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Stuhlberger "vira a mão" sobre dólar, mas explica porque está cautelosamente otimista com Brasil

Um dos maiores gestores de fundos do Brasil dá cinco motivos para estar mais otimista com o País

Luis Stuhlberger
(Reprodução/ Youtube)

SÃO PAULO - No início de maio, a Verde Asset, comandada por Luis Stuhlberger, um dos maiores gestores de fundos do mercado brasileiro, disse estar surpresa com a disparada do dólar, mas que se manteve exposta ao real, dando três motivos para isso (clique aqui e confira). Mas com a continuidade do movimento no mês passado, o gestor parece ter mudado de estratégia.

Em entrevista ao Brazil Journal, Stuhlberger afirmou que zerou a posição em dólar "há algum tempo", ficando comprado agora. "Tinha um pouquinho [de posição vendida] e a gente zerou bem abaixo do patamar que está hoje", afirmou.

Ele explicou que a posição da Verde replicava o EWZ, comprado em ações e vendido em câmbio. "Agora acho que de R$ 3,50 a R$ 3,60 seria um equilíbrio natural aos preços de hoje e precisa jogar um risco político em cima desse equilíbrio", disse o gestor.

Ele ainda explicou porque está otimista com o Brasil, apesar de ainda estar cauteloso. Stuhlberger destaca cinco fatores para isso: a maior atuação de órgãos como TCU, STF e Cade; melhora na governança de empresas públicas; a atuação do Congresso como forma de "conter" possíveis ações do Executivo; privatizações e combate aos privilégios; e, o ponto mais importante segundo ele, "a corrupção está sendo punida".

Além disso, o gestor também comentou o cenário político. Até pouco tempo Stuhlberger acreditava que quem fosse o próximo presidente, ele teria que fazer as reformas necessárias. "A gente achava um tempo atrás que o colapso da esquerda há tão pouco tempo, e antes do surgimento do Bolsonaro como um candidato forte, que a eleição ia cair no colo do PSDB ou do PMDB. Mas agora a gente está revendo", afirmou agora na entrevista.

"A casa está dando uma chance baixíssima do Alckmin ganhar a eleição, e a gente acha que o mercado não projeta isso. Não é que não se precifique nada de risco eleitoral, mas não acho que se precifique de maneira suficiente", completa ele.

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