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Lucro da CSN salta 1.159%, Itaúsa lucra R$ 2,4 bi e mais 6 balanços; Petrobras fala sobre cessão onerosa e outros destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (15)

Usiminas CSN Gerdau Siderurgia Aço Siderúrgica Indústria Steel
(Reuters)

SÃO PAULO - A temporada de resultados segue sendo destaque, com atenção para os números de CSN, Marfrig, JBS, Carrefour Brasil, entre outras companhias. Mas, além dos balanços, a expectativa pelo acordo entre a Petrobras e a União sobre a cessão onerosa, a elevação de recomendação da Klabin pelo BTG Pactual, entre outras notícias, podem mexer com o mercado. Confira no que se atentar nesta sessão:

Petrobras (PETR3;PETR4)

Segundo o jornal Valor Econômico, a Petrobras pode ficar com mais 2 bilhões de barris no acordo de cessão onerosa. De acordo com a colunista Claudia Safatle, o governo deve ceder entre 1 bilhão e 2 bilhções de barris de petróleo além dos 5 bilhões do acordo original. As negociações devem ser concluídas dentro do prazo do dia 17.

O processo de revisão constatou excedente de 6 bilhões de barris nas reservas dos blocos que compõem a cessão onerosa; o que não for para a Petrobras será leiloado ainda neste ano. A comissão interministerial se reuniu na segunda-feira, incluindo representantes do Ministério da Fazenda, do Tesouro, da Petrobras, do MME e do TCU. 

"A notícia é positiva para o papel, mas para receber pagamentos em barris, ainda são necessárias mudanças de marcos legais, sobre as quais discussões já estão em andamento", destaca a XP Investimentos. A data final esperada para o anúncio é dia 17 de maio. 

Em nota de esclarecimento ao mercado, a companhia disse que, até o momento, , não há definições entre as partes sobre o resultado final da revisão, os valores e os
possíveis meios de pagamento à Petrobras. "Qualquer entendimento entre as partes deverá ser submetido aos processos formais de aprovação, tanto na Petrobras quanto no governo federal", apontou. 

A estatal ainda elevou o preço justo para as ações PETR4 de R$ 26 para R$ 32 ao revisar as estimativas em meio ao preço do petróleo maior e à desvalorização do real. A recomendação segue de compra para os papéis. 

CSN (CSNA3)

O lucro líquido da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) somou R$ 1,486 bilhão no primeiro trimestre do ano, montante mais de 12 vezes superior (ou 1.159% acima) ao registrado no mesmo intervalo do ano passado, quando o ganho foi de R$ 118 milhões. O salto no lucro é explicado pelo item outras receitas líquidas, que somou R$ 1,797 bilhão no período, ante uma perda de R$ 99,2 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. Essa receita é advinda, principalmente, do ganho registrado pela valorização das ações da Usiminas, que passaram a ser reconhecidas, neste trimestre, pelo seu valor justo, por conta de entrada de vigor de nova norma contábil.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado chegou em R$ 1,242 bilhão, recuo de 7% ante o visto um ano antes e aumento de 3% ante o trimestre imediatamente anterior. A margem Ebitda atingiu 23,5% nos três primeiros meses deste ano, ante 28,7% no primeiro trimestre de 2017 e de 23% no intervalo de outubro a dezembro do ano passado.

A receita líquida no intervalo de janeiro a março somou R$ 5,066 bilhões, crescimento de 15% ante o visto um ano antes e leve aumento de 1% em relação ao quarto trimestre do ano passado. “A melhora no desempenho em comparação ao quarto trimestre ocorreu pelos reajustes de preços dos produtos siderúrgicos, enquanto no segmento de mineração a receita líquida permaneceu estável”, destacou a CSN, no documento que acompanha o seu demonstrativo financeiro.

A companhia ainda anunciou que fechou um contrato de venda de sua participação na LLC, empresa localizada nos Estados Unidos, para a Steel Dynamics. O valor base da operação é de US$ 400 milhões, informa a companhia brasileira em Fato Relevante.

A LLC atua no segmento de aços planos. O valor será pago à CSN no fechamento da transação, previsto para ocorrer em até 90 dias. A venda precisa ser autorizada pelos órgãos de controle de concorrência nos Estados Unidos.

