política monetária dos EUA, levando as bolsas asiáticas a fecharem majoritariamente em queda e as europeias a não apontarem para uma direção única. 

Após um breve alívio ontem, – quando as bolsas chinesas subiram na esteira da assinatura de um acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para a desnuclearização da Península Coreana -, os mercados da maior economia asiática retomaram a recente tendência de fraqueza. Os mercados de Tóquio e Taiwan, por outro lado, asseguraram ganhos moderados.

No mercado de commodities, o petróleo se mantém perto de US$ 66 e metais têm desempenho misto em Londres, enquanto o minério de ferro tem leve alta na bolsa de Dalian, na China. 

Às 9h36, este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,19%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,14%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,31%

*DAX (Alemanha) +0,21%

*CAC-40 (França) +0,27%

*FTSE MIB (Itália) +0,51%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,22% (fechado)

*Xangai (China) -0,97% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,38% (fechado)

*Petróleo WTI -0,45%, a US$ 66,06 o barril

*Petróleo brent -0,12%, a US$ 75,79 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,32%, a 471,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin -6,79%, R$ 25.080 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Notícias do dia

As movimentações sobre as alianças eleitorais seguem sendo os destaques nos jornais. Em destaque, está o debate interditado no DEM sobre apoiar ou não o candidato do PDT Ciro Gomes. A ideia está sendo rechaçada por parte do DEM, informa a Folha de S. Paulo. De acordo com a coluna Painel, aproveitando-se do momento ruim, o tucano Geraldo Alckmin passou a concentrar os seus esforços para se reaproximar do seu aliado histórico e mudar a sua campanha. Já Ciro nega as conversas que o irmão Cid Gomes tem com o DEM e destaca que o foco é no PSB, que também é disputado pelo PT.

Sobre o PT. o julgamento da senadora e presidente da legenda, Gleisi Hoffmann (PR), e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, acusados de envolvimento no esquema da Petrobras, foi marcado para a próxima terça, dia 19. Eles serão julgados pelos cinco ministros que compõem a Segunda Turma: Edson Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Já o ministro Felix Fischer, relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu ontem rejeitar mais um pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, o ministro negou pedido para que Lula seja solto e aguarde em liberdade até que o tribunal julgue o recurso contra a condenação. Ao decidir o caso, Fischer entendeu que o recurso protocolado não tem o poder de suspender a sentença. 

Radar corporativo

Em destaque no radar corporativo, a privatização de distribuidoras da Eletrobras recebe requerimento de urgência, enquanto a Copasa aprova emissão de até R$ 700 mi em debêntures.

No Infotrade de hoje, destaque novamente para o dólar, que deixou sinal de compra ao teste da média móvel de 21 dias ascendente, enquanto do lado das ações, as atenções ficam por conta dos papéis da B3, que armam um cenário de reversão após o teste de um importante suporte de longo prazo. Confira clicando aqui. 

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

 

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