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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira os principais eventos deste pregão

Jair Bolsonaro
(Wilson Dias/ Agência Brasil )

SÃO PAULO - O mercado deu um voto de confiança à nomeação de Ivan Monteiro como novo presidente da Petrobras, após o susto com o pedido de demissão de Pedro Parente, após dois anos de gestão. Na véspera, o Ibovespa deu sequência ao movimento de recuperação dos últimos quatro pregões após as perdas recentes, subindo 1,76%, a 78.596 pontos, acompanhando o tom mais otimista no exterior. Nesta sessão, os investidores deverão seguir atentos aos desdobramentos do debate sobre os preços dos combustíveis, os resultados de mais uma pesquisa eleitoral e a divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos e Europa. Confira ao que se atentar antes de operar no pregão desta terça-feira:

1. Bolsas mundiais

O movimento positivo nos mercados internacionais prossegue nesta sessão, mas em tom mais moderado. No câmbio global, moedas têm desempenho divergente. Pares do real, como rand, peso mexicano e lira, caem mais de 0,5%, ao passo que a libra lidera os ganhos entre as moedas mais fortes após dados surpreendentes do PMI do Reino Unido. O bom humor dos investidores também acompanha um tom de maior tranquilidade nas tensões comerciais globais, após a Casa Branca sinalizar forte relação com os vizinhos México e Canadá e a União Europeia, a despeito da recente elevação de tarifas no aço e alumínio. Na Ásia, o dia foi positivo para os principais índices acionários.

Às 8h (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,14%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,16%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,26%

*DAX (Alemanha) +1,19%

*FTSE (Reino Unido) -0,34%

*CAC-40 (França) +0,71%

*FTSE MIB (Itália) +0,42%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,31% (fechado)

*Xangai (China) +0,75% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,28% (fechado)

*Petróleo WTI -0,51%, a US$ 64,42 o barril

*Petróleo brent -1,65%, a US$ 74,05 o barril

*Bitcoin US$ 7.451
R$ 27.906 -1,68% (nas últimas 24 horas)

2. Notícias do dia

Marcada para ontem, a reunião do Grupo de Trabalho composto por técnicos dos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia (MME), além da Agência Nacional do Petróleo (ANP), foi adiada e ainda não tem uma nova data para ocorrer. A iniciativa foi anunciada na sexta-feira (1º) pelo MME. Na ocasião o ministério informou, por meio de nota oficial, que a reunião buscaria criar uma "política de amortecimento dos preços dos combustíveis ao consumidor".

A suspensão da reunião foi determinada pelo presidente Michel Temer, segundo apurou a Agência Brasil. Temer considerou inoportuno e indelicado o governo discutir eventuais mudanças nos prazos de reajustes de preços da gasolina e demais combustíveis, no momento em que o novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, mal assumiu o cargo.

O presidente Temer orientou seus auxiliares a conduzir os estudos internamente e compartilhá-los mais tarde com a Petrobras, antes de anunciar publicamente qualquer intenção ou proposta. A ordem no Palácio no Planalto é que se consolidem primeiramente a redução efetiva do preço do diesel nas bombas em todo o país e, em seguida, as medidas legais para compensação do desconto de R$ 0,46 por litro, antes de se iniciar o debate sobre a gasolina e gás.

Segundo o MME, a iniciativa não tocaria na política de preços da Petrobrás. Uma das possibilidades seria repassar as variações nos preços da gasolina mensalmente, em vez de acompanhar diariamente as variações do mercado.

"Essa política de proteção terá que preservar a atual prática de preços de mercado para o produtor e importador, o que é tido pela atual administração como um ponto fundamental para a atração de investimentos para o setor. Vai trazer previsibilidade e segurança ao consumidor e ao investidor", sustentou o MME na última sexta-feira.

Ainda segundo o Ministério de Minas e Energia, seria formado um Grupo de Trabalho para ouvir especialistas sobre o assunto a fim de “ajudar a construir uma solução que permita, por um lado, a continuidade da prática de preços livres ao produtor/importador e, por outro, o amortecimento dos preços ao consumidor.”

