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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira os principais eventos deste pregão

Greve dos petroleiros
(Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO - Após uma sessão de recuperação para o Ibovespa na véspera, mesmo com um dia de menor apetite por riscos no mercado internacional, os investidores devem seguir atentos aos desdobramentos dos protestos dos caminhoneiros, que entram em seu décimo dia nesta quarta-feira (30). Além da categoria, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) decidiu afrontar liminar do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e anunciar paralisação das atividades em refinarias, terminais e plataformas. Estão programados atos e manifestações ao longo de todo o dia. Entre os indicadores econômicos aguardados para esta véspera de feriado, destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre no Brasil e nos Estados Unidos. Confira ao que se atentar antes de operar no pregão desta quarta:

1. Bolsas mundiais

O dia é misto nos principais mercados internacionais, após uma sessão de fortes perdas, em meio a um movimento de grande preocupação com a crise política na Itália. Há um receio na região que o impasse político no país abra cada vez mais espaço para pautas nacionalistas e isolacionistas. Nesta sessão, contudo, os investidores adotam postura mais equilibrada, também repercutindo dados positivos de emprego na Alemanha e de confiança na Zona do Euro. Os yields dos títulos públicos italianos e gregos caem e os dos treasuries e títulos britânicos e alemães sobem com a menor busca por proteção. No mercado de commodities, o petróleo interrompe a queda de cinco dias, que levou o barril WTI de US$ 72 para US$ 66.

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Às 8h (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,49%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,50%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,32%

*DAX (Alemanha) +0,46%

*FTSE (Reino Unido) +0,22%

*CAC-40 (França) -0,33%

*FTSE MIB (Itália) +1,73%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,40% (fechado)

*Xangai (China) -2,53% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,52% (fechado)

*Petróleo WTI +0,12%, a US$ 66,81 o barril

*Petróleo brent +0,31%, a US$ 75,62 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,98%, a 455,50 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 7.516
R$ 28.005 +3,23% (nas últimas 24 horas)

2. Notícias do dia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou hoje (30) que, mesmo com a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva, a paralisação da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. O movimento programou atos e manifestações ao longo do dia. Pelo balanço da FUP, os trabalhadores cruzaram os braços nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX). A entidade informou que não houve troca dos turnos da 0h nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Segundo a federação, na Bacia de Campo os trabalhadores também aderiram à paralisação em diversas plataformas.

Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis. A paralisação dos petroleiros ocorre três dias depois de o presidente Michel Temer e equipe negociarem um acordo com os caminhoneiros. Por mais de uma semana, os caminhoneiros pararam o país, provocando desabastecimento nos postos de gasolina, supermercados e prejuízos à economia.

Na véspera, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, classificou como "política" a paralisação de 72h dos petroleiros. Para ele, o movimento não apresentou uma pauta reivindicatória. O executivo afirma, ainda, que houve um acordo, no ano passado, com vigência de 24 meses, incluindo reajuste salarial.

Na noite de ontem, o plenário do Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei (PLC 52/2018) que retira diversos setores da economia da lista dos que contam com desoneração da folha de pagamentos. Foi mantido no texto o dispositivo que zera até o final do ano a cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel. A oposição tentou derrubar essa previsão, mas não obteve sucesso. Senadores da base do governo garantiram que o presidente da República, Michel Temer, vetará essa parte do projeto, que segue agora para sanção.

O texto faz parte do acordo com os caminhoneiros para dar fim ao movimento grevista, com a redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel. Pela proposta, serão reonerados o setor hoteleiro, o comércio varejista (exceto calçados) e alguns segmentos industriais, como automóveis. Também terá fim a desoneração da folha sobre o transporte marítimo de passageiros e de carga na navegação de cabotagem, interior e de longo curso; a navegação de apoio marítimo e de apoio portuário; empresas que realizam operações de carga, descarga e armazenagem de contêineres em portos organizados; o transporte ferroviário de cargas e a prestação de serviços de infraestrutura aeroportuária.

A desoneração permite que empresas deixem de recolher a alíquota de 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento e paguem percentual que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Das 56 atividades econômicas atualmente desoneradas, metade será mantida e a outra metade voltará à contribuição previdenciária tradicional.

Outro destaque do noticiário é entrevista concedida pelo presidente Michel Temer à TV Brasil. O emedebista admitiu que o governo pode mexer na política de preços de combustíveis da Petrobras, para além do diesel acordado com movimentos de caminhoneiros. Segundo a agência de notícias Reuters, conversas nesse sentido já começaram entre o governo e a estatal.

“A Petrobras se recuperou ao longo desses dois anos. Estava em uma situação economicamente desastrosa há muito tempo, mas nós não queremos alterar a política da Petrobras. Nós podemos reexaminá-la, mas com muito cuidado”, disse.

3. Agenda econômica

Entre os indicadores econômicos, às 9h (horário de Brasília), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresenta os números do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, indicador mais aguardado da semana. De acordo com projeções compiladas pela Bloomberg, a economia brasileira deve apresentar crescimento na casa dos 0,3% no período, acima da expansão de 0,1% observada no trimestre anterior. Já no exterior, o destaque fica com a segunda estimativa para PIB dos Estados Unidos nos primeiros três meses do ano, a ser divulgada às 9h30. A mediana das projeções dos economistas é de uma alta de 2,3%.

4. IMTV

No programa Be-a-bá da Bolsa, o analista a Carteira InfoMoney e editor-chefe do site, Thiago Salomão, dará dicas aos investidores que perderam dinheiro na Bolsa em maio sobre como dar a volta por cima e seguir acreditando em bons retornos na renda variável. O programa é transmitido ao vivo a partir das 11h (horário de Brasília) pela IMTV.

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5. Radar corporativo

Além dos protestos dos caminhoneiros e seus desdobramentos políticos, agora a Petrobras enfrenta uma greve dos próprios petroleiros, à revelia de decisão liminar proferida pelo TST. Os papéis da companhia também podem reagir às declarações de Temer sobre a política de preços de combustíveis da estatal. A BR Distribuidora informou que nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste as operações em função dos protestos dos caminhoneiros e obstruções de vias já estão normalizadas, no entanto, em aeroportos secundários e nas regiões Sul e Sudeste, ainda há restrições à circulação que impedem o abastecimento pleno do mercado. A CVM manteve leilão de OPA da Eletropaulo para segunda-feira e deu por encerrado o prazo para outro grupo intervir na oferta. A Sabesp aprovou a contratação de um financiamento de US$ 300 milhões junto ao BID para despoluir o rio Tietê. O conselho de administração do Santander nomeou Valdemir Moreira de Lima para a função de ouvidor.

(com Agência Brasil, Agência Senado e Agência Estado)

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