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Petrobras cai 1% com reajuste e pressão política, Marfrig sobe após acordo; siderúrgicas caem

Confira os destaques do pregão desta terça-feira na B3

Plataforma - petróleo - 1
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O bom humor do mercado internacional contagia o Ibovespa para uma sessão de recuperação após os recuos recentes nesta terça-feira. No radar macro, os investidores digerem as sinalizações dadas pela ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e o impasse envolvendo a política de preços para combustíveis em meio à recente escalada do petróleo nas bolsas mundiais. Confira os destaques acionários deste pregão:

Petrobras (PETR4)
A recente alta nos preços dos combustíveis e a pressão na sociedade têm levado o governo a uma sequência de reuniões sobre o assunto. Os encontros ocorrem no momento em que caminhoneiros deflagram protestos e paralisações em rodovias de diversos estados. A categoria reclama do reajuste das tarifas do diesel, que encarecem o valor do serviço.

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, informou que o governo estuda uma forma de tornar os preços dos combustíveis mais “previsíveis”. Em entrevista dada antes de entrar em reunião de emergência realizada na noite de segunda-feira no Palácio do Planalto, Padilha disse que o governo está preocupado com o aumento constante do preço dos combustíveis, mas ressaltou que ainda não há uma definição do que será feito.

Uma possível alteração na política de preços, por outro lado, preocupa investidores e desagrada a direção da companhia. Outra proposta em discussão é uma possível redução de impostos da estatal, o que permitiria o não repasse da alta do petróleo. A ideia, contudo, enfrenta resistência da ala econômica do governo.

Após uma reunião realizada na manhã desta terça, o presidente da estatal, Pedro Parente, disse que não houve pressão do governo para qualquer alteração na política de preços da companhia. "É reconhecido que [o preço] é uma consequência de mercado internacional e do câmbio. Não houve discussão em relação à política de preços, está exatamente como antes, sem qualquer mudança", afirmou.

Em um ambiente de temor por ingerência, a companhia anunciou nesta terça-feira uma redução no preço da gasolina, de R$ 2,0867/litro para R$ 2,0433/litro, e do diesel, de R$ 2,3716/litro para R$ 2,3351/litro. As alterações correspondem a respectivos cortes de 2,08% e 1,54%. O movimento ocorre em contraste com a alta do petróleo no mercado internacional nos últimos dias. Nesta sessão, a commodity atinge seu maior nível desde 2014, ao passo que os papéis da Petrobras operam em baixa.

Marfrig (MRFG3)
O presidente da companhia, Marcos Molina, acertou um termo de compromisso com o Ministério Público Federal. O acordo trata da "reparação de eventuais danos relacionados à operação Cui Bono", de acordo com comunicado. “Vale destacar que não se trata de um acordo de delação ou colaboração, e não configura admissão de culpa, de modo que suas atividades empresariais não serão impactadas”, afirmou a empresa. Segundo a Marfrig, o termo de compromisso "isenta a companhia de qualquer tipo de pagamento e impacto patrimonial futuro". Em outro comunicado, o MPF disse que o controlador do frigorífico se comprometeu a pagar R$ 100 milhões a título de danos materiais, morais e sociais. Os papéis MRFG3 operam em alta neste pregão, chegando a subir 3,39% na máxima.

Siderúrgicas
As ações do setor operam em queda neste pregão. O Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço) reportou dados negativos para a demanda de aço em abril, com as vendas atingindo 225 mil toneladas, o que corresponde a uma queda de 14% na comparação mensal, mas alta de 5% em bases anuais. Para os analistas do Itaú BBA, o resultado foi negativo, mas esperado. Nesta sessão, as ações de Gerdau (GGBR3) e Usiminas (USIM5) operam no campo negativo. Já os papéis da CSN (CSNA3) destoam com desempenho próximo da estabilidade.

B3 (B3SA3)
A partir de 1º de junho, Pedro Parente não será mais membro do conselho de administração da B3. Em seu lugar, no comando do conselho da companhia, assumirá Antonio Carlos Quintella.

Eletropaulo (ELPL3)
A Enel Investimentos Sudeste protocolou solicitação de anuência prévia para uma possível aquisição de até 100% das ações ordinárias emitidas pela Eletropaulo.

Anima (ANIM3)
O conselho da companhia aprovou sua primeira emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no montante total de R$ 150 milhões.

SulAmerica (SULA11)
As ações da empresa foram elevadas a "outperform" pelo Bradesco BBI.

Valid (VLID3)
O conselho da companhia aprovou a realização de sua sétima emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no montante total de R$ 360 milhões. O prazo de vencimento dos papéis será de cinco anos. Sobre o valor nominal unitário das debêntures, incidirão juros remuneratórios correspondentes a 115% da variação acumulada dos DIs de um dia.

Porto Seguro (PSSA3)
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deu aval à DaVita Healthcare para a compra da Porto Centros.

(com Agência Estado e Bloomberg)

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