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Magazine Luiza dispara 5,5% e atinge R$ 100; Eletrobras salta 7% com plano de demissão e Ser cai 25% em 2 pregões

Confira os destaques do mercado na sessão desta segunda-feira (26)

Magazine Luiza
(Divulgação/Shopping Iguatemi Fortaleza)

SÃO PAULO - Após chegar a subir 1,39% na máxima do dia em meio ao ânimo global com as indicações de menor tensão entre EUA e China, o Ibovespa chegou a zerar os ganhos em meio à notícia de que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles deixará a Fazenda. Contudo, durante a tarde, o índice volta a registrar ganhos, ainda que mais modestos, fechando com alta de 0,84%, a 85.086 pontos. Confira os destaques abaixo:

Magazine Luiza (MGLU3)

As ações do Magazine Luiza disparam 5,49% na sessão desta segunda. Em entrevista exclusiva publicada pelo InfoMoney, o Alaska explica por que a Magazine Luiza segue como a "camisa 9 goleadora" já há dois anos. 

Vale destacar que o fundo Alaska Black FIC FIA - BDR Nível I rendeu 129,2% em 2016 e 74,6% em 2017. Do início de 2016 até este final de março, ele acumula ganhos de 352%, contra +95% do Ibovespa. 

Durante a entrevista, os gestores da Alaska também destacaram a visão sobre os desafios da empresa. "O Mercado Livre continua sendo um concorrente de peso e que incomoda, os caras são muito bons, mas a B2W não chega a ser uma preocupação tão grande agora. A Amazon ainda não me preocupa, a Magalu presta atenção e aprende com o que eles estão fazendo. Agora, um negócio que tira o nosso sono e ninguém escreveu nem falou ainda é a Alibaba no Brasil. Esse cara vende no mercado emergente, sabe como é trabalhar no mercado desorganizado. Eles estão longe do Brasil ainda, mas quando falar que eles vêm, leve a sério". Confira a entrevista clicando aqui. 

Outro destaque fica para o ânimo das varejistas após o Banco Central anunciar redução de custos do cartão de débito. "A medida é positiva para setor de varejo, vai no sentido da redução de custos e deve baratear para consumidor", disse Carlos Soares Rodrigues, analista de investimentos da Magliano Corretora, em entrevista à Bloomberg. A Magazine Luiza e Via Varejo (VVAR11) têm os melhores fundamentos entre varejistas de bens duráveis no segmento não alimentar, apontou. 

Cielo (CIEL3)

Outra impactada pelo anúncio do Banco Central é a Cielo, que chegou a subir 3,80%, mas fechou em baixa.  A companhia tem sido pressionada pela concorrência, mas pode ainda se beneficiar ao longo dos próximos meses com aumento da base de clientes.

A expectativa é de queda no lucro líquido da Cielo com a medida, mas a resolução pelo menos mitigaria as preocupações relacionadas a mudanças de regulação. 

A principal medida do BC limita a tarifa de intercâmbio que é paga pelo credenciador do estabelecimento comercial ao emissor do cartão de débito. De acordo com a Circular 3.887, essa tarifa de intercâmbio para operações no débito será limitada em dois parâmetros: a média deverá ser de até 0,50% do valor da compra e a máxima em até 0,80%. A definição desses parâmetros, diz o BC, tem como objetivo "reduzir o custo do cartão de débito para o comércio".

Em nota, o BC argumenta que nos últimos oito anos essa tarifa aumentou de 0,79% da transação para 0,82% da transação, enquanto a taxa de desconto caiu de 1,60% da transação para 1,45%. "Para garantir que haja reduções adicionais nessas tarifas, o BC decidiu limitar o nível da tarifa de intercâmbio", diz o BC em nota. Esse custo, completa a nota, é "determinante para o preço cobrado do estabelecimento comercial (taxa de desconto)".

