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Governo não desiste de decreto sobre Eletrobras, Light faz roadshow, e mais 8 notícias no radar

Confira as principais notícias corporativas no radar da noite

Eletrobras
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - Nem mesmo o fechamento de um pregão tumultuado trouxe calmaria ao mercado nesta segunda-feira (16). Após uma queda expressiva das principais ações do mercado acionário brasileiro, é o noticiário das empresas que chama atenção antes do próximo pregão. Confira os principais destaques do radar corporativo:

Eletrobras (ELET6)
Em dificuldades para avançar com o tema da privatização da Eletrobras, o governo está concentrando energias para destravar a pauta, que na última semana encontrou na possibilidade de edição de decreto para incluir a companhia no Plano Nacional de Desestatização um novo fator de tensão com o Poder Legislativo. Segundo reportagem do site Poder360, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse que o governo não desistiu de editar dispositivo que permita a continuação dos estudos e avaliações sobre a desestatização. Mas, de acordo com ele, o texto deixará claro que o processo de privatização necessita de autorização do Congresso Nacional.

Funcionários da companhia promovem uma paralisação de 24 horas nesta segunda-feira, em protesto contra a privatização. A Federação Nacional de Urbanitários afirma ter registros de adesão ao movimento nos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, e Tocantins. A entidade argumenta que o processo resultará em aumento das tarifas, queda na qualidade dos serviços, demissões e perda da soberania nacional.

Light (LIGT3)
Três fontes com conhecimento no assunto informaram a Bloomberg que a companhia fará um roadshow com investidores entre os dias 18 e 24 de abril na Europa e nos Estados Unidos. Segundo eles, Banco do Brasil Securities, Citi, Santander, Bradesco e Itaú são os bancos que participam da organização das reuniões com os investidores, segundo as pessoas.

Minerva (BEEF3)
A companhia informou o cancelamento do plano de oferta de bonds e compra antecipada dos títulos, em função das atuais condições do mercado de capitais internacional. Em março, o conselho da Minerva havia aprovado emissão de até US$ 500 milhões de títulos perpétuos da Minerva Luxembourg com juros de até 7,5%/8% e recompra antecipada de títulos com juros de 8,75%.

CCR (CCRO3)
A companhia comunicou o mercado que, a partir de 30 de abril, iniciará o pagamento de dividendos mínimos obrigatórios e complementares referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017. Os proventos somam R$ 400 milhões, o que equivale a R$ 0,198019801980 por ação ordinária. Terão direito aos recursos os titulares das ações até o fechamento do pregão desta segunda-feira.

Copasa (CSMG3)
A empresa comunicou que, por motivos pessoais, Luiz Gustavo Braz Lage, diretor financeiro e de relações com investidores, solicitou o seu desligamento da companhia, a partir de 17 de abril, e será substituído por Frederico Lourenço Ferreira Delfino, diretor de operação sul, que acumulará, interinamente, as funções do substituído. "A substituição perdurará até o provimento definitivo do cargo a ser decidido na primeira reunião do Conselho de Administração que se realizar, atuando o substituto então eleito até o término do mandato original", informou a companhia.

Carrefour (CRFB3)
A agência de classificação de risco Standard & Poor's atribuiu rating de crédito corporativo ‘brAAA’, em escala nacional, à companhia, com perspectiva estável. Segundo os analistas da instituição, o rating do Grupo Carrefour Brasil reflete uma expectativa de persistência da sólida posição de mercado no varejo alimentar brasileiro, simultaneamente a uma rentabilidade crescente e baixo endividamento. "Por outro lado, a empresa apresenta menor escala e pouca diversificação geográfica quando comparadas às dos grandes players (participantes) internacionais", ponderaram.

RD (RADL3)
A companhia anunciou que concluiu a realização de sua segunda emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em nove séries, e total de 40 mil papéis, com valor nominal unitário de R$ 10 mil e total de R$ 400 milhões.

Raízen Energia
O conselho da empresa aprovou, em reunião realizada em 9 de abril, o pagamento antecipado de até R$ 350 milhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e agentes financeiros. Também foi aprovada a contratação de célula de crédito bancário com o Bradesco de até R$ 350 milhões, com prazo de 2 anos e juros de 6,05% ao ano.

Banrisul (BRSR6)
O banco informou alterações na diretoria executiva, em função de distribuição de responsabilidades entre seus membros. O atual diretor de planejamento e atendimento, Júlio Francisco Grgory Brunet, exercerá cumulativamente o cargo de diretor de relações com investidores, no lugar de Ricardo Richiniti Hingel, que assumirá o cargo de diretor de administração de recursos de terceiros.

(com Agência Estado e Bloomberg)

 

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