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Itaú lucra R$ 6,4 bi no 1º trimestre, Eletrobras faz acordo nos EUA, 3 notícias de Petrobras e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (2)

Agência do itaú
(Divulgação)

SÃO PAULO - A volta do feriado tem como destaque a repercussão dos números do Itaú Unibanco, que lucrou R$ 6,42 bilhões no primeiro trimestre de 2018, além das recomendações para RD e Suzano do JPMorgan e do Santander, respectivamente. A Eletrobras ainda assinou acordo para encerrar ação coletiva nos EUA, enquanto as negociações sobre a sobretaxação do aço e alumínio segue no radar. Confira os destaques:

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,42 bilhões no 1º trimestre de 2018, superando levemente a expectativa do mercado de R$ 6,37 bilhões, como também 4% acima do visto no mesmo período de 2017, quando o banco lucrou R$ 6,17 bilhões. O número também superou o lucro de R$ 6,28 bilhões acumulado no 4º trimestre do ano passado.

O Produto Bancário, que seria uma "proxy" da receita líquida, atingiu R$ 27,42 bilhões no primeiro trimestre de 2018, uma ligeira alta de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, houve uma queda de 1,47% em relação aos R$ 27,84 bilhões do 4º trimestre de 2017.

O ROAE (Retorno Médio Sobre o Patrimônio Líquido) do banco no período entre janeiro e março deste ano ficou em 22,2%, acima dos 21,9% registrados no 4º trimestre de 2017. Ainda falando sobre o desempenho do banco, o índice de inadimplência de 90 dias ficou estável em 3,1% na mesma base de comparação, ao passo que o Índice de Eficiência caiu de 49,2% para 45,9% na passagem do quarto trimestre do último ano para o primeiro trimestre de 2018.

Os ativos totais da instituição iniciaram o ano atingindo a marca de R$ 1,52 trilhão, uma alta de 1,4% em relação ao visto no 4º trimestre de 2017. Na mesma toada, os ativos sob gestão do banco subiram e mudaram de patamar, passando de R$ 969,8 bilhões para R$ 1,02 trilhão.

De acordo com o BTG Pactual, os números do primeiro trimestre foram praticamente em linha e pouco inspiradores, com a qualidade dos lucros não sendo tão forte quanto dos anos anteriores e ajudados pelos ganhos em operações. 

Já o Credit Suisse apontou que os números que a companhia apresentou foram entre neutros e marginalmente negativos. Apesar do lucro líquido ter vindo em linha com o consenso, os analistas do banco suíço destacaram que o forte resultado da tesouraria de R$ 1,7 bilhão, com alta de 21,4% na comparação trimestral, compensou a queda do NII e a baixa cobertura do novo NPL (non performing loan). O banco reportou um NPL formation de R$ 5 bilhões, o maior desde o quarto trimestre de 2016, reflexo da deterioração no portfólio de varejo e uma piora na qualidade de credito das operações da América Latina.

Apesar disso, os analistas do Credit não acreditam que a projeção do ano de lucro de R$ 26.8 bilhões esteja em risco já que as despesas de provisão e a qualidade dos ativos devem melhorar ao longo de 2018. "Reforçamos o nosso outperform, mas preferimos Santander Brasil e Bradesco entre os bancos brasileiros", concluem os analistas.

 

Duratex (DTEX3)

A Duratex teve um lucro recorrente de R$ 30,8 milhões no primeiro trimestre de 2018, revertendo o prejuízo de R$ 9,28 milhões registrado no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado recorrente foi de R$ 182,13 milhões, alta de 22,9% na base anual. 

A margem Ebitda ficou em 18,1%, 2,5 pontos percentuais superior ao 15,6% do ano anterior, enquanto a receita líquida ficou em R$ 1,01 bilhão, 5,7% na base de comparação anual. 

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Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro teve lucro líquido de R$ 276,1 milhões no primeiro trimestre de 2018, com receita de R$ 4,39 bilhões. 

Os prêmios emitidos brutos somaram R$ 3,70 bilhões, enquanto a sinistralidade foi de 52%. O retorno médio sobre o patrimônio foi positivo de 14,2%. 

 

Siderúrgicas

O governo brasileiro avalia negociar com os Estados Unidos alterações no cálculo das cotas de exportação de aço e alumínio para diminuir prejuízos ao comércio por causa das sobretaxas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio anunciadas em março. Segundo fontes do governo ouvidas pelo Estadão, essa é uma das poucas alternativas que restam, depois que os americanos colocaram apenas duas alternativas sobre a mesa: cota ou sobretaxa.

As duas opções são consideradas ruins pelo governo e pelo mercado. A cota é uma forma de limitar as exportações estabelecendo volumes máximos a serem embarcados para os EUA. Já a sobretaxa eleva o valor pago pelo importador americano, o que pode inviabilizar as vendas para aquele mercado. O Brasil vinha defendendo, nas negociações, que não deveria sofrer nenhum tipo de restrição no comércio dos dois produtos. O principal argumento é que 80% do aço exportado para os EUA é semiacabado, ou seja, insumo para a indústria local. Os negociadores vinham nessa queda de braço até que, na última sexta-feira, os americanos avisaram que não havia mais tempo para negociação e que o País precisaria escolher entre cota ou sobretaxa. No fim da noite de segunda-feira, quando terminou o prazo dado por ele próprio para a conclusão das negociações com os países afetados pela sobretaxa, o presidente Donald Trump disse que havia fechado um acordo "em princípio" com o Brasil e que seriam necessários mais alguns dias para negociar detalhes.

