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Petrobras sobe 2% com petróleo, JBS acelera ganhos com Joesley solto e Gol salta 6% com recomendação

Confira os destaques do noticiário corporativo 

Petrobras
(Alf Ribeiro / Shutterstock.com)

SÃO PAULO - O Ibovespa tem uma sessão de disparada após registrar, mais cedo, momentos de tensão no início do pregão. O motivo para tamanho ânimo decorre dos dados de emprego dos EUA que, ao mostrar dados de aumento de salário abaixo do esperado, elevou a perspectiva de altas de juros mais graduais, o que anima os emergentes. Com isso, as blue chips registram ganhos, com destaque para a Petrobras e a Vale. Confira abaixo os destaques do mercado: 

Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)

Após notícia do Valor Econômico, desta vez foi a Bloomberg a citar fontes que apontam que a Fibria e Suzano estão próximas de anunciar uma fusão. Pelo acordo em discussão, Suzano deve adquirir a participação na Fibria detida pelo  conglomerado industrial Votorantim. A Votorantim detém 29% da Fibria, que tem valor de mercado de cerca de R$ 37,2 bilhões (US$ 11,4 bilhões).

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Em fato relevante, a Suzano Papel e Celulose reiterou nesta manhã que há tratativas em curso entre a companhia e controladores da Fibria, que envolvem a combinação das operações das produtoras de celulose, mas que até o momento não há definição acerca do potencial negócio. Segundo a empresa, “há questões negociais pendentes de definição, que afetam a operação e suas condições, inclusive financeiras e estruturais” e não há garantia de que a operação se concretizará.

A Fibria, por sua vez, informou também em fato relevante que seus acionistas controladores têm mantido discussões com a Suzano e seus controladores, “com vistas a avaliar possível negócio envolvendo” as companhias. “As partes envolvidas ainda estão analisando as eventuais possibilidades de viabilização de uma transação. Não há, contudo, definição dos termos e condições para a conclusão de um possível negócio”, disse ela. 

JBS (JBSS3)
A JBS passou a ganhar força na bolsa e avança 4%, em movimento coincidente com a notícia de que o  juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, mandou soltar o dono da JBS, o empresário Joesley Batista, que está preso em São Paulo. O ex-executivo da J&F Ricardo Saud também foi liberado e deve deixar a prisão da Papuda, em Brasília, ainda hoje.

Pela decisão, Joesley precisará entregar seu passaporte, não poderá deixar o país sem autorização judicial, deverá comparecer a todos os atos do processos e ainda manter seus endereços atualizados. No último dia 20, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu converter a prisão preventiva do empresário e seu irmão, Wesley Batista, em prisão domiciliar. Joesley, contudo, seguia preso por conta de outro mandado de prisão preventiva, que agora foi derrubado pelo juiz de Brasília.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras ganha forças seguindo a disparada do petróleo, que salta cerca de 3%, com o WTI, a US$ 61,90 o barril, em meio ao dia de ânimo no mercado após o relatório de emprego nos EUA e com os investidores repercutindo o encontro ainda a ser marcado entre Donald Trump e Kim Jong-un. 

No radar da empresa, a estatal deu início da fase vinculante referente ao processo de desinvestimento de 100% das ações da Petrobras Oil & Gas B.V. (POGBV) e não vinculante das empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos, segundo dois comunicados ao mercado.

Interessados na Petrobras Oil & Gas B.V. habilitados na fase anterior receberão cartas-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para a finalização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes, disse a empresa. No caso de Pasadena, interessados que tiverem assinado o acordo de confidencialidade receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos em questão einstruções sobre o processo de desinvestimento.

Embraer (EMBR3)

As negociações sobre um acordo entre Embraer e Boeing também seguem no radar, assim como notícias de venda da companhia, o que impulsiona as ações. 

O vice-presidente de vendas e marketing da Embraer na Ásia-Pacífico, César Pereira, disse à Reuters que a empresa está conversando com a IndiGo, unidade da Interglobe Aviation Ltd, a SpiceJet, a Air India, a Jet Airways Ltd e Vistara sobre a venda de jatos E-175.

