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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira os principais eventos deste pregão

Kim Jong un e Donald Trump
(shealah craighead/White House)

SÃO PAULO - O encontro histórico entre Donald Trump e Kim Jong-un ganha as manchetes dos jornais desta terça-feira, mas os mercados ficam mais atentos aos dados de inflação nos EUA. No Brasil, também repercute a entrevista de Ilan Goldfajn ao Estadão, em que ele aponta que o Banco Central já trabalha com uma alta da inflação neste ano. Confira no que se atentar nesta terça-feira (12):

1. Bolsas mundiais

O encontro histórico entre os líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos não ecoaram nos mercados mundiais, que apresentam poucas variações à espera dos dados de inflação ao consumidor dos EUA. 

Depois do aguardado encontro, em Cingapura, Donald Trump e Kim Jong-un assinaram um acordo que prevê a completa desnuclearização da Península Coreana. Detalhes do acordo não foram revelados, no entanto.

No Japão, o Nikkei subiu 0,33%, a 22.878,35 pontos, ajudado pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada. No fim da semana, o banco central japonês (BoJ, na sigla em inglês) anuncia decisão de política monetária, mas não há previsão de mudanças nos atuais estímulos à economia, uma vez que a inflação doméstica continua muito abaixo da meta oficial de 2%. Já na China continental, os mercados deram uma pausa na recente trajetória negativa e exibiram ganhos mais sólidos. Segundo Ivan Li, estrategista do banco DBS, a cúpula entre Trump e Kim pode contribuir para a melhora das relações entre EUA e China, que há meses estão envolvidos numa disputa comercial.

Antes do BoJ, haverá decisões de política monetária esta semana também nos EUA e na zona do euro. As expectativas são de que o Federal Reserve  eleve juros pela segunda vez este ano, amanhã, e há especulação ainda de que o BCE poderá decidir sobre o fim de seu programa de compras de ativos, na quinta-feira.

No mercado de commodities, o petróleo se sustenta na casa dos US$ 66 enquanto aumenta a o dissenso na Opep sobre se corte de produção deve ser amenizado. Em Londres, cobre recua e níquel sobe, enquanto o minério avança em Dalian. 

Às 8h15 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,08%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,15%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,09%

*DAX (Alemanha) +0,01%

*CAC-40 (França) -0,19%

*FTSE MIB (Itália) +0,52%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,13% (fechado)

*Xangai (China) +0,91% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,33% (fechado)

*Petróleo WTI -0,29%, a US$ 65,91 o barril

*Petróleo brent -0,54%, a US$ 76,05 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,96%, a 473,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.879 +1,19%
R$ 26.695 -1,54% (nas últimas 24 horas)

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2. Política na IMTV

O InfoMoney recebe, a partir das 17h (horário de Brasília), o cientista político Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) para uma entrevista ao vivo. Na pauta, ganham destaque a nova rodada de divulgações de pesquisas eleitorais, o atual cenário para a disputa presidencial e a discussão sobre as diferentes metodologias adotadas em levantamentos quantitativos no Brasil. O cientista político também analisa pesquisa recentemente apresentada por seu instituto, encomendada pela XP Investimentos, e compara com outras sondagens recentes.

3. Agenda de indicadores

Nesta terça-feira às 9h30 serão publicados os dados de inflação e de núcleo de inflação. Segundo a GO Associados, os dados devem refletir o efeito da alta do petróleo, que deve levar a taxa de inflação norte-americana um pouco acima da meta do Fed.

A expectativa em maio, segundo o consenso Bloomberg, é de uma alta da inflação de 0,2% na comparação mensal, com uma aceleração do índice anual para 2,8%. 

No Brasil, o ministro da Fazenda Eduardo Guardia participa de teleconferência com investidores nacionais às 9h00 e internacionais às 11h00. Já o Banco Central oferta até 8.800 contratos de swap cambial para rolagem de contratos de julho, das 11h30 às 11h40, com resultado a partir das 11h50 , após a sessão passada ter sido de forte volatilidade para o dólar. 

4. Notícias do dia

O noticiário de jornais também traz destaque para a economia. Em entrevista ao Estadão, o presidente do BC Ilan Goldfajn destacou que a autoridade monetária já trabalha com uma alta da inflação neste ano. Ele disse que a trajetória da inflação para 4% está na conta da instituição e indicou a decisão da diretoria em manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano. Mesmo com a concretização desse cenário, o índice oficial de preços ficaria abaixo da meta estipulada para este ano, de 4,5%.

Na última pesquisa Focus, uma centena de economistas ouvidos pelo BC projetou o IPCA em 3,82% no fim de 2018 - há um mês, as projeções eram de 3,45%. "É claro, e já estava na conta, que a inflação em 12 meses não ia ficar abaixo de 3% para sempre."

Já o governo faz as contas das perdas com a greve dos caminhoneiros, estimadas em R$ 15 bi, ou 0,2% PIB, segundo destacou fonte à Bloomberg. O governo já esperava a redução das expectativas de crescimento vistas na pesquisa Focus divulgada nesta segunda e provavelmente vai revisar para baixo a estimativa oficial do PIB, disse uma autoridade à agência. 

No radar político, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça a segunda fase da operação Registro Espúrio, que investiga a atuação de uma organização criminosa a atuar na liberação do registro sindical dentro do Ministério do Trabalho.

5. Radar corporativo

Em destaque no radar corporativo, a B3 informou que o volume médio diário segmento BM&F subiu 53% em maio na base anual. Sobre a B3, o InfoMoney destaca a fala de Gilson Finkelsztain, presidente da bolsa, durante o Master Trader Brasil 2018, evento organizado pelo InfoMoney Educação que aconteceu em São Paulo neste fim de semana. Finkelsztain informou que a bolsa terá contratos futuros de ações de várias empresas e minicontratos de S&P500 (veja mais clicando aqui). 

Ainda em destaque, a Vale concluiu acordos com Wheaton Precious, Cobalt 27 por US$ 690 milhões, enquanto o Santander Brasil teve a recomendação rebaixada a ’neutra’ pelo Credit Suisse.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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