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Ambev e outras gigantes de bebidas pressionam governo por incentivo fiscal; Vale, recomendações e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (13) 

fábrica da Ambev 2
(Divulgação/Ambev)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo tem como destaque a pressão do setor de bebidas sobre o governo para a retomada do incentivo na Zona Franca de Manaus; dentre elas, a Ambev. A prioridade do governo na privatização das distribuidoras da Eletrobras, recomendações, entre outras notícias são destaque no mercado. Confira no que ficar de olho:

Ambev (ABEV3)

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, 59 fabricantes de refrigerantes, entre elas as gigantes Ambev, Coca-Cola e Pepsi, ameaçam
cortar 15 mil empregos diretos caso seja mantido o decreto que praticamente acaba com o incentivo fiscal para a fabricação do xarope dos refrigerantes na Zona Franca de Manaus.

Os fabricantes alegam que com o decreto, há aumento de 8% nos preços dos refrigerantes para os consumidores, o que provocará queda de 15% nas vendas, com queda de R$ 6 bilhões de faturamento e R$ 1,7 bilhão na arrecadação de impostos.

As empresas reclamam que, para garantir o subsídio de R$ 0,46 no preço do diesel, o governo provocou uma grande distorção na cadeia produtiva do setor ao “quebrar contrato” com as empresas que se instalaram no polo de fabricação do xarope de refrigerantes em Manaus em busca dos incentivos fiscais da Zona Franca.

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Eletrobras (ELET6)

De acordo com a coluna de Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, aparentemente, o governo de Michel Temer já decidiu que a prioridade da Eletrobras é a privatização das seis distribuidoras. O projeto de lei que trata disso recebeu, semana passada, requerimento de urgência urgentíssima na Câmara para ser votado até o fim do mês. Contudo, por outro lado, entrou na geladeira a capitalização/privatização da estatal, afirma a colunista.

Já o Valor Econômico destaca que o edital de privatização das seis distribuidoras da Eletrobras deve ser publicado até dia 20 pelo BNDES. Num primeiro momento, o governo tentaria leiloar subsidiárias que não possuem pendências, e só depois vender aquelas em situação mais complexa, como a Amazonas Energia. No entanto, o governo ainda
trabalha para vender todas as empresas de uma vez.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras anunciou a redução dos preços da gasolina na refinaria, com valores antes de impostos válidos a partir da próxima quinta-feira (14). O preço passou de R$ 1,9664 para R$ 1,9351.

Construtoras

O governo quer reduzir pela metade a multa a ser paga por quem comprar imóvel na planta e, depois, desistir do negócio, informa o Estadão. O Palácio do Planalto trabalha para que a penalidade seja de 25% do valor já pago e não 50% como aprovou a Câmara na semana passada. O tema está em debate no Senado, onde o texto começa a tramitar.

O Planalto articula a retirada de um parágrafo do projeto de lei aprovado pelos deputados. Esse trecho estabelece uma multa de 50% nos casos de devolução de imóveis construídos no chamado regime de afetação - regime da maioria dos empreendimentos, pelo qual cada prédio tem CNPJ próprio para proteger interesses dos compradores.

Sem o parágrafo, a multa será de 25% para todos os casos de devolução do imóvel. Assim, a penalidade ficará mais próxima de decisões recentes da Justiça que estabeleceram valor de 10% a 25% do valor pago à construtora.

A mudança terá impacto no bolso do consumidor. Para se ter uma ideia, é possível tomar como exemplo um edifício com apartamentos de dois quartos lançado recentemente em São Paulo. O empreendimento, com preços a partir de R$ 580 mil, fica pronto em 2021. Se o comprador assinar o contrato hoje e desistir do negócio um ano antes da entrega das chaves, terá pago R$ 101,5 mil com a soma da entrada, parcelas mensais e intermediárias. Pela regra aprovada na Câmara, a desistência geraria multa de R$ 50,7 mil. Com a mudança defendida pelo governo, o valor cai pela metade, para R$ 25,3 mil.

RD (RADL3)

A Drogasil, que faz parte da RD, inaugurou a sua primeira unidade em Belém, no Pará, em meio à sua estratégia de expansão pelo Norte do País.

“Chegamos ao Norte em 2016, pelo Tocantins, e nossos resultados foram muito positivos. Já temos quatro lojas no Estado e, seguindo a estratégia de expansão, decidimos partir para o Pará com a certeza de que a aceitação dos paraenses será enorme, pois a Drogasil oferece cuidados à saúde e ao bem-estar de nossos clientes em todos os momentos de sua vida”, afirmou em comunicado Marcilio Pousada, presidente da RD.

Vale (VALE3)


Segundo o Valor Econômico, os fundos trabalham em conjunto para uma definição sobre a venda da fatia que detêm na Vale. A operação, diz o jornal, será feita de forma coordenada e em blocos, mas o timing da
venda ainda é incerto.

A decisão surgiu no âmbito da reorganização societária que transformou a Vale em uma empresa sem bloco de controle definido. Por meio do veículo de participações Litel, a Petros detém 1,33% das ações da Vale, a Litel detém 19,14%. com a maior parte delas detidas pela Previ (81%) e
Funcef (11,5%) e com participação minoritária da Petros (7%) e Funcesp (1%). O diretor da Petros recentemente indicou que a venda poderia ser de apenas uma fatia da participação. 

Recomendações

As recomendações também ganham destaque nesta sessão: o Banco Inter (BIDI11) , que estreou na bolsa em 30 de abril, teve a cobertura iniciada pelo Morgan Stanley com recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado), enquanto teve a cobertura iniciada com recomendação outperform (desempenho acima da média) pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 20. A Vivo (VIVT4), por sua vez, teve ADR (American Depositary Receipt) elevado para overweight pelo Morgan Stanley.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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