Também em entrevista à agência, o CEO da Boeing Dennis Muilenburg disse que a companhia está fazendo progresso nas negociações para uma possível fusão com a Embraer. A Boeing continua a estudar uma série de estruturas possíveis para um acordo e a companhia poderia absorver uma transação dessa escala sem colocar investimentos internos ou colocar sob risco rendimento aos investidores. 

Segundo Muilenburg disse à Reuters, as aquisições da escala da Embraer não são somente muito possíveis, como também podem ser feitas seletivamente, alinhadas com estratégia da empresa. 

Ainda em destaque, o Credit Suisse elevou o preço-alvo do ADR da companhia de US$ 25 para US$ 30, com recomendação outperform. Os analistas ressaltam que a Embraer subiu 26% e teve desempenho superior ao do Ibovespa em mais de 10% desde o início das conversas de um negócio com a Boeing em dezembro. O banco suíço segue animado e elevou o preço-alvo em cima de uma visão positiva com relação à visibilidade de fluxo de caixa e nova segmentação.

"A trajetória de longo prazo da empresa parece bastante favorável e o ramp-up do E2 a partir de 2019 deve trazer um ritmo forte de novas ordens. Acreditamos que a partir de 2020, com a produção rodando bem, haverá uma melhora sensível no fluxo de caixa e capital de giro. A rentabilidade deve melhorar com um avanço na curva de aprendizado do E2", apontam os analistas. Eles ressaltam que a Boeing deve fazer questão de uma participação relevante e que isto deve levar as negociações a se arrastarem por um bom tempo. 

Gol (GOLL4)

A Gol registra forte alta na esteira do resultado positivo divulgado nesta semana, levando o BB-BI a reiterar recomendação outperform e elevar o preço-alvo de R$ 12 para R$ 22. De acordo com os analistas, a desalavancagem e eficiência operacional indicam um crescimento sustentável à frente; destaque principal foi o aumento de 3,1% ao ano no yield médio.

 Isso aconteceu em cenário marcado pela maior demanda, com a companhia registrando crescimento de 6,2% na base anual no número de passageiros, demonstrando eficiência na estratégia de gerenciamento de receita.

A estratégia de operar com uma frota menor provou ser correta; a partir de 2018, acredita-se que a Gol deve continuar focada na melhoria da lucratividade e aumentar gradualmente a frota nos próximos anos, na medida em que a demanda se expanda. 

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Após abrir em queda e chegar a ter baixa superior a 2%, a ação da Vale passou a subir em meio ao ânimo do mercado com os dados de emprego dos EUA. Apesar da criação de 313 mil postos de trabalho ter sido bem acima do esperado, os ganhos abaixo do esperado nos salários guiaram uma visão do mercado de que o Federal Reserve não acelerará as altas. Com isso, a mineradora virou após ter perdas em meio à baixa de 5,2% do minério de ferro, além de outros metais, após as associações de aço e metais da China pedirem que Pequim retalie os Estados Unidos quanto às tarifas impostas sobre importações de aço e alumínio.

As siderúrgicas viraram para alta, como é o caso de Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3).

Eletrobras (ELET6)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, convocou para a próxima terça-feira (13), às 16 h, nova reunião de instalação da comissão especial que examinará a proposta do governo de privatizar a Eletrobras (PL 9463/18). 

A instalação da comissão permitirá a escolha do deputado José Carlos Aleluia (DEM/BA) como seu relator. A etapa seguinte serão os debates dos especialistas da área. A expectativa é de votação na comissão e depois no plenário em abril. Avaliamos que são boas as chances de aprovação da proposta.

Marisa (AMAR3)
A Lojas Marisa viu seu prejuízo líquido passar de R$ 6 milhões no quarto trimestre de 2016 para R$ 326 mil no quarto trimestre de 2017, uma baixa de 94,6%. 

A queda no prejuízo, segundo a companhia, está relacionada à melhora da margem bruta da operação de varejo; novos ganhos de eficiência nos gastos administrativos, gerais e de vendas; e uma queda de 42,4% nas despesas financeiras, para R$ 25 milhões.

No trimestre, a receita ficou quase estável em R$ 835,6 milhões, enquanto o faturamento com o setor de varejo subiu 0,4% para R$ 673,8 milhões; já os ganhos da área de produtos financeiros tiveram queda de 0,4%, para R$ 159,8 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 87,7 milhões, 42,4% superior na base de comparação anual. 

