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Ibovespa Futuro sobe e recupera-se depois de recuar 3.600 pontos em cinco pregões

Mercado acompanha otimismo do exterior diante da alta das commodities

trader - DAX - bolsa de Frankfurt - 02/08/12
(Alex Domanski/Reuters)

SÃO PAULO - Os contratos futuros do Ibovespa com vencimento em junho subiam 0,06%, aos 83.620 pontos, às 9h26 (horário de Brasília) desta segunda-feira (7), recuperando-se da queda de 3.600 pontos nos últimos cinco pregões e refletindo o otimismo visto no mercado internacional.

Os contratos futuros dos índices Dow Jones e S&P 500 sobem 0,35% e 0,38%, respectivamente, seguindo o movimento de alta do petróleo, que supera a faixa de US$ 70 pela primeira vez desde novembro de 2014 com investidores se preparando para a reimposição de sanções dos EUA contra o Irã.

Apesar do clima de menor aversão ao risco, o dólar futuro resiste com sua tendência de alte e registrava valorização de 0,27%, aos R$ 3,549, enquanto os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam praticamente estáveis, cotados 6,27% e 8,07%, respectivamente.

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas fecharam em alta em movimento liderado pela China, com os ganhos das empresas do setor de tecnologia superando as incertezas em vista da falta de progresso na última rodada de conversas comerciais com os EUA. As empresas do setor subiram após na última sexta-feira o governo chinês alterar as regras para emissão de ações e abrir caminho para que as companhias de tecnologia chinesas listadas no exterior também sejam negociadas na China continental.

No mercado de commodities, o petróleo tem quarta alta seguida e passa de US$ 70 o barril pela 1ª vez desde novembro de 2014 com investidores se preparando para a reimposição de sanções dos EUA contra o Irã, enquanto o minério de ferro opera próximo à estabilidade em Dalian. 

Às 9h26, este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,38%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,35%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,56%

*DAX (Alemanha) +0,41%

*FTSE (Reino Unido) +0,86%

*CAC-40 (França) +0,07%

*FTSE MIB (Itália) +0,27%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,23% (fechado)

*Shangai (China) +1,48% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,03% (fechado)

*Petróleo WTI +0,92%, a US$ 70,36 o barril

*Petróleo brent +0,87%, a US$ 75,52 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,21%, a 470 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin -1,80%, R$ 33.825 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Agenda econômica doméstica

Em destaque na agenda econômica, na quinta-feira (10), às 9h00, o IBGE apresenta o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, com a expectativa de uma alta de 0,28% no mês, levando o acumulado de 12 meses para 2,82%. Confirmado esse resultado, o Copom ainda terá tranquilidade para realizar mais um corte de juros em sua próxima reunião, que ocorre nos dias 15 e 16 de maio.

Além da inflação, os dados de comércio serão importantes na semana. Segundo a GO Associados, com a atividade em ritmo morno de expansão, o comportamento do varejo será importante para avaliar a economia, após a produção industrial ter apresentando comportamento abaixo do esperado. Na sexta-feira (11), o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Comércio de março. A GO Associados projeta recuperação do setor, com alta de 0,8% no conceito restrito (não inclui automóveis e materiais de construção) e de 1,9% no ampliado, no mês de março em relação ao mês de fevereiro.

Na política, a votação pela Câmara dos Deputados do cadastro positivo, já adiada algumas vezes, poderá ser retomada na próxima terça-feira (8), segundo o presidente da Casa e pré-candidato do DEM à Presidência da República, Rodrigo Maia. Chama atenção ainda a decisão sobre o Habeas Corpus de Lula que está na 2ª turma do STF e que será decidido por meio de votação eletrônica até a próxima semana, podendo até tirar o ex-presidente da prisão.

Agenda externa

Os índices de inflação e do núcleo de inflação dos EUA relativo ao mês de abril serão divulgados na quinta-feira (10) e serão os dados mais importantes da semana, segundo a GO Associados. Ambos os dados são esperados acima da meta de 2% do Federal Reserve. No caso de um resultado acima das expectativas, poderá reforçar as apostas em um movimento mais rápido da subida da taxa de juros no país.

