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Política agressiva de até US$ 4 bi de dividendos da Vale, Petrobras tem vitória no Cade, nova carteira do Ibovespa e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (2)

Navio Vale

SÃO PAULO - A volta do feriado tem como destaque a repercussão sobre a mudança da política de dividendos da Vale que, segundo o Itaú BBA, pode levar a um dividendo mínimo de US$ 4 bilhões em 2018, a decisão do Cade sobre a Petrobras e a Âmbar Energia, o prejuízo bilionário da Brasil Pharma, entre outros destaques. Atenção ainda para a primeira prévia da nova carteira do Ibovespa. Confira no que se atentar:

Vale  (VALE3)

A Vale divulgou na noite de quinta-feira (29) sua nova política para pagamento de dividendos aos acionistas, que passará a valer a partir da divulgação do resultado do primeiro trimestre deste ano. A partir de agora, a mineradora pagará duas parcelas semestrais, uma em setembro e outra em março do ano seguinte.

Além disso, o Conselho de Administração poderá anunciar juros sobre o capital próprio no mês de dezembro de cada ano, para pagamento em março do ano seguinte, em valores que serão reduzidos do valor da parcela de março. A Vale também informou que ainda poderá fazer pagamentos extraordinários de dividendos.

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Outra mudança feita pela empresa será de que agora o valor a ser pago será de 30% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado menos o Investimento Corrente registrado no resultado do primeiro semestre, para a parcela de setembro, e no balanço do segundo semestre, para a parcela de março.

"A política foi elaborada com o intuito de ser, ao mesmo tempo, agressiva e sustentável por um longo período de tempo, podendo ser aplicada em qualquer cenário de preço, permitindo ainda, previsibilidade das datas de pagamentos e do montante a ser distribuído", explicou a Vale em comunicado ao mercado. 

Nova política é previsível, agressiva e sustentável, já que funciona com qualquer cenário de preço do minério de ferro, segundo os analistas do Itaú BBA, que avaliam que o pagamento de 50% do lucro projetado é maior que o dos pares. De acordo com os analistas, o anúncio é positivo, poderia aumentar a base de acionistas, atraindo investidores e fundos com foco em dividendos. O banco não descarta ainda pagamento de dividendos extraordinários nos próximos anos, sustentado pela expectativa de crescimento limitado do capex, improvável atividade de fusões e aquisições e dívida líquida “próxima a níveis confortáveis”. 

O banco mantém a Vale como “top pick” no universo de cobertura, com recomendação outperform (desempenho acima da média) e preço-alvo no final de 2018 de US$ 16,50 por ADR (American Depositary Receipt). 

Petrobras (PETR4)

O superintendente geral do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, acolheu recomendação de nota técnica e decidiu pelo arquivamento do inquérito administrativo da Âmbar Energia contra a Petrobras, segundo documento publicado no website do Cade em 29 de março.

De acordo com a nota técnica, não foi possível identificar indícios de infração à ordem econômica. O inquérito foi instaurado em 2016 baseado em denúncia de suposta prática anticoncorrencial por parte da Petrobras, que estaria exercendo sua posição dominante no fornecimento de gás natural para discriminar a EPE, legalmente sucedida pela Âmbar e GOM. A Âmbar Energia pertence à J&F. 

A Petrobras ainda emitiu comunicado esclarecendo notícia da Folha de S. Paulo que informava que a estatal avalia a venda de 25% do refino. Segundo a empresa, não há qualquer decisão sobre o modelo de parcerias e desinvestimentos em refino por parte de sua diretoria executiva ou de seu Conselho de  Administração.

"A companhia informa, ainda, que já havia divulgado em seu Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2017- 2021, em 20 de setembro de 2016 e reforçado no PNG 2018-2022, em 21 de dezembro de 2017, sua estratégia de reduzir o risco e agregar valor na atuação por meio de parcerias nos segmentos de refino, transporte, logística, distribuição e comercialização, buscando repetir a experiência bem sucedida de parcerias no segmento de exploração e produção, mantendo, contudo, sua estratégia de empresa integrada de energia. Desde então, diversos modelos de negócio vêm sendo discutidos, sem nenhuma decisão tomada acerca da oportunidade a ser oferecida ao mercado, englobando o modelo final de
parceria e os ativos envolvidos", aponta a estatal.

Nova carteira do Ibovespa

A primeira prévia da nova carteira do Ibovespa  para o segundo quadrimestre do ano trouxe as ações de B2W (BTOW3) e Gol (GOLL4), além da saída dos papéis da Marfrig (MRFG3).

A primeira prévia da nova carteira sempre é publicada no primeiro dia útil do último mês de vigência do índice. Duas outras prévias serão publicadas, estas nos dias 16 de abril e 3 de maio, com a nova carteira entrando em vigor na próxima segunda-feira, dia 7 de maio, valendo para os próximos quatro meses.

 

Brasil Pharma (BPHA3)

A Brasil Pharma, que está em recuperação judicial, teve um prejuízo de R$ 1,6 bilhão em 2017, 155% maior na comparação com o prejuízo de R$ 634,3 milhões registrado no ano anterior. No quarto trimestre de 2017, o prejuízo foi de R$ 165,28 milhões, queda de 48,71% ante o prejuízo de R$ 322,21 milhões na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Em 2017, a receita líquida foi de R$ 516,7 milhões, uma queda de 65% em relação a 2016; no quarto trimestre, a queda da receita foi de 73,27%, indo de R$ 234,21 milhões para R$ 62,6 milhões. 

O custo de vendas no ano teve queda de 65%, para R$ 357,6 milhões na mesma base de comparação.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau concluiu a venda de operações de fio-máquina nos EUA para a Optimus. A transação inclui a usina da Gerdau em Beaumont, no Texas, e as unidades de processamento, Beaumont Wire Products e Carrollton Wire Products, diz a empresa em comunicado. Em 31 de janeiro, a siderúrgica aprovou a venda de 3 unidades para a Optimus por US$ 92,5 milhões. 

BTG Pactual (BPAC11)

Segundo o Valor Econômico, a área de gestão de recursos do BTG Pactual planeja novas captações para investir na compra de participações de ativos e companhias, com os chamados fundos de "private equity", depois de cinco anos sem acessar o mercado. O objetivo é levantar US$ 2 bilhões para uma nova carteira de infraestrutura. 

Hypera (HYPE3)

O conselho de administração da Hypera aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor de R$ 134 milhões, equivalente a R$ 0,21188 por ação. Os papéis passam a ser negociadas como “ex-juros” a partir de 6 de abril e o pagamento será realizado até 11 de janeiro de 2019, em data ainda a ser informada. 

(Com Bloomberg)

 

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