O Itaú BBA apontou que o resultado superou as estimativas e aponta ainda que, apesar da queda de 1% das vendas nas mesmas lojas, a tendência é de estabilização. 

Alupar (ALUP11)

A Alupar teve lucro líquido de R$ 92,9 milhões no quarto trimestre de 2017, queda de  33,2% ante o número de R$ 139,1 milhões do mesmo período de 2016.

A receita líquida ajustada da companhia subiu 4,3% no quarto trimestre de 2017, para R$ 380,2 milhões, ante os R$ 364,4 milhões do mesmo período do ano anterior. O Ebitda totalizou R$ 287,9 milhões,  20% superior frente o Ebitda de R$ 359,8 milhões do mesmo período do quarto trimestre de 2016. 

Burger King Brasil (BKBR3)

O Burger King Brasil reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 21,8 milhões no quarto trimestre de 2017. Em 2017, a rede de restaurantes também reverteu seu prejuízo de R$ 93,5 milhões em 2016 para um lucro de R$ 3,8 milhões, o primeiro resultado positivo da companhia desde que foi constituída em 2011.

Em 2017, a receita subiu de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,8 bilhão, ou um avanço de 28%.

Segundo os analistas do Bradesco BBI, o resultado veio acima das expectativas com vendas nas mesmas lojas subindo 16% e controle de custos levando a um Ebitda de R$ 83 milhões. As metas de expansão foram atingidas e os analistas do banco continuam confiantes na capacidade da empresa em entregar seu plano, além da capacidade do mercado de absorver a expansão de lojas. "O Burger King  teve o maior nível de crescimento de vendas e Ebitda em toda nossa cobertura de varejo", avaliam os analistas, que veem valuation razoável para esse crescimento com qualidade. 

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa teve prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 849,8 milhões em 2017, queda de 27% na base de comparação anual, enquanto a receita líquida caiu 33,5% na mesma base de comparação.

Os lançamentos da Gafisa tiveram baixa de 39,8% no ano passado, a R$ 554 milhões. As vendas líquidas tiveram queda de 11,7%, totalizando R$ 720,2 milhões, enquanto os distratos foram reduzidos em 19,1%, para R$ R$ 411,7 milhões. As despesas gerais e administrativas baixaram para de 13%, para R$ 92,7 milhões. 

Segundo o Credit, o balanço veio ruim e bem abaixo das expectativas já ruins do banco, com deterioração de margens e fraca geração de caixa. Os  analistas reiteram a visão negativa devido a perspectiva de perdas no futuro e pelo fato do papel estar muito caro (1,35 vez o P/BV) para o nível de alavancagem (de 190% ND/TBV após a injeção de capital de R$ 250 milhões).

Tenda (TEND3)

A incorporadora e construtora Tenda (ex-controlada da Gafisa) fechou o quarto trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 36,2 milhões, uma alta de 79,4% em comparação com o mesmo período de 2016, segundo balanço publicado nesta quinta-feira, 8.

O Ebitda ajustado chegou a R$ 58,5 milhões, avanço de 23,4% na mesma base de comparação. A receita líquida somou R$ 357,2 milhões, crescimento de 24,5%.

No acumulado de 2017, o lucro líquido da Tenda atingiu R$ 106,7 milhões, crescimento de 88,3% comparado com 2016. O Ebitda ajustado totalizou R$ 169,5 milhões, alta de 30,2%. A receita foi a R$ 1,358 bilhão, elevação de 29,0%.

A melhora nos resultados da Tenda reflete o aumento da receita e os ganhos de escala com os lançamentos e as vendas de imóveis, com foco nas faixas 1,5 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

As vendas líquidas tiveram alta de 39,1% no quarto trimestre, chegando a R$ 433,5 milhões, enquanto o volume de lançamentos cresceu 22,6%, para R$ 458,3 milhões. No fim de 2017, a incorporadora iniciou suas atividades na região metropolitana de Curitiba.