A medida vale a partir de 1º de outubro de 2018 e o BC cita em nota à imprensa que a "regulação dessa tarifa específica é praticada internacionalmente". "Com a medida, a expectativa é que essa redução seja repassada pelo credenciador ao estabelecimento comercial e deste para o consumidor, por meio da concorrência e, também, da possibilidade de diferenciação de preços", cita a nota do BC.

A instituição acredita que, com custos menores, os cartões de débito devem ficar mais competitivos no mercado de meios de pagamento em relação a outras opções, como dinheiro, transferências eletrônicas e cartão de crédito. Se mais consumidores usarem o débito, diz o BC, há "potencial de reduzir subsídios cruzados" - uma das razões do elevado custo do juro do cartão de crédito.

Eletrobras (ELET6)

A Eletrobras intensificou os ganhos e fechou com forte alta após a companhia lançar um Plano de Demissão Consensual (PDC), levando em conta as normas da nova legislação trabalhista, que determina que seja feito um acordo entre patrões e empregados. No caso da Eletrobras, o acordo determinou o pagamento de 20% do FGTS, como manda a nova lei, e mais 20% de incentivo, somando os 40% que eram direito do trabalhador antes da mudança na lei.

O Plano irá garantir também cinco anos de assistência médica, segundo uma fonte da estatal próxima ao assunto. A meta da Eletrobras é o desligamento de três mil colaboradores em todas as empresas, o que vai representar uma economia de cerca de R$ 890 milhões ao ano, informou a estatal em nota.

Ainda em destaque para a estatal, segundo a coluna de Sônia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, enquanto não houver decisão sobre o ministério de minas e energia (o ministro Fernando Coelho Filho está de saída para se candidatar a deputado) a Câmara vai andar de lado e a privatização da elétrica não vai sair do papel, segundo fonte. Contudo, nesta semana, entretanto, Fernando Bezerra aumentou seu cacife para indicar o sucessor para Minas e Energia quando se filiou ao MDB – depois que resolveram a cizânia da executiva do partido em Pernambuco, diz a publicação. 

Já a Folha de S. Paulo informa que o aumento de capital na Eletrobras poderá ser maior que o previsto. O aumento de capital da Eletrobras que visa à privatização da companhia poderá ser maior que o estimado inicialmente, em torno de R$ 35 bilhões, e chegar a cerca de R$ 60 bilhões.

Ser Educacional (SEER3)

Após despencar 21% na última sexta, a Ser segue o movimento de forte queda na bolsa, também impactando Kroton (KROT3) e Estácio (ESTC3). Em dois pregões, a queda é de cerca de 25%. Na sexta, a companhia divulgou o balanço do quarto trimestre, mas o principal destaque ficou para a decepção com o crescimento de base de alunos, sendo virtualmente estável na base anual. Após a aceleração do plano de expansão no ano passado, esperava-se um salto de dois dígitos.

A empresa repensou sua estratégia e desacelerará o ritmo de expansão para controlar a rentabilidade em 2018 (as margens caíram 8 pontos percentuais no quarto trimestre), apontaram os analistas do BTG Pactual em análise da sexta-feira.

 

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Mesmo em um dia de queda do minério de ferro, com baixa de cerca de 2% em Dalian, a sessão é de ganhos para a Vale, que acompanha o maior ânimo do mercado internacional após a retomada das conversas entre Estados Unidos e China no fim de semana. O diálogo nutre esperanças entre investidores de que as duas maiores potências econômicas mundiais podem chegar a um acordo, evitando uma guerra comercial. 

As ações de siderúrgicas também registram ganhos, caso de Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3). Além no alívio entre EUA e China, vale destacar que, segundo o Estadão, as áreas técnicas dos governos do Brasil e dos EUA já iniciaram as conversas em torno das sobretaxas que os americanos começaram a aplicar na quinta (22) sobre suas importações de aço e alumínio. Os produtos brasileiros estão liberados de pagar a taxa adicional até o dia 1º de maio. Nesse período, os dois países farão uma negociação cujo formato e objetivos ainda não estão claros.

