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Ibovespa Futuro reduz as perdas após dado de inflação nos EUA; dólar retorna para R$ 3,70

Inflação ao consumidor norte-americano ficou em linha com esperado e gera alívio sobre o ritmo de preços um dia antes da reunião do Fed

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(Brendan McDermid/Reuters)

SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em agosto reduziram as perdas e recuavam 0,23%, aos 71.915 pontos, às 9h36 (horário de Brasília) desta terça-feira (11), em vista do resultado em linha com o esperado pelo mercado da inflação ao consumidor norte-americano, trazendo alívio sobre o ritmo dos preços um dia antes da reunião do Fed.

A inflação ao consumidor norte-americano subiu de 0,20% na passagem de abril para maio, ficando em linha com o esperado pelo mercado. Na comparação anual, o CPI (Consumer Price Index) acelerou de 2,5% para 2,8%, também conforme a expectativa dos investidores. O resultado ganhou muita importância já que na quarta-feira (13), às 15h00, teremos a decisão de política monetária do Fed.

O mercado já precifica um aumento de 25 pontos-base na taxa, indo para o intervalo entre 1,75% e 2,0% ao ano, sendo que a questão é como ficará o gráfico de pontos e como será a coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell. Pelo quadro atual, bastará um único membro mudar de ideia (de 3 para 4 altas) que a mediana do Fed mudar e o mercado tem na conta apenas 3 altas para este ano.

Do lado do câmbio, o BC ofertará neste pregão até 8.800 contratos de swap para rolagem e os investidores aguardam pelo tamanho dos leilões não programados ao longo dia, que estão gerando grande volatilidade intradiária para a moeda. Nesta expectativa, os contratos de dólar futuro negociados com vencimento em julho recuavam 0,44%, aos R$ 3,702.

Bolsas mundiais

O encontro histórico entre os líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos não ecoaram nos mercados mundiais, que apresentam poucas variações à espera dos dados de inflação ao consumidor dos EUA. Depois do aguardado encontro, em Cingapura, Donald Trump e Kim Jong-un assinaram um acordo que prevê a completa desnuclearização da Península Coreana. Detalhes do acordo não foram revelados, no entanto.

No Japão, o Nikkei subiu 0,33%, a 22.878,35 pontos, ajudado pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada. Já na China, os mercados deram uma pausa na recente trajetória negativa e exibiram ganhos mais sólidos. Segundo Ivan Li, estrategista do banco DBS, a cúpula entre Trump e Kim pode contribuir para a melhora das relações entre EUA e China, que há meses estão envolvidos numa disputa comercial.

No mercado de commodities, o petróleo se sustenta na casa dos US$ 66 enquanto aumenta o dissenso na Opep sobre se corte de produção deve ser amenizado. Em Londres, cobre recua e níquel sobe, enquanto o minério avança em Dalian. 

Às 9h36 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,08%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,15%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,09%

*DAX (Alemanha) +0,01%

*CAC-40 (França) -0,19%

*FTSE MIB (Itália) +0,52%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,13% (fechado)

*Xangai (China) +0,91% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,33% (fechado)

*Petróleo WTI -0,29%, a US$ 65,91 o barril

*Petróleo brent -0,54%, a US$ 76,05 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,96%, a 473,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin -1,02%, R$ 26.836 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Política na IMTV

O InfoMoney recebe, a partir das 17h (horário de Brasília), o cientista político Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) para uma entrevista ao vivo. Na pauta, ganham destaque a nova rodada de divulgações de pesquisas eleitorais, o atual cenário para a disputa presidencial e a discussão sobre as diferentes metodologias adotadas em levantamentos quantitativos no Brasil. O cientista político também analisa pesquisa recentemente apresentada por seu instituto, encomendada pela XP Investimentos, e compara com outras sondagens recentes.

Notícias do dia

O noticiário de jornais também traz destaque para a economia. Em entrevista ao Estadão, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, destacou que a autoridade monetária já trabalha com uma alta da inflação neste ano. Ele disse que a trajetória da inflação para 4% está na conta da instituição e indicou a decisão da diretoria em manter a taxa básica de juros em 6,5% ao ano. Mesmo com a concretização desse cenário, o índice oficial de preços ficaria abaixo da meta estipulada para este ano de 4,5%.

Já o governo faz as contas das perdas com a greve dos caminhoneiros, estimadas em R$ 15 bilhões, ou 0,2% PIB (Produto Interno Bruto), segundo destacou fonte à Bloomberg. O governo já esperava a redução das expectativas de crescimento vistas na pesquisa Focus divulgada nesta segunda e provavelmente vai revisar para baixo a estimativa oficial do PIB, disse uma autoridade à agência. 

No radar político, a PF (Polícia Federal) deflagrou a segunda fase da Operação Registro Espúrio, que investiga a atuação de uma organização criminosa que teria cometido fraudes na liberação do registro sindical dentro do Ministério do Trabalho. Entre os locais vasculhados estão o gabinete, o apartamento e um endereço no Rio de Janeiro da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do presidente do PTB, Roberto Jefferson, que também é alvo da operação. Através de análise de conversas entre a deputada e um funcionário do Ministério do Trabalho, a PF descobriu que Cristiane Brasil controlava a aprovação dos registros sindicais.

Radar corporativo

Em destaque no radar corporativo, a B3 informou que o volume médio diário segmento BM&F subiu 53% em maio na base anual. Ainda sobre a empresa, o InfoMoney destaca a fala de Gilson Finkelsztain, presidente da bolsa, durante o Master Trader Brasil 2018. Finkelsztain informou que a bolsa terá contratos futuros de ações de várias empresas e minicontratos de S&P500 (veja mais clicando aqui). Ainda no radar corporativo, a Vale concluiu acordos com Wheaton Precious, Cobalt 27 por US$ 690 milhões, enquanto o Santander Brasil teve a recomendação rebaixada a ’neutra’ pelo Credit Suisse.

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

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