Segundo o jornal O Globo, parte do governo trabalha para acelerar a revisão do contrato da cessão onerosa e, com isso, viabilizar o leilão do petróleo excedente nesses campos. O dinheiro obtido na operação, estimado em R$ 80 bilhões, poderia criar um "colchão" para absorver as variações provocadas pela cotação do petróleo no mercado internacional e pelo dólar. A solução, porém, enfrenta resistência da equipe econômica.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, interlocutores do presidente Michel Temer estimam em R$ 30 bilhões ao Tesouro Nacional os custos de subsídios nos preços de diesel, gasolina e gás de cozinha até o fim do ano. Segundo a reportagem, o governo avalia tal possibilidade, com receio de que a insatisfação popular não acabe mesmo com o desconto no preço do diesel. A ideia em estudo seria criar uma espécie de "colchão tributário", para amortecer aumentos elevados no preço dos combustíveis.

3. Pesquisa eleitoral

Pesquisa realizada pelo DataPoder360 entre os dias 25 e 31 de maio mostra que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) mantém a liderança isolada na corrida pela Presidência da República. Nos três cenários de primeiro turno testados, o capitão do Exército na Reserva pontua de 21% a 25%, dependendo dos nomes apresentados. É o melhor patamar do parlamentar já registrado pela pesquisa.

Pela primeira vez no ano, o nome do ex-prefeito de São Paulo João Doria foi testado como possível candidato pelo PSDB à presidência. Mas o desempenho foi de apenas 6%, o que o coloca em situação similar à do ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato oficial tucano, que tem entre 6% e 7% dos votos no levantamento.

Atrás de Bolsonaro, aparece o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com entre 11% e 12% das intenções de voto, dependendo do cenário avaliado. A ex-ministra Marina Silva (REDE) perdeu terreno e agora tem entre 6% e 7% das intenções de voto. Outro destaque foi o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), com de 6% a 8% de apoio.

4. Agenda econômica

Entre os indicadores econômicos, o destaque fica com os dados do PMI (Purchasing Manager Index) de serviços e do ISM não industrial nos Estados Unidos, com divulgação prevista para as 11h (horário de Brasília). No mesmo dia, sairá o relatório de abertura de novas ofertas de emprego, que poderá confirmar o cenário mais benigno para a evolução da taxa de juro nos EUA.

"Desde as duas últimas semanas, o mercado tem apostado em um cenário mais dovish e reduzido a probabilidade de quatro altas de juros neste ano e voltou a precificar com maior probabilidade a possibilidade de apenas três altas", avalia a GO Associados.

Mais cedo, foi divulgado o PMI Markit de serviços da Zona do Euro, que marcou 53,8 pontos em maio, ao passo que o indicador composto ficou em 54,1 no período. Por lá, as vendas do varejo em abril tiveram leve alta de 0,1% na comparação mensal, abaixo das expectativas de crescimento de 0,5% pelos economistas. No Reino Unido, o PMI de serviços ficou em 53,8 pontos em maio, ao passo que o índice composto fechou o mês em 54,1 pontos.

5. Radar corporativo

Os analistas da Eurasia acreditam que a Petrobras provavelmente será afetada novamente no curto prazo se o petróleo subir, já que é improvável que a companhia seja totalmente compensada por descontos no diesel com dinheiro do contribuinte. Para a consultoria de análise de risco, há um espaço "muito limitado" para quaisquer alterações de impostos. O conselho da estatal aprovou o nome de Ivan Monteiro como presidente efetivo até 2019. O executivo acumulará o cargo com a função de diretor financeiro e de relacionamento com investidores até a nomeação de um novo diretor. As ações do Magazine Luiza foram rebaixadas a recomendação 'neutra' pelo Credit Suisse. Já as ações da Oi foram iniciadas como 'underweight' pelo JPMorgan. A Gerdau foi elevada para 'overweight' pelo Morgan Stanley. Já a CPFL Renováveis solicitou adiamento de prazo para a reapresentação de documentos da OPA. O prazo inicialmente dado pela CVM se encerrava em 4 de junho, mas foi prorrogado por duas semanas.

(com Agência Brasil e Bloomberg)

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