Também depois do fechamento, o preço será ajustado de acordo com o capital de giro alvo, definido no contrato em US$ 60 milhões. Segundo a CSN, com base na posição mais atualizada do capital de giro da LLC, o resultado final da transação resultaria em redução do endividamento líquido da siderúrgica em aproximadamente R$ 1,8 bilhão, considerando-se a taxa de câmbio atual.

Conforme aponta o Bradesco BBI, o desempenho de negócios de aço mais fraco, devido à realização de preços piores do que o esperado e custos mais altos, mas desinvestimentos finalmente registram evolução. De acordo com os analistas do banco, a venda de suas operações americanas marca o primeiro passo significativo da CSN para atingir sua meta de levantar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões através da venda de ativos.  

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig teve prejuízo líquido de R$ 206 milhões no primeiro trimestre, uma leve melhora ante o prejuízo de R$ 233 milhões registrados um ano antes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado fechou o período em R$ 352 milhões, avanço de 5% ante os três primeiros meses de 2017.

A companhia ressalta que vive um período de transição, fase iniciada em abril, com o anúncio da aquisição de 51% da National Beef, quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, e da intenção de venda da Keystone Foods, focada em alimentos processados para o segmento de foodservice.

Com a compra da National Beef, a Marfrig Global Foods concentra-se em seu negócio de origem e passa a ser a segunda maior processadora de carne bovina o mundo, em capacidade de produção. Em função desse cenário de transformação do negócio e da descontinuidade da divisão Keystone, os resultados do período são apresentados de forma combinada. 

JBS (JBSS3)

A JBS registrou lucro líquido de R$ 506,5 milhões no primeiro trimestre de 2018, alta de 43,5% sobre os R$ 353 milhões de igual período de 2017 e revertendo prejuízo de R$ 345,1 milhões no quarto trimestre de 2017. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia nos três meses iniciais deste ano ficou em R$ 2,789 bilhões, alta de 30,3% em relação aos R$ 2,141 bilhões do mesmo período de 2017 e recuo de 13% sobre os R$ 3,198 bilhões do trimestre final de 2017.

"Fechamos mais um trimestre de números sólidos, consistentes e que demonstram nossa capacidade de superação", relatou José Batista Sobrinho, CEO Global da JBS, em comunicado ao mercado.

A receita líquida da JBS no primeiro trimestre de 2018 somou R$ 39,78 bilhões, aumento de 5,8% na comparação anual. O resultado financeiro líquido da JBS entre janeiro e março deste ano foi negativo em R$ 1,18 bilhão, piora de 170% em relação ao resultado de igual período de 2017. A dívida líquida da companhia caiu 4,8%, para R$ 45,504 bilhões. O nível de alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, caiu de 4,23 vezes para 3,24 vezes em um ano.

"A firme melhora em nossos indicativos de saúde financeira, trimestre após trimestre, demonstra a nossa determinação permanente. Além disso, o acordo de normalização da dívida de curto prazo no Brasil, com extensão do prazo em três anos, anunciado hoje, demonstra a confiança das instituições financeiras na gestão da companhia e contribui para uma significativa extensão do prazo médio de vencimento das nossas dívidas, assegurando a liquidez financeira e a continuidade do bom desempenho operacional", relatou Batista Sobrinho.

A JBS ainda fechou com bancos no Brasil e no exterior um acordo de normalização. As instituições financeiras que participam do acordo representam 78% do montante total de dívidas bancárias da companhia.

O acordo garante a manutenção de linhas de crédito de aproximadamente R$ 12,2 bilhões por um período de 36 meses contato a partir de julho deste ano. A JBS terá que realizar a amortização aproximada de 25% do principal a partir de janeiro de 2019 até o término da vigência do acordo, em julho de 2021.

“A celebração deste Acordo de Normalização demonstra a confiança das instituições financeiras na gestão da Companhia e contribui para uma significativa extensão do prazo médio de vencimento das nossas dívidas, assegurando a liquidez financeira e a continuidade do bom desempenho operacional”, comentou José Batista Sobrinho, CEO Global da JBS, por meio de Fato Relevante divulgado pela companhia.

Light (LIGT3)

A Light registrou  lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 92,751 milhões no primeiro trimestre deste ano, 3,7 vezes acima dos R$ 24,632 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. 