A Tenda também obteve melhora no resultado financeiro líquido, que ficou negativo em apenas R$ 100 mil no quarto trimestre de 2017, ante R$ 5,5 milhões um ano antes. A construtora conseguiu ampliar as receitas financeiras com maior volume de caixa aplicado, e reduzir os gastos financeiros em função da queda dos juros no País e da quitação da debênture junto ao FGTS. 

O Credit aponta que o resultado veio forte no quarto trimestre, com ROE subindo de 11% para 13% ajudado por redução em outras despesas e melhor margem bruta de 37%. Por outro lado, o Safra reduziu a recomendação para os papéis para neutro, com preço-alvo de R$ 22,10. 

MRV (MRVE3)

A MRV Engenharia, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), apresentou lucro líquido de R$ 180 milhões no quarto trimestre de 2017, o que corresponde a uma alta de 27,1% em comparação com o mesmo período de 2016, segundo balanço publicado nesta quinta-feira.

O avanço do lucro é um reflexo da expansão dos lançamentos e das vendas de imóveis concentrados no programa habitacional, com ganhos de escala e diluição de despesas.

O Ebitda atingiu R$ 269 milhões no trimestre, expansão de 68,2% na mesma base de comparação. A margem Ebitda subiu 4,6 pontos porcentuais, para 19,6%. Já a receita líquida totalizou R$ 1,372 bilhão entre outubro e dezembro, uma alta de 28,7% ante igual etapa do ano anterior.

Em seu relatório operacional divulgado há algumas semanas, a MRV confirmou a expansão dos negócios, diante da demanda aquecida por moradias populares e dos juros baixos para o financiamento no âmbito do MCMV. Os lançamentos somaram R$ 1,671 bilhão em valor geral de vendas (VGV) no quarto trimestre, alta de 56%. As vendas líquidas atingiram R$ 1,451 bilhão, crescimento de 43,9%.

No acumulado de 2017, a MRV alcançou um lucro líquido de R$ 653 milhões, avanço de 17,7% frente a 2016. No ano, o Ebitda aumentou 40,0%, para R$ 892 milhões, enquanto a margem Ebitda avançou 3,7 pontos, para 18,7%. A receita líquida totalizou R$ 4,669 bilhões, crescimento de 12,0%.

A MRV ainda propôs a distribuição de um dividendo extraordinário no valor de R$ 155 milhões a ser distribuído no segundo trimestre. A proposta será deliberada na reunião do Conselho de Administração marcada para o dia 12 de março.

Segundo o Credit Suisse, os resultados foram fortes conforme o esperado. "Reconhecemos o bom lado operacional de MRV, mas continuamos negativos com o segmento de baixa-renda por acreditarmos em uma redução de 40% no tamanho do Minha Casa Minha Vida devido ao alto nível de NPL e renegociações", apontam. 

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa informou na manhã desta sexta em comunicado ao mercado, ter concedido ao HIG Brasil Partners exclusividade de negociações, por 60 dias, para possível venda do controle acionário da Eleikeiroz. De acordo com o comunicado, a exclusividade não constitui compromisso de celebrar qualquer transação, podendo cada parte, por qualquer razão, cessar as negociações.

 

Recomendações

No radar de recomendações, a Arezzo (ARZZ3) foi rebaixada a 'neutra' pela Eleven Financial, enquanto a Localiza (RENT3) foi elevada a 'compra'. 

BRF (BRFS3)

Ao menos oito empresas americanas, entre elas escritórios de advocacia e representantes de investidores, ameaçam processar a BRF nos Estados Unidos. As companhias estão investigando para avaliar se o alto comando da gigante brasileira de alimentos burlou regras do mercado de capitais americano.

Entre os que estudam entrar na Justiça está o Pomerantz, o mesmo escritório que liderou a ação coletiva contra a Petrobrás em Nova York, que em janeiro anunciou acordo de US$ 3 bilhões para encerrar o litígio.

Em comunicados aos investidores, os advogados afirmam a intenção de iniciar uma ação coletiva contra a BRF em Nova York e convocam os interessados a discutir o caso. A BRF tem American Depositary Receipts (ADRs, recibos que representam ações) listados na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). Por isso, também está sujeita as regras do mercado de capitais dos EUA.

(Com Agência Estado)

 

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