Muito provavelmente, Trump se referia às cotas que eles propuseram ao Brasil e sobre as quais não tiveram resposta positiva. Mas, fora desse cardápio, aparentemente não há muitas opções, admitem fontes. Uma possibilidade seria questionar a medida norte-americana na Organização Mundial do Comércio (OMC). Não há decisão de governo quanto a isso.

"Precisamos esperar para ver como fica", disse ontem ao Estado o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego. Ele confirmou que havia as duas opções sobre a mesa, mas não está seguro sobre o que acontecerá, agora que os Estados Unidos decidiram prorrogar o prazo das negociações.

No caso do setor de alumínio, a proposta americana era uma cota baseada na média das exportações dos últimos cinco anos. Esse volume, disse o executivo, não é suficiente nem para cumprir as vendas que já foram contratadas para este ano. Além disso, a cota proposta por eles é do tipo "hard", além da qual não se pode exportar mais nada. Por isso, segundo fontes, o setor tendia a optar pela sobretaxa. Rego não confirmou. Ele prefere esperar para ver se haverá alguma alteração na proposta americana.

Recomendações

No radar de recomendações, a RD (RADL3) teve a recomendação reduzida a neutra pelo JPMorgan, a R$ 73, enquanto a Suzano (SUZB3) foi elevada a compra pelo Santander, com preço-alvo de R$ 47. Já  a Metal Leve (LEVE3) foi elevada a ’outperform’ pelo Itaú BBA, com preço-alvo de R$
30.

Oi (OIBR4)

A Pharol, maior acionista da Oi, quer participar da oferta de ações da companhia brasileira após a troca de dívida por ações com credoresos, disse Luis Palha, presidente da Pharol, em entrevista ao site português Eco.pt.

A administração da Pharol, em reunião em maio, pedirá aos acionistas que aprovem um aumento de capital de até 40 mi de euros e autorizem a emissão de bonds com essa finalidade, disse Palha, reforçando que a empresa quer estar preparada. Se o aumento de capital da Oi for atraente, a Pharol quer poder participar, disse ele. 

Eletrobras (ELET6)

A Eletrobras assinou acordo para encerrar ação coletiva nos EUA. O memorando de entendimento foi assinado com vistas a um acordo para encerrar todas as ações iniciadas por investidores detentores de ações da empresa, diz Eletrobras em comunicado.

O acordo prevê o pagamento de US$ 14,75 milhões para os membros da classe da ação coletiva e está sujeito à aprovação do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York (SDNY).

A Eletrobras nega as acusações feitas no processo e diz que o acordo não representa reconhecimento de ato ilegal ou culpa. 

Petrobras (PETR4)

Três notícias agitam o noticiário sobre Petrobras. A companhia concluiu a venda de ativos para Alpek e cessão de Azulão, informou a estatal na última segunda-feira. 

Foi concluída a venda de 100% das ações detidas na PetroquímicaSuape e Citepe para o grupo Petrotemex e para a Dak Americas Exterior, subsidiárias da Alpek. A estatal recebeu R$ 1,5 bilhão com a venda após ajustes previstos no contrato.

A Petrobras também anunciou conclusão da cessão de direitos do Campo de Azulão, no Amazonas, para a Parnaíba Gás Natural, subsidiária da Eneva. A conclusão gerou pagamento de US$ 56,5 milhões  para a Petrobras, após ajustes. Ambas as transações são parte do programa de desinvestimentos da companhia.

A empresa ainda anunciou o preço de resgate antecipado de títulos com vencimento em 2020. O valor total do resgate antecipado aos investidores dos títulos 5,750% global notes e 4,875% global notes com vencimento em 2020, somou US$ 1,4 bilhão, excluindo juros capitalizados. O resgate será financiado com recursos em caixa e a liquidação financeira do resgate será em 3 de maio.

Por fim, a Petrobras cortou o preço da gasolina de R$ 1,8072 o litro para R$ 1,7893 o litro e do diesel de R$ 2,0877 o litro para R$ 2,0535 o litro, com preços antes de impostos válidos a partir de quinta-feira (3). 

BRF (BRFS3)

Funcionários da BRF que trabalham diretamente com o frango destinado a exportação poderão ter o salário diminuído para preservar seus empregos. A proposta será apresentada pelo Ministério do Trabalho aos sindicatos e à empresa, que sofre com um embargo europeu às exportações. Diante da queda da demanda externa pelo frango brasileiro, sindicatos calculam que 7 mil empregados já estão em férias coletivas e que, se o embargo não cair, até 15 mil postos de trabalho poderiam estar em risco.

A proposta do secretário de Relações do Trabalho, Luis Carlos Barbosa, é retomar o Programa Seguro-Emprego (PSE) para evitar demissão em massa. Nessa iniciativa, o trabalhador tem a garantia da manutenção do emprego, mas com salário e carga horária 30% menores. Como contrapartida, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) paga compensação equivalente a 15% do salário. Assim, o gasto salarial da empresa cai 30%, mas a renda do empregado reduz 15%.

Para usar esse instrumento, porém, seria preciso alterar a lei, já que o atual prazo de adesão ao programa terminou em 31 de dezembro de 2017. Esse mecanismo foi criado em 2015 para evitar o aumento do desemprego e, à época, teve grande adesão de montadoras e fornecedores do setor automotivo. "Temos de ver quais mecanismos legais podemos usar. Como estamos em uma crise do setor, podemos usar esse instrumento legal e negociar com a empresa. Em vez de demitir, a gente reduz o salário", defendeu o secretário.

CCX (CCXC3)

Na CCX Carvão, o Conselho de Administração elegeu Fernando Martins como presidente do Conselho e Miguel Burlamarqui como presidente e diretor de relações com investidores. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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