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Light desaba 12% com três más notícias; Marfrig sobe 3,5% após resultado e mais destaques

Confira os destaques do mercado na sessão desta quarta-feira (28)

Light - Funcionário 2
(Divulgação Light)

Light (LIGT3), Cemig (CMIG4) e Renova (RNEW11)

Hoje o noticiário para elétricas foi movimentado, com atenção para a forte queda das ações da Light, enquanto Cemig caiu cerca de 4% e Renova registrou alta.

A Cemig apresentou uma proposta vinculante à Renova Energia para a aquisição de sua participação na Brasil PCH. A Cemig propõe adquirir 100% das ações da Chipley SP Participações detidas pela Renova ou de 51% das ações de emissão da Brasil PCH detidas pela Chipley.

"Enquanto o preço da proposta permanece desconhecido, estimamos que a Cemig teria que desembolsar entre R$ 700 e R $ 800 milhões pela participação de 51%", aponta o Itaú BBA. Os analistas do banco apontam que o movimento pode eventualmente ser positivo para a Cemig, mas se surpreenderiam com uma aquisição relevante ocorrendo na etapa final do programa de desalavancagem do estatal.

"Para nós, a transação afetaria a Light de duas maneiras diferentes: primeiro, poderia ser outra barreira à venda da participação da Cemig na Light e, segundo, reduziria a atratividade da própria Light, caso a transação seja decepcionante para a Renova ( A Light detém uma participação de 17% na Renova)", concluem os analsitas.

Vale destacar ainda que a Light divulgou seu balanço registrando um lucro líquido de R$ 124 milhões em 2017, revertendo o prejuízo do ano anterior. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 91 milhões, ante prejuízo de R$ 194 milhões em igual período de 2016. Já o Ebitda subiu 56% no trimestre, para R$ 771 milhões. 

A elétrica ainda propôs aumentar limite do capital autorizado e mudar artigo do estatuto para prever que aumento do capital poderia ser feito por meio da emissão e distribuição de novas ações, caso necessário, segundo comunicado ao mercado. A proposta aumenta limite do capital de 204 milhões de ações para 300 milhões de ações. A  Assembleia está marcada para 27 de abril às 11h.

Em relatório, o Safra destacou que esperava reação negativa do mercado ao anúncio de mudança do estatuto para permitir aumento no capital da empresa via oferta de ações. Já o lucro líquido, que ficou abaixo de estimativas, foi derivado de resultados fracos de equivalência patrimonial, com resultado de subsidiária
negativamente impactado por impairments em projetos em construção. 

O EBITDA é explicado pela marcação a mercado da base de ativos de distribuição que impactou o resultado em R$ 207 milhões e pela receita não-recorrente de R$ 65 milhões da compensação no contrato de comercialização da Renova.

Sanepar (SAPR11)

O conselho diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) decidiu em reunião realizada nesta quarta-feira, 28, fixar o porcentual de reajuste tarifário anual da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em 5,12%. Segundo comunicado da Sanepar, o reajuste será aplicado nas contas de água e esgoto, faturadas a partir do dia 17 de maio.

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Vale (VALE3) e siderúrgicas

As ações de Vale abriram em queda, mas viraram para alta e fecharam com ganhos. Ajudando no movimento de alta, os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia tiveram a cobertura reiniciada pelo Bank of America Merrill Lynch com recomendação de compra.

Por outro lado, as siderúrgicas registraram um dia de perdas com queda dos metais em Londres e baixa do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China (queda de 1,13%, a 439 iuanes, durante a manhã). Contudo, as baixas de Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) foram menos expressivas do que as registradas durante a manhã, quando os papéis chegaram a ter queda de 4,5%. 

Além de commodities, destaque para a notícia do chinês “Global Times” comandado pelo jornal oficial People’s Daily, do Partido Comunista, de que a China irá em breve anunciar uma lista de retaliações sobre exportações dos Estados Unidos para a China para rebater uma esperada divulgação dos EUA de novas tarifas sobre as importações chinesas, reacendendo os temores de uma guerra comercial. 

