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Suzano elevada, BRF rebaixada e 6 recomendações; CEO da Vale fala de dividendos ao FT e mais 5 notícias no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (19)

Fabio Schvartsman
(Divulgação)

SÃO PAULO - Além do vencimento de opções sobre ações, o noticiário desta segunda-feira para ações já começa movimentado, com o mercado seguindo com a repercussão da união entre Fibria e Suzano, além de também ficar de olho em mais recomendações (com destaque para Magazine Luiza) e na fala do presidente da Vale, Fabio Schvartsman, ao FT sobre dividendos. Veja mais destaques do mercado nesta segunda-feira (19):

Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)

A repercussão sobre a união das operações entre a Fibria e Suzano, formando a maior empresa de papel e celulose do mundo, segue no radar.  A agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating de longo prazo e em moeda estrangeira da Suzano em BBB-, com perspectiva estável, e alterou a perspectiva de positiva para estável da nota BBB- da Fibria.

A Fitch comentou que as classificações da Suzano e da Fibria foram confirmadas após a Suzano ter anunciado a compra da Fibria em fato relevante. “A transação proposta incorpora uma reestruturação societária, o que resultará na titularidade da Suzano de todas as ações de emissão da Fibria. A transação deverá ser fechada nos próximos 12 meses”, comenta a agência. 

Veja mais em: Empresa sem nome, mas a maior do mundo: por que vale a pena investir na fusão Fibria e Suzano

Para a Fitch, a compra da Fibria pela Suzano “criará o principal produtor mundial de celulose do mercado”. A agência ainda diz que “a excelente posição comercial como um produtor de celulose de mercado de baixo custo e sua capacidade de diluir custos fixos reforçarão ainda mais a capacidade da empresa” na geração de um fluxo de caixa forte durante as baixas de preços cíclicas.

Já a Standard & Poor's elevou a nota de crédito da Suzano Papel e Celulose de BB+ para BBB-, reduzindo a perspectiva de positiva para estável. 

Entre as recomendações, a Suzano foi elevada a outperform (performance acima da média) pelo Credit Suisse. 

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Vale (VALE3)

Em entrevista ao Financial Times, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que, apesar do conselho decidir sobre a nova política de dividendos, a preferência dele é que ela seja vinculada de alguma forma à geração de caixa da empresa, e não necessariamente aos resultados.

Já sobre a meta de dívida de US$ 10 bilhões para 2018, ele pontua: “quanto mais cedo chegarmos lá, mais cedo podemos começar a pagar bons dividendos".  Schvartsman ainda afirmou que pretende transformar a Vale em uma empresa mais “previsível”. 

JBS (JBSS3)

A JBS informou que concluiu na sexta-feira,  no contexto do seu Programa de Desinvestimentos, a alienação da totalidade das operações de confinamento da Five Rivers Cattle Feeding para afiliadas da Pinnacle Asset Management, L.P., por aproximadamente US$ 200 milhões, incluindo o valor de mercado do estoque de silagem e grãos.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa diz que em conjunto com a aquisição dos ativos da Five Rivers EUA, o comprador assinou um contrato de longo prazo para fornecimento de gado às unidades de abate do grupo JBS em território norte-americano.

“Com a conclusão da venda da Five Rivers EUA, a JBS encerra a bem-sucedida implementação do seu programa de desinvestimentos, que resultou em uma importante desalavancagem e reforço de liquidez para a companhia”, diz a empresa.

BRF (BRFS3)

A S&P cortou o rating de BRF de BBB- para BB+, com perspectiva negativa. "Os diversos eventos negativos recentes, somados a um balanço patrimonial mais fraco do que o histórico, deverão dificultar uma redução mais significativa da alavancagem da produtora brasileira de alimentos BRF no curto prazo, fatores estes que seriam essenciais para a manutenção do grau de investimento", disse a agência em comunicado. A médio e a longo prazo, a S&P acha que existem potenciais riscos de reputação para as marcas da BRF serem vinculadas aos erros ainda não comprovados da empresa 

Entre as recomendações, a companhia foi rebaixada a 'neutra' pelo UBS, com preço-alvo de R$ 28,50. 

Recomendações

Além de BRF e Suzano, destaque para as recomendações do Magazine Luiza. A varejista teve a recomendação reduzida de outperform para marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) pelo Itaú BBA, com preço-alvo sendo elevado de R$ 59 para R$ 94, enquanto o Bank of America Merrill Lynch manteve recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 90 para R$ 120. 

Já a Multiplan (MULT3) foi elevada a ’outperform’ pelo Itaú BBA, com preço-alvo de R$ 76,00. Por fim, a Linx (LINX3) foi elevada a outperform pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 25,00. 

Eletrobras (ELET6)

O Valor Econômico informa que um passivo atualmente estimado em cerca de R$ 15 bilhões é alvo de divergência entre governo e a Eletrobras, podendo ser mais um fator de incerteza no processo de privatização em curso.

O volume, que está provisionado no balanço da companhia, refere-se a uma dívida relativa à correção de empréstimos compulsórios realizados junto a grandes empresas do setor privado nos anos 70 e 80 para viabilizar a expansão da estatal no país.

A empresa de energia entende que a União deveria ser "solidária" nessa dívida. Contudo, parte relevante do governo rejeita essa tese e aponta que caberá à Eletrobras privatizada resolver as disputas judiciais, porque terá mais liberdade para agir nos tribunais e negociar com os credores condições mais favoráveis.

EcoRodovias (ECOR3)

A EcoRodovias aprovou na sexta-feira os nomes dos advogados Antonio Mendes e Marcos Paulo Veríssimo para o comitê que analisará e investigará de forma independente os fatos indicados no inquérito investigativo que mencionou subsidiárias Concessionária Ecovia Caminho do Mar e Rodovia das Cataratas S.A. – Ecocataratas, disse a companhia em comunicado ao mercado.


CCR (CCRO3)

Também no noticiário das concessionárias, em esclarecimento à matéria do Estadão de que estaria interessada em comprar participação na Invepar, a CCR informou que  não há negociação vinculativa em curso com a companhia, seja no mercado primário ou secundário.

M.Dias Branco (MDIA3)

A M.Dias Branco teve aval do Cade à aquisição da Piraquê. O negócio foi aprovado sem restrições, segundo despacho do Conselho publicado no Diário Oficial. Em 29 de janeiro, o Conselho da companhia aprovou a aquisição da Piraquê.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

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