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Ibovespa cai 3,7% e perde os 81 mil pontos em sua pior semana desde o "Joesley Day"

Índice passou a cair forte na tarde desta sexta seguindo exterior e com  investidores desmontando posições antes do feriado prolongado

SÃO PAULO - Seguindo o dia bastante volátil no exterior, o Ibovespa recuperou cerca de 1.000 pontos em uma hora durante a tarde após chegar a cair 2,26% na mínima do dia nesta sexta-feira (9). Nos Estados Unidos, os três principais índices também tiveram uma forte virada para cima após caírem 2% mais cedo. Por aqui, os investidores seguiram cautelosos por conta do feriado de Carnaval, evitando ficarem expostos durante os dois dias que a bolsa ficará fechada.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com queda de 0,78%, aos 80.898 pontos, caindo 3,74% em sua pior semana desde o "Joesley Day", em maio do ano passado, quando recuou 8,18%. O volume financeiro ficou em R$ 12,351 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, fechou com forte alta de 0,65%, cotado a R$ 3,3023 na venda. Vale lembrar que a bolsa ficará fechada na segunda e na terça-feira, reabrindo apenas às 13h da quarta-feira.

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Depois de iniciarem o dia em alta com o fim do "shutdown" do governo, as bolsas dos EUA viraram para forte queda, puxando os mercados em todo o mundo novamente, com o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq chegando a ciar mais de 2%. Porém, cerca de uma hora depois, os índices voltaram a ganhar força e no mesmo horário tinham ganhos de cerca de 0,5%.

Na véspera, Wall Street repetiu o movimento visto na segunda-feira (5), com o Dow Jones caindo 4,15%, enquanto o S&P 500 fechou em queda de 3,75%, com os investidores preocupados com o ritmo de aumento de juros pelo Fed em vista da melhora da economia, com o mercado começando a precificar 4 aumentos este ano ao invés de 3.

Além disso, com essas quedas bruscas, muitos fundos de investimento e robôs de alta frequência estão estopando suas posições, causando ainda mais volatilidade e assustando o mercado. Não por acaso, o VIX, conhecido como "índice do medo" e que mede a volatilidade do mercado dos EUA, chegou a disparar 170% em seu pico de estresse.

Com todo esse risco rondando o mercado, a melhor opção neste momento é ficar fora do mercado e esperar por uma melhor oportunidade de compra, ou optar por ações mais defensivas, como no caso de Totvs (TOTS3), que ofereceu compra (com lote reduzido) no pregão passado com o sinal de fundo sobre R$ 29,50. Todo esse receio tem como fundamento o comportamento do Ibovespa e dos investidores estrangeiros.

O índice voltou para a região de 81 mil pontos, patamar que irá definir o rumo do mercado neste começo de mês, pois sua perda abrirá caminho para uma queda mais forte para o mercado e confirmará um sinal de topo no gráfico semanal (veja mais aqui). Enquanto isso, os "gringos" seguem saindo do mercado e na última terça-feira (6) venderam R$ 1,34 bilhão no mercado de ações, no mesmo dia em que índice subiu 2,48% - ou seja, aproveitaram a valorização para realizarem os lucros.

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Destaques do mercado
Na ponta negativa, destaque para as ações da Lojas Renner, que recuaram forte após o resultado decepcionante no quarto trimestre, enquanto os papéis da Usiminas sobem após acordo surpreendente entre Ternium e Nippon Steel (veja mais aqui).

