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Suzano e Fibria voltam a discutir fusão, Vale tem produção acima do esperado e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (16)

Fibria 03 - Plantio em mosaico
(Divulgação Fibria)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta sexta-feira (16) é bastante agitado, sendo o grande destaque a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que as empresas de papel e celulose Suzano e Fibria voltaram a discutir uma possível fusão. Ainda no radar, atenção para o relatório de produção da Vale e a possibilidade de um acordo entre a Eletrobras e a Eletropaulo. Confira estes e outros destaques abaixo:

Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a Suzano e a Fibria voltaram a discutir possível fusão para criar gigante global. Segundo fontes do jornal ligadas ao BNDES, as duas empresas consultaram separadamente o banco de fomento sobre a parceria entre elas e não encontraram objeção. 

Procurada pelo jornal, a Fibria e seus acionistas informaram que “não estão cientes de qualquer negociação envolvendo a companhia. Não existe, no momento, nada em andamento”. Já a Suzano não quis comentar o assunto, enquanto o BNDES não retornou os pedidos de entrevista.

Vale (VALE3)
A Vale apresentou o relatório de produção do quarto trimestre de 2017, registrando produção de minério de 93,4 milhões de toneladas no período, alta de 1,1% na base de comparação anual, acima da estimativa de 87 milhões de toneladas de analistas consultados pela Bloomberg.

Destaque ainda para o relatório do Itaú BBA que os acionistas da Vale podem vender de R$ 13 bilhões a R$ 17 bilhões  em ações após o lock-up de 6 meses estabelecido no acordo de acionistas de agosto de 2017, que acabou esta semana. 

O BNDESPar e os fundos de pensão provavelmente venderão ações, enquanto a Mitsui e a Bradespar manterão suas fatias, de acordo com o relatório dos analistas. Os analistas ainda esperam que Previ venda 20% a 40% da participação livre para reduzir a exposição; Funcef e Petros poderiam vender toda a sua participação livre, por necessidade de liquidez.  A operação pode ser feita através de vendas em blocos, o que é preferível por ser mais rápido e menos oneroso, ou através de uma oferta de ações, segundo o relatório.

"Apesar de criar diluição no curto prazo, a oferta potencial é positiva, pois poderia aumentar a liquidez da Vale em 10%" e levar a um aumento no número de membros independentes do conselho, diz Itaú BBA. 

Alpargatas (ALPA4)
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) deferiu em 7 de fevereiro o pedido de OPA (Oferta Pública de Aquisição) da Alpargatas envolvendo até 34.362.456 ações ordinárias e tendo por ofertantes Itaúsa, Cambuhy I Fundo de Investimento em Ações e Cambuhy Alpa Holding, segundo comunicado da Itaúsa. 

O leilão será em 23 de março na bolsa e o preço da Oferta é de R$ 11,3390204697005 por ação ordinária, a ser pago à vista.

Petrobras (PETR4)
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira a elevação do preço da gasolina em 1,5% e a redução do diesel em 0,8%, com os preços válidos para as refinarias a partir de sábado. Na véspera, a estatal anunciou a redução do preço da gasolina em 3,9% e do diesel em 2,3% válidos para esta sexta. 

Já o Valor Econômico informa que a Petrobras pretende avançar em março com a negociação da TAG (Transportadora Associada de Gás). De acordo com fontes do jornal, três grandes grupos estão no páreo por 90% da companhia. 

Eletropaulo (ELPL4) e Eletrobras (ELET6)
De acordo com informações do Valor Econômico, a Eletrobras e a Eletropaulo devem anunciar um acordo para encerrar a disputa judicial que já dura trinta anos entre as companhias elétricas. Para tanto, a Eletropaulo pode pagar R$ 1,6 bilhão à estatal.

A disputa judicial é referente à atualização monetária de empréstimo tomado à Eletrobras pela então estatal Eletropaulo, em 1986. 

JBS (JBSS3)
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda que regula e fiscaliza o mercado de capitais brasileiro, abriu hoje (15) inquérito administrativo para apurar possíveis violações aos deveres fiduciários dos membros do Conselho de Administração da JBS S.A., no período de 2013 a 2017.

De acordo com informação da CVM, o inquérito resulta das investigações realizadas no âmbito de inquéritos anteriores, instaurados em maio e dezembro do ano passado e instruídos pela sua Superintendência de Processos Sancionadores, em conjunto com a Procuradoria Federal Especializada da autarquia.

Esses inquéritos tinham por objetivo dar prosseguimento e aprofundar as apurações iniciadas no âmbito do processo administrativo aberto em maio de 2017 para analisar a atuação da JBS no mercado de dólar futuro, e de processo administrativo aberto em junho do mesmo ano para analisar a atuação da Eldorado Brasil Celulose S.A. e da Seara Alimentos Ltda. em negociações com contratos de derivativos cambiais em mercados de bolsa e de balcão organizado, regulados pela CVM, em maio de 2017.

Ao todo, os procedimentos administrativos abertos na CVM envolvendo apurações na JBS incluem oito processos administrativos, um inquérito administrativo, três processos administrativos sancionadores com acusações formuladas e um processo de fiscalização externa, relativo a inspeções. Os procedimentos foram abertos após notícias veiculadas no dia 17 de maio do ano passado a respeito da delação de acionistas controladores da companhia.

Até o momento, somente foi arquivado um processo administrativo aberto em maio de 2017 para analisar a atuação do Banco Original S.A., controlado pela J&F Participações Ltda., no mercado de derivativos. O arquivamento ocorreu em 17 de outubro do ano passado. As análises realizadas pela Gerência de Acompanhamento de Mercado 2 da CVM não identificaram indícios suficientes de que o Banco Original tenha tido acesso a informações privilegiadas e obtido ganhos a partir delas.

 

 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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