O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, afirmou na quinta que a exclusão de Brasil, Argentina, Austrália, Coreia do Sul e União Europeia da sobretaxa não ocorreria sem uma contrapartida. Mas não deu detalhes. Não houve sinais até agora de que a conversa se dará em torno de produtos específicos como, por exemplo, um aumento da importação do etanol de milho americano. Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que, se a questão é de segurança nacional, “não há por que trocar aço por manteiga”.

É aguardado para o início desta semana um telefonema do presidente Michel Temer para Donald Trump. O contato de mais alto nível entre os dois países é visto como uma peça importante para o sucesso das negociações.

Vale destacar que o governo montou um sistema de monitoramento especial para acompanhar, em detalhe e em tempo real, como estão as importações dos produtos atingidos pela decisão dos Estados Unidos de sobretaxar suas compras de aço em 25% e as de alumínio em 10%. A ordem é adotar medidas caso haja oscilações importantes no ingresso desses produtos no Brasil.

Há uma preocupação, no governo e no setor privado, quanto ao que pode acontecer com os produtos que "sobrarem" no mercado com a eventual redução das importações pelos Estados Unidos. Empresas brasileiras de aço e alumínio temem uma inundação e cobram mais proteção.

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela subiu forte após ter a recomendação elevada a 'overweight' (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan.

O JPMorgan espera uma importante recuperação nas margens nos próximos dois anos, consequência de uma redução nos estoques caso o mercado imobiliário continue a melhorar, especialmente nos segmentos de média e alta renda. O banco ainda destaca o valuation barato em relação aos pares, elevando ainda o preço-alvo de R$ 15 para R$ 17. 

Natura (NATU3)

A Natura informou que a decisão mantida pelo Carf tem valor de R$ 925,2 milhões e que irá recorrer à Câmara Superior de Recursos Fiscais sobre decisão relativa à base de cálculo do IPI em vendas destinadas à companhia, segundo comunicado enviado à CVM.

Caso a decisão seja mantida na esfera administrativa, a Natura submeterá a discussão à apreciação do Poder Judiciário. 

Petrobras (PETR4)

As ações da Petrobras também seguiram o otimismo global e subiram em um dia de leve baixa para o petróleo, de queda de 0,6%. No radar da empresa, ela contratou linha de crédito compromissada de R$ 2 bilhões com o Banco do Brasil. A linha de crédito compromissada tem vencimento em fevereiro de 2023 e custo de 0,40% ao ano para manutenção do limite junto ao Banco do Brasil, disse a petrolífera em comunicado.

Com a linha de crédito, Petrobras poderá usar caixa para liquidação antecipada de dívidas já existentes, propiciando a redução do custo com juros sem perda de liquidez, disse a companhia.

A Petrobras ainda anunciou reajuste do preço da gasolina nas refinarias de R$ 1,6431 o litro para R$ 1,6557 o litro, do diesel de R$ 1,8475 o litro para R$ 1,8702 o litro, segundo informações no website da empresa. Os preços antes de impostos são válidos a partir de 27 de março.

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Guararapes (GUAR4)
O empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, vai deixar a diretoria da Guararapes Confecções, para concorrer à Presidência da República nas eleições deste ano. Ele só exercerá suas funções nos cargos que ocupa até o término de seu mandato, no final de abril, informou a empresa em nota na última sexta-feira.

"Em razão do tempo a ser depreendido no exercício das atividades de candidato à Presidência da República, a companhia informa (...) que Flavio Gurgel Rocha não será indicado para reeleição ao cargo de diretor de Relação com Investidores, de modo que seu substituto será eleito pelo conselho de administração da companhia em reunião a ser realizada em 27 de abril, data em que ocorrerá a Assembleia Geral Ordinária", diz a empresa.