Na última semana, o Fomc (Comitê de Política Monetária, na sigla em inglês) decidiu manter a taxa de juro estável (no intervalo de 1,50% a 1,75%), mas indicou estar atento à inflação. Com isso, qualquer indicação do aquecimento da economia norte-americana e aceleração da inflação deve reforçar a possibilidade de um cenário com quatro altas no ano, contra três esperadas até o momento.

Na Ásia, os destaques serão os dados do comércio exterior da China, que serão divulgados na terça-feira (8), que mostrarão o possível impacto negativo das tensões comerciais do país com os EUA. Por fim, na quarta-feira (9) serão divulgados os dados de inflação do país. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

Política no radar e na IMTV

As movimentações eleitorais seguem sendo destaque no noticiário dos jornais, com destaque para as informações de que o presidente Michel Temer e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin marcaram um encontro em busca de aproximação para uma possível aliança. Segundo a Folha, Temer dirá que pode abrir mão de sua candidatura à reeleição e trabalhar com o tucano para tentar unir a coalizão que o levou à Presidência da República em 2016. Ainda sobre Temer, em entrevista ao SBT, o presidente afirmou que estuda redução preços de energia e gasolina ainda nesse semestre.

Enquanto isso, o Estadão do domingo destacou que o pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, investe na aproximação com a elite financeira do País, citando visitas dele em eventos como Fórum da Liberdade, Iedi e Agrishow. Ciro está mais aberto a escutar e menos voluntarioso, disse ao jornal o presidente da CNI, Robson Andrade. O empresário teve recentemente uma longa conversa com o pré-candidato do PDT e os dois concordaram na necessidade da reforma Previdência e do ajuste fiscal. Quando o assunto é a reforma trabalhista, porém, os apoiadores de Ciro admitem que sua proposta de revogar a reforma é um calcanhar de Aquiles na tentativa de ser palatável ao setor financeiro.

Na IMTV, o InfoMoney entrevista, ao vivo, a partir das 11h00, o empresário Flávio Rocha, pré-candidato à presidência pelo PRB. Na pauta, as motivações para uma nova investida na política, as propostas para o país e os desafios de se construir uma candidatura liberal na economia viável em um ambiente de fragmentação deste espectro eleitoral. Também participa da entrevista o analista político Carlos Eduardo Borenstein, da consultoria Arko Advice. Confira a grade completa da IMTV clicando aqui.

Noticiário corporativo

O destaque do noticiário corporativo fica para a Sabesp: o governo de São Paulo encaminhou recomendação para eleger Karla Bertocco Trindade para o cargo de diretora presidente da empresa, em substituição a Jerson Kelman. Atualmente, Karla Bertocco exerce o cargo de subsecretária de Parcerias e Inovação no governo paulista. A Energisa revogou oferta pública de ações da Eletropaulo, enquanto o Credit Suisse revisou o setor de construção civil elevando a recomendação para as ações da Cyrela, Even, Tecnisa, MRV, Tenda e Direcional. Além disso, a Triunfo protocolou o pedido de recuperação judicial de Viracopos.

No radar de resultados, a BB Seguridade divulga resultados antes da abertura dos mercados, enquanto outras 9 companhias divulgam balanços após o fechamento. Na sexta-feira, a BR Distribuidora divulgou que seu lucro subiu 58% e atingiu R$ 247 milhões no 1º trimestre. Aliás, na semana, a temporada de resultados ganha força, com mais de 80 empresas apresentados seus números do primeiro trimestre, em especial a Petrobras (PETR3) na terça, além de Magazine Luiza (MGLU3), Braskem (BRKM5), BRF (BRFS3), Natura (NATU3) entre outras.

No InfoTrade de hoje, destaque para o Ibovespa, que deixou um candle de reversão e abre espaço para uma recuperação. No "Gráfico do Dia", as atenções ficam por conta dos papéis da B2W (BTOW3), que podem oferecer compra ao teste do importante suporte em R$ 31,70. Veja mais clicando aqui. 

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

 

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