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Ibovespa dispara 2% e registra maior alta desde o retorno do Carnaval; dólar perde os R$ 3,40

Alta das commodities gera otimismo no mercado, que volta a testar a faixa de 86 mil pontos

SÃO PAULO - O Ibovespa dispara 2,35%, aos 86.060 pontos, às 14h44 (horário de Brasília) desta quarta-feira (18), registrando a maior alta desde o retorno do Carnaval (14 de fevereiro) quando subiu 3,27%, impulsionado pelas commodities. Destaque também para as ações da BRF (BRFS3), que sobem forte após notícia de que Pedro Parente poderá presidir o conselho da companhia.

O petróleo subia 2% em Nova York e atinge a faixa de US$ 68 o barril pela primeira vez em 3 anos após confirmada a queda dos estoques de petróleo norte-americanos na última semana, o que implica em menor oferta da commodity. Na mesma toada, os contratos futuros de minério de ferro negociados na China registram mais um dia de ganhos e sobem 4,26% após o Banco Central da China anunciar corte de 1 ponto porcentual no compulsório bancário, medida que deve liberar cerca de 1,3 trilhão de yuans (cerca de US$ 200 bilhões) em recursos.

Diante do clima de euforia na Bolsa, o dólar futuro com vencimento em maio registrava desvalorização de 0,69%, aos R$ 3,389, ao mesmo tempo em que os juros futuros com vencimento em janeiro 2021 registravam queda de 4 pontos-base, cotados 7,87%.

Destaques do mercado

Do lado positivo, destaque para as ações do setor siderúrgico e Vale, que sobem diante da alta do minério de ferro na China. Na ponta negativa, os papéis da Suzano recuam em linha com o movimento de correção do dólar neste pregão.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 11,10 +8,40 +21,98 171,17M
 BRFS3 BRF SA ON 22,80 +8,37 -37,70 146,99M
 CSNA3 SID NACIONALON 9,18 +5,64 +9,55 77,76M
 GOAU4 GERDAU MET PN 8,22 +4,98 +41,97 112,65M
 VALE3 VALE ON 47,98 +4,46 +20,53 900,36M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CCRO3 CCR SA ON ED 11,95 -1,65 -24,79 91,32M
 QUAL3 QUALICORP ON 22,20 -0,85 -28,39 45,95M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 37,60 -0,77 +101,18 121,87M
 RADL3 RAIADROGASILON 70,02 -0,74 -23,57 52,92M
 KROT3 KROTON ON 13,93 -0,71 -23,81 62,78M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Mais uma derrota de Lula

No Brasil, após a decisão da véspera de tornar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) réu por corrupção passiva e obstrução de Justiça, os olhos se voltam novamente ao STF. Na pauta do Supremo, está a análise do habeas corpus do deputado de Paulo Maluf, que traz também de volta o debate sobre a possibilidade de decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal serem alvo de novos pedidos de habeas corpus na Corte - o que poderia  abrir uma brecha para que já se iniciassem esforços em busca da soltura de presos, como o caso do ex-presidente Lula.

Além disso, por unanimidade, os três desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) rejeitaram a apreciação dos novos embargos de declaração da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá (SP).

Agora, esgotados os recursos em segunda instância, caso a defesa do petista decida recorrer da decisão do TRF-4, o processo será analisado pela vice-presidência do próprio Tribunal e posteriormente encaminhado ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Marina Silva e Joaquim Barbosa "pró-mercado"

O destaque do noticiário desta sessão fica para as ideias econômicas apontadas por jornais para os dois destaques do Datafolha, Marina Silva e Joaquim Barbosa. Segundo o Valor Econômico, a pré-candidata da Rede confirmou ontem que os economistas Eduardo Giannetti, André Lara Resende, considerado um dos autores do Plano Real, e engenheiro Bazileu Margarido, ex-Ibama, coordenarão seu programa de governo. Bernard Appy, que foi da equipe de Palocci na Fazenda, colabora institucionalmente com projeto de reforma tributária.

Já a Folha destaca que as ideias de Barbosa mesclam pauta liberal e questões sociais: Barbosa se apresentou a integrantes de seu novo partido como um defensor de reformas estruturais, de privatizações e da livre concorrência. Ponderou, ainda, que o governo deve trabalhar pela redução de desigualdades e pela preservação de garantias fundamentais dos cidadãos. Quatro políticos que estiveram com o ex-ministro afirmaram que Barbosa se posicionou claramente a favor da venda de estatais à iniciativa privada, mas sem tocar nas joias da coroa, como a Petrobras. O ex-ministro diz reconhecer a necessidade de mudança nas aposentadorias, mas com regras mais moderadas do que as propostas por Michel Temer.

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