Positivo (POSI3)

Após subir 4,63% na sexta-feira, as ações da Positivo subiram novamente, fechando com alta de quase 3% nesta sessão. Vale destacar que o analista da XP Investimentos, Marco Saravalle, elevou participação na small cap na sexta durante o programa da IMTV "30 Minutos para se Aposentar com Ações", apontando que esses papéis estão muito atrativos no atual patamar de preços, dando uma boa oportunidade de compra. Veja mais clicando aqui. 

Copel (CPLE6)

A Copel informou que vai entregar balanço fora do prazo legal, em 12 de abril. A companhia diz ainda não ter finalizado demonstrações financeiras de 2017, segundo fato relevante ao mercado.

Por isso, não conseguirá entregar balanço à CVM no prazo legal. Em outro comunicado, a empresa informa novo calendário, com previsão de que balanço anual 2017 seja publicado em 12 de abril.

Embraer (EMBR3)

O jornal O Globo destaca que a Embraer e a Boeing estão em um estágio avançado nas discussões sobre o modelo de combinação de seus negócios de aviação comercial.

A preocupação, contudo, é preservar a possibilidade de a Boeing comercializar o KC-390, o jato de carga e transporte militar desenvolvido pela área de defesa da Embraer, que permaneceria sob o controle exclusivo da companhia brasileira. 

O argumento da Embraer para convencer o governo a aprovar o negócio tem sido o de haver uma certa dúvida sobre a sustentabilidade da empresa, que, na prática, seria reduzida à atual divisão de defesa, sem uma parceria comercial com a Boeing, que aliás colabora com o projeto do KC-390. 

BRF (BRFS3)

Segundo fontes ouvidas pelo Valor Econômico, a retirada de embargo de plantas da BRF pela União Europeia ainda não tem data para ocorrer. A avaliação das fontes consultadas pela reportagem é que o encontro que ocorreu na sexta-feira foi positivo para melhorar a comunicação e a relação entre as partes, que está estremecida desde a Operação Carne Fraca — deflagrada em março do ano passado. Contudo, ainda não está claro se as conversas terão consequências práticas, liberando as vendas à UE dos sete abatedouros da BRF que o próprio ministério da Agricultura proibiu temporariamente há uma semana. 

Ômega Energia (OMGE3)

A Ômega Energia registrou um lucro líquido de R$ 115,2 milhões no quarto trimestre, alta de 1.209% na base de comparação anual. Já a receita líquida teve alta de 264% na mesma base de comparação, passando de R$ 70,6 milhões para R$ 256,8 milhões. O Ebitda ajustado subiu 433%, a R$ 140,6 milhões. A companhia ainda informou que a geração de energia de 764 GWh (vs 3T17: 248 GWh | 4T16: 150 GWh) foi a nova máxima trimestral.

B3 (B3SA3)

A partir de hoje, as ações ordinárias da B3 são negociadas com o novo ticker de negociação B3SA3, em substituição ao BVMF3.

RD (RADL3)

O Conselho da RD aprovou emissão de R$ 400 milhões em debêntures em reunião nesta sexta, segundo fato relevante divulgado pela empresa. A segunda emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, será feita em nove séries. A emissão para distribuição pública com esforços restritos de distribuição. A data de emissão em 2 de abril e os prazos de vencimentos serão entre 12 e 60 meses. A remuneração está entre 102,25% do DI a 106,25% do DI. 

Ecorodovias (ECOR3)

O Conselho da Ecorodovias aprovou a emissão de R$ 130 milhões em debêntures em reunião na sexta, segundo fato relevante divulgado pela empresa. A terceira emissão de debêntures simples da companhia, não conversíveis em ações, será feita em série única e a emissão será para investidores qualificados.

O prazo de vencimento é de 2 anos. A remuneração 100% da variação acumulada do DI ao ano, acrescido de sobretaxa de 1,25% ao ano. Os recursos obtidos com a emissão serão destinados ao aporte em controladas e capital de giro.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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