No radar da Vale, a Bloomberg informa que a Vale tem se mostrado disposta a ampliar seus níveis de governança e a reduzir a lacuna de valuation em relação aos seus concorrentes, incluindo uma reestruturação da companhia. Mas uma coisa ela ainda não se mostra disposta a fazer: divulgar os salários dos seus executivos. 

Para isso, a companhia tem se valido de uma decisão judicial de 2010 que tem por objetivo proteger os executivos de riscos de segurança, incluindo tentativas de sequestro. Nem todos os conselheiros da Vale concordam com a decisão tomada no fim de fevereiro, segundo ata de uma reunião divulgada neste mês. As duas novas conselheiras independentes, Sandra Guerra e Isabella Saboya, tentaram sem sucesso que a remuneração fosse divulgada. 

Ainda o CEO da mineradora, Fábio Schwartsman, afirmou ao Financial Times que o dividendo deve ser vinculado à geração de caixa. 

No radar da Gerdau, a companhia teve perspectiva alterada de negativa para estável pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. Segundo a instituição, a mudança reflete o entendimento de que a Gerdau apresentou melhorias em sua flexibilidade financeira para negociar com ciclos de baixa de seus negócios, já que a capacidade ociosa no Brasil continua grande. O rating da siderúrgica foi reiterado em BBB-.

 

Sabesp (SBSP3)

Na sessão passada, as ações da Sabesp caíram mais de 8% e, nesta data, os papéis também registraram queda. Na noite da véspera, a estatal paulista de saneamento apurou no quarto trimestre de 2017 lucro líquido de R$ 612,6 milhões, queda de 35,3% sobre o mesmo período do ano anterior. Em 2017 o resultado foi de R$ 2,519 bilhões, o que também representa um recuo ante 2016, de 14,5%. 

Porém, o Ebitda no critério ajustado – lucro líquido antes de despesas de depreciação e amortização; imposto de renda e contribuição social; resultado financeiro; e outras receitas/despesas operacionais líquidas – apresentou crescimento tanto no comparativo do trimestre quanto do ano, ambos no porcentual de 15,3%, sendo respectivamente de R$ 1,394 bilhão e R$ 5,269 bilhões. A margem Ebitda ajustada aumentou de 32,4% para 36,1% no quarto trimestre e de 31,1% para 34,7% no quarto trimestre.

A receita líquida, considerando a receita de construção, foi de R$ 4,018 bilhões no quarto trimestre, 3,4% acima do mesmo intervalo de 2016, e no acumulado de 2017 somou R$ 14,608 bilhões, alta de 3,6% sobre 2016. 

A receita de construção diminuiu 15,9% no quarto trimestre, para R$ 935,7 milhões, e 15,6% no ano, para R$ 3,15 bilhões, o que a companhia de saneamento atribui ao menor investimento efetuado nos municípios operados. Desconsiderando os efeitos da receita e do custo de construção a margem Ebitda ajustada seria de 45,4% em 2017, ante 43,3% em 2016, diz a mensagem da administração.

O volume faturado total no trimestre atingiu 942,2 milhões de m3, um aumento de 3,5%, e no ano foi a 3,693 bilhões, 4,3% acima de 2016. O resultado financeiro ficou negativo no trimestre, em R$ 403,5 milhões, contra cifra positiva de R$ 163,4 milhões no quarto trimestre de 2016, e no ano ficou negativo em R$ 458,1 milhões ante cifra positiva em 2016 de R$ 699,4 milhões.

Em comunicado, a estatal propôs Mario Engler Pinto Junior para a presidência do Conselho de Administração. A pauta da  assembleia geral ordinária e extraordinária de 27 de abril também inclui proposta de pagamento de R$ 703,9 milhões em juros sobre capital, ou R$ 1,0298 por ação ordinária, sendo R$ 598,3 milhões em dividendos obrigatórios e R$ 105,5 milhões em dividendos adicionais.

