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Verde Asset: com novo arranjo entre EUA e China apenas começando, volatilidade veio para ficar

Porém, isso não deveria alterar os retornos esperados - pelo menos por ora

Luis Stuhlberger, do Verde Asset Management
(Folhapress)

SÃO PAULO - Em relatório para comentar o desempenho em março, a Verde Asset, comandada por Luis Stuhlberger, um dos maiores gestores de fundos do mercado brasileiro, destacou a emergência de uma nova guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Os gestores ressaltam que, desde a eleição do presidente dos EUA Donald Trump, eles apontavam esse risco como muito importante. Contudo, ele permaneceu calmo durante o primeiro ano de governo, sendo colocado em segundo plano pela agenda de reforma na saúde e o corte de impostos.

"Passados estes, o presidente se voltou para aquele que sempre foi um de seus temas favoritos: o déficit na balança comercial americana, ou a representação, macro, da 'derrota” dos americanos perante a China', afirma a gestora.

Neste sentido, a Verde Asset ressalta como vê esse conflito e as suas consequências para o mercado. De acordo com os gestores, o novo arranjo geoestratégico Estados Unidos versus China está apenas começando e "tende a ser um fenômeno de décadas, não de meses".

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Trump, na visão da Verde, adota um estilo negocial cheio de blefes e volatilidade. Assim, os mercados estão apenas começando a aprender a separar o sinal do ruído. Ao mesmo tempo, avalia a gestora, a China usou e abusou da relação comercial amigável e, confrontados com o fim dessa dinâmica também vão ter que se reposicionar.

Nesse cenário, os gestores avaliam alguns riscos para o crescimento global. Mas, em princípio, ainda dentro de uma trajetória construtiva para o mundo. "A lógica de mais volatilidade veio para ficar, mas não deveria alterar os retornos esperados, pelo menos por ora. Por isso mantemos os portfólios com posicionamento basicamente estável, mas atentos às oportunidades que a volatilidade pode trazer", aponta a gestora. 

Sobre o desempenho em março, a Verde teve ganhos de 0,58% no mês, ante 0,53% do CDI. No acumulado de 2018, os ganhos são de 3,77% para o fundo ante 1,59% do CDI. 

A gestora aponta que teve ganhos ao longo do mês principalmente com a exposição em renda fixa, que se beneficiou da queda das taxas de juros tanto reais quanto nominais, e também da exposição comprada em ações brasileiras. Já as perdas vieram da exposição em ações globais, da posição vendida em dólar contra o real e em menor medida da posição tomada em juros globais.

 

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