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 10,33 -5,92 -16,02 48,36M
 LREN3 LOJAS RENNERON 33,17 -4,63 -6,54 274,38M
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 24,36 -3,52 -0,45 91,22M
 BRKM5 BRASKEM PNA 44,98 -3,35 +4,92 101,67M
 BRFS3 BRF SA ON 30,35 -2,97 -17,08 218,02M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GGBR4 GERDAU PN 14,03 +1,96 +13,33 156,21M
 HYPE3 HYPERA ON 35,85 +1,39 +2,20 93,82M
 SMLS3 SMILES ON 78,35 +1,07 +3,23 46,31M
 GOAU4 GERDAU MET PN 6,62 +1,07 +14,34 100,40M
 BRAP4 BRADESPAR PN 31,00 +1,01 +7,94 28,02M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 18,89 -0,84 1,24B 956,35M 69.174 
 VALE3 VALE ON 42,00 +0,99 950,85M 721,00M 39.218 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED 50,48 +0,26 874,57M 793,56M 42.687 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 37,22 -1,14 508,09M 511,43M 40.842 
 BBAS3 BRASIL ON 37,82 -1,87 382,17M 418,99M 29.374 
 ABEV3 AMBEV S/A ON ED 21,49 -0,78 369,30M 267,43M 30.449 
 USIM5 USIMINAS PNA 11,23 -0,88 340,99M 207,45M 25.988 
 BVMF3 B3 ON 23,99 -1,92 314,52M 257,30M 32.201 
 LREN3 LOJAS RENNERON 33,17 -4,63 274,38M 87,44M 34.124 
 PETR3 PETROBRAS ON 20,09 -1,28 258,73M 201,44M 21.589 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Sem shutdown nos EUA
Seguindo os passos do Senado, a Câmara do Congresso norte-americano aprovou o projeto orçamentário proposto pelos republicanos e o governo não corre mais risco da paralisação da máquina pública. A medida tem validade até 23 de março e eleva o teto de endividamento público por um período de dois anos. O acordo, que foi aprovado por 240 votos a 186, acaba com o "shutdown" que foi iniciado na madrugada desta sexta-feira (horário de Brasília), quando expirou o prazo limite para aprovar a proposta.

O atraso no Senado se deu porque apenas um senador republicano dissidente, Rand Paul, segurou o voto para protestar contra um aumento de gastos que superou os limites impostos pela Lei de Controle do Orçamento de 2011.

Reforma da Previdência
Com a resistência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em pautar a reforma da Previdência se não houver votos suficientes, o presidente Michel Temer voltou a avaliar a possibilidade de retomar a proposta em novembro, após as eleições, informa a Folha de S. Paulo. O governo recebeu, na volta do recesso parlamentar, a avaliação de que cresceu na base aliada a defesa de um adiamento da votação da reforma. 

Em conversas reservadas, deputados indecisos têm afirmado que só votam a favor da reforma caso haja uma perspectiva de vitória, dizendo que não pretendem colocar em risco suas reeleições por uma iniciativa com chance alta de perda. Para evitar uma derrota que enfraqueça ainda mais a imagem do governo, auxiliares e assessores presidenciais avaliam que um adiamento para novembro não é o melhor cenário, mas pode ser o menos ruim, destaca a Folha.

Eleições
A perspectiva de que Luciano Huck entre na disputa presidencial segue como destaque. Conforme aponta o jornal Valor Econômico, os elogios de FHC ao apresentador provocaram apreensão no PSDB, que teme pela desestabilização dos palanques regionais tucanos, que devem ser configurados em torno da candidatura do governador Geraldo Alckmin, que ainda não empolgou nas pesquisas. FHC foi procurado na tarde de ontem pelo dirigentes do partidos que tentam entender se o ex-presidente trabalha para viabilizar o nome do apresentador. Em meio ao fogo cruzado, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, Fernando Henrique Cardoso telefonou para Alckmin para minimizar o desconforto causado por sua posição.

Segundo o Valor, apesar de ainda não ter se decidido, a tendência é que se ausente do processo eleitoral, decisão já manifestada em novembro, quando escreveu um artigo neste sentido. Contudo, aponta a Folha, auxiliares de Michel Temer dão a candidatura de Huck ao Planalto como certa –só há dúvidas sobre o partido escolhido. Já nos bastidores do PPS, sigla que negocia com o apresentador, aposta-se em uma filiação no dia 7 de abril. A expectativa é de que Huck tome uma decisão depois do Carnaval.

Além disso, atenção sobre um possível novo revés para a candidatura de Lula. Empossado na última terça-feira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Luiz Fux, afirmou que a Corte poderá reavaliar a possibilidade de políticos condenados em segunda instância – os chamados "fichas sujas", enquadrados na lei da Ficha Limpa – conseguirem disputar as eleições com base em decisões liminares (provisórias), o que impactaria a candidatura do ex-presidente. 

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