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Além dos 160 mil pontos: para Appel, não seria surpresa uma "bolha" após Ibovespa dobrar de valor

"Acho razoável o Ibovespa dobrar em 12 meses, dado o novo cenário de juros real muito baixo por muito tempo e o baixo nível de alocação dos fundos em bolsa", disse o gestor

Marcio Appel, da Adam Capital
(Fabio Sala / InfoMoney)

SÃO PAULO - A surpresa do comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) na última quarta-feira (21), já contratando mais um corte da Selic na reunião de 16 de maio, deu ainda mais confiança para Marcio Appel, sócio-fundador da Adam Capital, quanto ao rumo do mercado de ações brasileiro. Em palestra no XP Investor Day, um dos mais respeitados gestores de fundos do país reforçou seu call dito com exclusividade ao InfoMoney e acredita que o Ibovespa irá atingir os 160 mil pontos no prazo de um ano.

"Acho razoável o Ibovespa dobrar em 12 meses, dado o novo cenário de juros real muito baixo por muito tempo e o baixo nível de alocação dos fundos em bolsa", afirmou. Por isso, o gestor não ficaria surpreso se o mercado, inclusive, superasse os 160 mil pontos tendo em vista a migração de investimentos da renda fixa para renda variável, o que poderia gerar uma espécie de "bolha" no mercado de ações.

Para chegar nos 160 mil pontos, Appel leva em conta o upside de 21 mil pontos derivado da queda da Selic e mais 54 mil pontos da normalização do lucro das empresas, que soma-se ao patamar médio que o índice tem se mantido nos últimos meses na faixa de 85 mil pontos.

Falando sobre o mercado norte-americano, o gestor vê neste momento mais oportunidades para ficar vendido do que posições compradas, mas ainda há espaço para valorização. Entre as ações para ficar comprado, Appel cita como oportunidade Amazon e papéis do setor financeiro, com destaque para JP Morgan e BofA (Bank of America Merrill Lynch), enquanto o investidor deve "ficar longe" de Walmart e P&G (Procter & Gamble).

Eleições no Brasil
Sobre as eleições, o gestor destacou mais uma vez que não se posiciona em política, mas acha muito pouco provável que um candidato de esquerda vença em 2018, enquanto do outro lado não vê um candidato de destaque. Na verdade, Appel tem apenas um pedido para o futuro presidente: "a gente só espera que quem entre não atrapalhe, já que estamos em um ritmo de recuperação econômica".

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