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Ação do BC derruba exportadoras, Petrobras cai 4% e BRF afunda 5% com tarifas na China

Confira os destaques acionários do pregão desta sexta-feira

Varejo

SÃO PAULO - O fantasma da volatilidade continua a atormentar o mercado brasileiro, com os investidores digerindo o anúncio do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de maiores esforços via swaps cambiais para conter a alta do dólar. As medidas não produzem reflexos na curva de juros futuros e mercado acionário. Do lado da Bolsa, o humor piorou no final da manhã, com o Ibovespa acompanhando o clima de maior preocupação global com os mercados emergentes e intensificando perdas, também refletindo percepção de riscos político e fiscal maiores no campo doméstico. Confira os destaques acionários do pregão desta sexta-feira (8):

BRF (BRFS3)
A China vai impor medidas antidumping temporárias sobre a importação de frango brasileiro, anunciou o Ministério do Comércio. As medidas entram em vigor a partir deste sábado e determinam que os importadores chineses do produto brasileiro paguem depósitos de 18,8% a 38,4% do valor das compras. As medidas devem prejudicar os negócios externos de gigantes nacionais dos alimentos como a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. Os papéis da companhia apresentam forte queda na Bolsa nesta sessão.

Petrobras (PETR4)
A estatal aprovou adesão à segunda fase do programa de subvenção oferecida pelo governo para incentivar agentes que atuam na comercialização do diesel a reduzir os preços do combustível e mantê-los estabilizados durante período predeterminado. Conforme informou a empresa em comunicado, a adesão a esta fase não a vincula para a fase do período remanescente, entre 1º de agosto e 31 de dezembro, objeto de regulamentação posterior.

As ações da Petrobras tiveram recomendação alterada de "compra" para "neutra" pelo UBS. O preço-alvo caiu de R$ 25,40 para R$ 18%.

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Papel e celulose
A agência de classificação de risco Moody's avalia que a aquisição da Fibria (FIBR3) pela Suzano (SUZB3) tratá benefícios a ambas as companhias em termos de escala, tamanho e flexibilidade financeira, oferecendo também sinergias operacionais significativas. Segundo a agência, em um primeiro momento, haverá elevação da alavancagem financeira da Suzano na relação entre dívida líquida e Ebitda para algo em torno de 4 vezes a 4,5 vezes. Para os analistas, embora a compra da Fibria enfraqueça a alavancagem da Suzano, ela vai melhorar o perfil de negócios da empresa, permitindo reduzir a alavancagem para cerca de 3,0 vezes em 2020.

Nesta sessão, os papéis do setor operam em queda, acompanhando o forte recuo do dólar. A moeda americana responde a medidas implementadas pelo Banco Central para conter o ímpeto das altas recentes. Ontem, o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, anunciou maior intervenção, com a realização de leilões adicionais de contratos de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) no valor de US$ 20 bilhões. O presidente do BC não descartou adotar outras medidas de intervenção no câmbio, como o uso das reservas internacionais de US$ 380 bilhões do país para injetar dólar no mercado, ou a venda dos chamados contratos de linha.

JBS (JBSS3)
A processadora de proteína animal informou que retoma abate de bovinos gradualmente após o fim da greve dos caminhoneiros.

Usiminas (USIM5)
As ações da companhia foram elevadas a "performance igual à do segmento" pelo Scotiabank.

Brasil Pharma (BPHA3)
A companhia adiou novamente a divulgação de balanço referente ao exercício do primeiro trimestre. A nova previsão é que a apresentação dos resultados seja feita em 18 de junho.

Eletropaulo (ELPL3)
A empresa foi elevada pela Moody's para Ba2, com perspectiva estável.

Movida (MOVI3)
A companhia emitiu R$ 450 milhões em três séries de debêntures.

Guararapes (GUAR3)
A empresa emitiu R$ 800 milhões em debêntures, com remuneração de 109,5% do CDI.

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(com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

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