Já a receita líquida da companhia foi de R$ 2,979 bilhões, alta de 10,5% ante os $ 2,694 bilhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado ajustado foi de R$ 472 milhões no primeiro trimestre de 2018, 3,8% menor na base de comparação anual. 

Carrefour Brasil (CRFB3)

O lucro líquido atribuído aos acionistas controladores do Carrefour Brasil cresceu 73,9%, para R$ 280 milhões, no primeiro trimestre de 2018. O resultado consolidado foi de R$ 332 milhões, 66,8% maior que no mesmo período do ano passado. A administração da rede supermercadista destaca que o dado é fruto do crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e “de um nível significativamente menor e sustentável das despesas financeiras.”

O Ebitda ajustado consolidado ficou em R$ 843 milhões no trimestre, alta de 16,3%, e com margem Ebitda ajustada de 7,1%, 0,66 ponto porcentual maior.

O CEO do Grupo Carrefour Brasil, Noël Prioux, destacou em comunicado que acompanha as demonstrações financeiras “ganhos de produtividade e rígido controle de custos” que ajudaram a registrar o aumento do lucro líquido. Também comentou sobre a expansão do Atacadão, com quatro novas lojas no período, e o contínuo crescimento do e-commerce que impulsionaram o crescimento de 6% nas vendas brutas, chegando a R$ 13,0 bilhões, “apesar da persistente deflação de alimentos”.

A receita líquida cresceu 5,6% no mesmo comparativo, para R$ 12,544 bilhões de janeiro a março. As despesas financeiras líquidas tiveram uma redução de 60,7%, para R$ 83 milhões no primeiro trimestre de 2018.

Metal Leve (LEVE3)

A Mahle Metal Leve fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 71,3 milhões, uma alta de 86% em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita líquida cresceu 14,5%, passando de R$ 540,5 milhões para R$ 618,7 milhões.

O forte desempenho da companhia foi reflexo de uma melhora no resultado operacional, que cresceu 74,7%, para R$ 96,1 milhões, assim como a evolução da linha financeira, que reduziu o prejuízo em 86%, para R$ 1,8 milhão.

JHSF (JHSF3)

A JHSF Participações teve prejuízo líquido de R$ 10,9 milhões no primeiro trimestre de 2018, 38% menor frente o prejuízo do ano passado, enquanto  a receita teve alta de 2,2%, a R$ 89,9 milhões, na mesma base de comparação.  O Ebitda foi de R$ 27,2 milhões, aumento de mais de três vezes na comparação anual. 

As vendas dos lojistas subiram 8,5%, a R$ 462 milhões, enquanto as vendas em mesmas lojas (unidades abertas há pelo menos um ano) tiveram alta de 3% no trimestre.

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa, controladora do Itaú Unibanco e das empresas Duratex e Alpargatas, teve um lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre, 23,5% acima dos R$ 1,9 bilhão na base de comparação anual. Já o lucro líquido recorrente teve alta de  16,5%, a R$ 2,1 bilhões. A receita subiu 7,1%, passando de R$ 1,17 bilhão para R$ 1,26 bilhão. 

OI (OIBR4)

A Oi comunicou o adiamento da divulgação das informações relativas ao primeiro trimestre de 2018 para o dia 28 de maio. O balanço seria divulgado hoje.

A decisão foi tomada após uma deliberação entre a administração e os auditores independentes a respeito do “momento adequado para o reconhecimento contábil da reestruturação da dívida”, prevista no plano de recuperação judicial, em especial, a conversão de títulos da dívida detidos por credores em ações da empresa, diz o comunicado da tele.

A Oi antecipou alguns indicadores financeiros preliminares, “para garantir a estabilidade das expectativas do mercado”. O Ebitda foi R$ 1,56 bilhão, 9,3% abaixo frente os R$ 1,72 bilhão registrados no mesmo período de 2017, enquanto o  caixa teve baixa de 19%, R$ 6,22 bilhões. 

Recomendações

O Itaú BBA cortou beta da Brazil Buy List com Fleury e Vivo. (Bloomberg) -- Fleury e Vivo foram adicionadas ao portfólio após bons resultados no primeiro trimestre e desempenho abaixo da média no ano; Iochpe Maxion e Tegma foram removidas, diz Itaú BBA em relatório.