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CPFL Energia (CPFE3)

A CPFL registrou um lucro líquido de R$ 498 milhões no quatro trimestre de 2017, o que equivale a um crescimento de 262,6% em comparação com o resultado do mesmo período no ano anterior. A receita líquida registrada entre outubro e dezembro do ano passado foi de R$ 7,45 bilhões, em uma alta de 35,3% no mesmo comparativo.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig registrou prejuízo líquido de R$ 7,5 milhões no quarto trimestre, o menor registrado desde 2015. No ano, o resultado líquido da empresa de alimentos e processadora de carnes ficou negativo em R$ 461 milhões, queda de 33% na base de comparação anual. 

A receita líquida total cresceu 8% no quarto trimestre, para R$ 5,3 bilhões. Entre outubro e dezembro, a Marfrig apurou um Ebitda de R$ 493 milhões, alta de 24% em relação ao último trimestre de 2016.

"Os resultados do quarto trimestre demonstram a resiliência e o aumento de produtividade das operações da Marfrig num ano extremamente desafiante para a indústria brasileira de proteína animal", disse a companhia em nota.

A Marfrig encerrou o ano com uma dívida líquida de US$ 2,4 bilhões, uma alta de US$ 624 milhões frente dezembro de 2016.

Segundo o Bradesco BBI, os números apresentados foram saudáveis, com Ebitda dentro das estimativas, com menores vendas sendo compensadas por menores custos e despesas. Os principais destaques no trimestre foram: (i) forte utilização da capacidade em 96% (versus média de 87%), diluindo os custos fixos; (ii) a divisão Marfrig Beef teve expansão, em base anual, de 3,7 ponto percentual na margem Ebitda (0,5 ponto percentual acima da estimativa do banco); e (iii) do lado negativo, a alavancagem financeira subiu para 4,6 vezes dívida líquida/Ebitda, vindo de 4,4 vezes no terceiro trimestre.

"Seguimos com visão construtiva sobre a história de desalavancagem da empresa e acreditamos que a empresa conseguirá atingir uma relação dívida líquida/Ebitda de 3,0 vezesem 2018, através do potencial IPO/venda da Keystone", afirmam os analistas do Bradesco BBI. 

Pão de Açúcar (PCAR4) e Via Varejo (VVAR11)

Após o anúncio feito na última segunda-feira sobre um acordo entre a rede francesa de supermercados Monoprix, filial do grupo Casino, e a Amazon (válido somente na França), surgiram rumores sobre uma possível extensão do acordo para o Brasil, que poderia envolver acordo com a Via Varejo ou venda do ativo. O Casino negou ontem à tarde a notícia e reiterou que não há novidade no processo de venda da varejista. No início do mês o CEO do grupo Jean-Charles Naouri havia reforçado que a venda do ativo se mantém nos planos, mas que não há urgência para tal dado o nível de preço do ativo hoje.

Petrobras (PETR4)

Em um dia de baixa para o petróleo após o relatório da véspera do American Petroleum Institute (API) mostrar aumento de 5,3 milhões de barris nos estoques dos Estados Unidos na última semana e o DoE também apresentar alta nos estoques superando as estimativas do mercado, as ações da Petrobras caíram cerca de 1%. 

Já no radar da companhia, a Petrobras vai adiar a paralisação das operações de suas fábricas de fertilizantes em Sergipe e na Bahia em 120 dias. A decisão ocorre após congressistas dos dois estados pressionarem a estatal a buscar uma solução alternativa para as unidades. De acordo com a Petrobras, as unidades de fertilizantes registraram prejuízo conjunto de R$ 800 milhões no ano passado.

Também em destaque, o Itaú BBA manteve a Petrobras como top pick do setor de óleo e gás da América Latina. Segundo os analistas, apesar do desempenho forte, superando o mercado em 27%, a contínua transformação cultural da empresa,  juntamente com uma abordagem disciplinada de custos e endividamento, deve continuar a dar frutos e levar a uma recuperação da participação no mercado interno de combustíveis em 2018. O preço-alvo é de R$ 26,00 por ação PETR4. 

Quando se olha para os catalisadores para o estoque no curto a médio prazo, existem quatro pilares que sustentam a tese construtiva de investimentos: (i) recuperação do segmento de refino; (ii) programa de venda de ativos; (iii) crescimento da produção nacional; (iv) reavaliação da cessão onerosa. Contudo, "apesar de nossa visão construtiva sobre o nome, os preços do petróleo e o ambiente político no Brasil continuarão a ser os principais fatores (e riscos) para as ações, particularmente em um ano de eleição presidencial", pondera o Itaú BBA.

 

Já em comunicado ao mercado, a Petrobras informou ter executado, entre fevereiro e março, uma estratégia de hedge protetivo de parte de sua produção de óleo prevista para 2018, em volume equivalente a 128 milhões de barris.

Conforme a estatal, foram adquiridas opções de venda com preço de exercício referenciado na média das cotações do petróleo tipo Brent daqueles meses até o fim de 2018, com custo médio de 3,48 dólares por barril e preço de exercício médio em torno de 65 dólares por barril. O vencimento das opções se dará no fim do ano.

"A operação visa proteger parcela da geração operacional de caixa projetada pela companhia para o ano de 2018, garantindo um nível de preço mínimo para o volume de produção objeto da operação sem, entretanto, travar o preço caso a cotação média do Brent no ano supere o valor de referência", afirmou. "A operação realizada visa reduzir o impacto negativo na geração de caixa da empresa nos cenários de preço mais adverso, aumentando o grau de confiança da estratégia de desalavancagem", acrescentou a estatal.

 

Even (EVEN3)

Após um resultado fraco do quarto trimestre, levando a uma queda de 6,86% das ações na véspera, a Even teve a recomendação reduzida a neutra pelo JPMorgan. 

Somos Educação (SEDU3)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura para as ações da Somos Educação com recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 23,00 por ativo, apontando que a companhia oferece uma plataforma completa e principais vantagens no mercado K12. 

De acordo com os analistas a melhor integração dos ativos e inovações existentes (PAR) apoiam um aumento de cerca de 50% no fluxo de caixa livre para 2018-2020, em comparação com 2015-2017, criando financiamento para projetos de crescimento. Já a consolidação das escolas K12, como no mercado de graduação, é uma grande oportunidade, uma vez que a Somos tem financiamento e experiência para liderar a corrida de consolidação.

No entanto, a liquidez das ações extremamente baixa limita significativamente a capacidade de investimento, pondera o banco.

 

Eletrobras (ELET6)

O conselho da estatal informou o mercado que aprovou, em 23 de março, a venda da totalidade de ações da SPE Intesa, em razão da dação em pagamento feita pelas subsidiárias Chesf e Eletronorte à Eletrobras. Segundo o comunicado, a iniciativa de desinvestimento em SPEs tem por objetivo promover a quitação de dívidas destas subsidiárias junto à Eletrobras, permitindo a redução de sua alavancagem e a melhoria da relação entre dívida líquida e Ebitda.

Copel (CPLE6)

A Itaipu Binacional e a Copel firmaram parceria para a instalação de postos de abastecimento para veículos elétricos (também chamados de eletropostos) no Paraná. No total, serão instaladas dez estações de recarga em 700 quilômetros da BR-277, cortando o Estado de Leste a Oeste, entre Paranaguá e Foz do Iguaçu. Cada eletroposto terá 50 kVA (kilovoltampere) de potência, o equivalente a dez chuveiros elétricos ligados ao mesmo tempo. Também contarão com três tipos de conectores, próprios para atender os modelos de carros elétricos ou híbridos disponíveis no mercado.

Eneva (ENEV3)

A Eneva teve aval do Cade à compra as ações detidas pela Uniper na Pecém II, tornando-se a controladora única da termelétrica localizada em São Gonçalo do Amarante (CE), segundo despacho publicado no website do conselho.

(com Agência Estado e Bloomberg)

 

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