Fleury pode entregar ganhos de margem quando novas unidades tiverem maduras; a recomendação é outperform, com valor justo de R$ 32,40 por ação. Já a Vivo possui perfil defensivo e bom potencial de pagamento de dividendos, com sólida geração de fluxo de caixa e crescimento de banda larga fixa e móvel; outperform, valor justo de R$ 59 por ação. Já Iochpe Maxion e Tegma foram removidos para reduzir a exposição ao setor industrial após revisão para baixo das previsões do PIB pela equipe macro do Itaú.

A Brazil Buy List contém agora: Petrobras, Gerdau, Banco do Brasil, Tim, Cyrela, Cemig, Vale, Estácio, Fleury e Vivo.

MSCI

O MSCI anunciou sua revisão semestral do índice, com nove mudanças no índice  MSCI emergentes. O Brasil terá três entradas de ações - IRB (IRBR3), Magazine Luiza (MGLU3) e BR Distribuidora (BRDT3) e duas saídas - Qualicorp (QUAL3) e Taesa (TAEE11).

Sabesp (SBSP3)

A Sabesp divulgou que Karla Bertocco Trindade foi eleita pelo Conselho de Administração para o cargo de diretora-presidente da companhia. Bertocco substitui Jerson Kelman, que apresentou carta de renúncia na segunda-feira. Ela também integrará o Conselho de Administração enquanto ocupar o cargo de diretora-presidente.

O anuncio é uma continuidade ao fato relevante divulgado em 4 de maio, em que o governo de São Paulo encaminhou recomendação para que o Conselho de Defesa dos Capitais do Estados (Codec) oriente o Conselho de Administração da Sabesp a eleger Trindade para o cargo de diretora-presidente da empresa. Bertocco exercia o cargo de subsecretária de Parcerias e Inovação no governo paulista.

Duratex (DTEX3)

O Valor Econômico reportou que a provável venda da Lwarcel para a Indonésia April está perto de ser sacramentada. A expectativa é que um acordo possa ser anunciado esta semana, por um potencial valor de R$ 1,8 bilhão a R$ 2,7 bilhões. Espera-se também que o novo sócio injete capital para executar o plano de expansão da empresa, que pretende elevar a capacidade de produção de 250kt para 1.5mt até 2020, por R$ 5 bilhões. "A notícia também e positiva para a Duratex, que poderia vender parte da sua floresta para o comprador, ajudando na desalavancagem", destaca a XP. 

Recomendações

A Klabin (KLBN11) foi elevada a ’compra’ pelo BTG Pactual, com preço-alvo de R$ 26, enquanto a Natura (NATU3) teve a recomendação reduzida a marketperform pelo BB Investimentos, com preço-alvo de R$ 52. 

Braskem (BRKM5)

A Braskem anunciou a contratação de empréstimo de US$ 1 bilhão com bancos. A linha de crédito rotativo foi contratada com sindicato de bancos, segundo a empresa, e tem vencimento em 2023.

BRF (BRFS3)

A BRF informou que 12 unidades da empresa no Brasil foram proibidas de exportar produtos de origem animal para a União Europeia (UE). Em comunicado, a BRF ressalta que concluirá estudos e avaliações, que já estão em andamento, para o "planejamento de sua produção a fim de buscar as melhores alternativas para reequilibrar o nível de oferta de seus produtos frente ao cenário de demanda que se apresenta".

A medida da UE entrará em vigor nesta quarta-feira, 16, e sua publicação pelas autoridades sanitárias brasileiras ainda está pendente, ressalta o comunicado da BRF.

A União Europeia publicou nesta segunda-feira, 14, a decisão de proibir importações de produtos de origem animal de 20 unidades no Brasil que antes eram autorizadas a exportar para os países europeus. A decisão da UE foi tomada como um desdobramento da Operação Carne Fraca da Polícia Federal.

A BRF ressalta que a decisão da UE atinge somente as unidades localizadas no Brasil e que possuem habilitação para exportação para a União Europeia. Assim, não afeta o fornecimento para outros mercados ou ainda, das demais plantas da BRF localizadas fora do Brasil e que exportam para o mercado europeu.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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