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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira os assuntos que agitarão os mercados nesta sessão

Ilan Goldfajn e Henrique Meirelles
(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Após a queda de 1,34% da véspera, a sessão desta quinta-feira (8) promete ser mais uma vez de volatilidade para o Ibovespa, acompanhando o cenário internacional, enquanto digere a sinalização do fim do ciclo de cortes pelo Copom (Comitê de Política Monetária) e na expectativa pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com as bolsas japonesas favorecidas pela maior queda do yuan ante o dólar desde a segunda metade de 2015 e por novos dados da balança comercial da China, que superaram as expectativas.

Em relação a janeiro de 2017, as exportações chinesas avançaram 11,1%,acima dos 10,2% projetados pelo mercado, enquanto as importações deram um salto anual de 36,9%, superando de longe a previsão de +9,2%. Como resultado, o superávit comercial na balança comercial chinesa diminuiu de US$ 54,69 bilhões em dezembro para US$ 20,34 bilhões no mês passado.

No mercado de commodities, o petróleo registra a quinta baixa seguida e opera em torno de US$ 61 em NY com produção recorde nos EUA conforme o relatório de estoques da última semana, enquanto os metais caem em Londres e o minério de ferro tem leve alta na bolsa chinesa de Dalian. 

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Às 8h27 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,07%

*S&P Futuro (EUA) -0,08%

*CAC-40 (França) -0,76%

*FTSE (Reino Unido) -0,75%

*DAX (Alemanha) -1,10% 

*FTSE MIB (Itália) -0,97%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,42% (fechado)

*Xangai (China) -1,42% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,13% (fechado)

*Petróleo WTI -0,61%, a US$ 61,41 o barril

*Petróleo brent -0,52%, a US$ 65,17 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,19%, a 524 iuanes (nas últimas 24 horas)

Bitcoin US$ 8.440,83 +5,06% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda de indicadores
Em linha com o esperado, o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 6,75%, sinalizando fim do ciclo, mas deixando a aprovação da reforma da Previdência como fresta para novos cortes. Com o mercado digerindo a decisão do Copom, vale ficar de olho na agenda de indicadores desta quinta no Brasil, cujo grande destaque fica para o IPCA de janeiro, às 9h, com estimativa de alta de 0,41% na comparação mensal e de 2,98% na base anual. 

No exterior, às 10h, o Bank of England divulga o resultado de sua reunião de política monetária, enquanto os EUA contarão com os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego às 11h30 e com discursos de dois presidentes regionais do Federal Reserve: Patrick Harker (Filadélfia) às 11h e Neel Kashkari (Mineápolis) às 12h. Às 23h30, a China divulgará os dados de preços ao consumidor e ao produtor referentes ao mês de janeiro. 

3. Reforma da Previdência 
Falando em reforma da Previdência, o cenário para a aprovação segue sendo bastante desafiador. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite de ontem que o governo continua a não ter os 308 votos necessários para a aprovação. A contagem indica que há pouco mais de 250 parlamentares dispostos a aprovar a medida, disse em evento fechado do BTG Pactual.

"Hoje infelizmente ainda não temos os 308 votos", declarou Maia, destacando que a estratégia vai ser construir a maioria na Câmara para conseguir chegar ao número necessários. "Uma votação sinalizando que vai perder, há a chance de ter 100 votos ou nem ter quórum", afirmou ao ser perguntado se o governo vai insistir com a votação da reforma mesmo sabendo que não tem os votos necessários. Prevendo o fracasso da reforma, o governo planeja avançar com outros temas para chegar com fôlego ao fim de 2018, destaca a Folha, como o cadastro positivo e a privatização da Eletrobras.

4. Noticiário eleitoral
As movimentações para as eleições também seguem sendo destaque. Luciano Huck disse ao TSE que não será candidato, em resposta a representação do PT após programa no Faustão, da Globo. Contudo, informa a Folha, as negativas oficiais não impedem políticos e empresários de inflarem a candidatura do apresentador. O jornal cita FHC, que chamou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para conversar na terça-feira para tratar sobre a viabilidade de uma candidatura do apresentador. Já o jornal O Globo afirma que Huck se encontra nesta quinta-feira com FHC em São Paulo, em uma reunião que será fundamental para uma decisão final sobre a candidatura do global ao Palácio do Planalto até depois do Carnaval.

A questão-Lula também segue no radar. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que vai negar pedido de liminar impetrado semana passada pelo advogado do petista para proibir a prisão após condenação em segunda instância, em questão que voltou à tona após a condenação de Lula pelo TRF4. Vale ressaltar ainda que o juiz federal Sérgio Moro decidiu por rejeitar ação protocolada pela força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato para investigar a veracidade dos recibos do aluguel pago pelo ex-presidente por um apartamento, localizado em São Bernardo do Campo (SP), vizinho ao que ele mora. Na decisão, Moro disse que os recibos “não são materialmente falsos”, no entanto, podem ser “ideologicamente falsos”.

5. Noticiário corporativo
A Totvs divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 16,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, abaixo dos R$ 52,6 milhões esperados pelo mercado, enquanto a Suzano lucrou R$ 358 milhões, enquanto os analistas esperavam por R$ 405,5 milhões. A CVC registrou lucro de R$ 86,4 milhões, acima dos R$ 77 milhões projetados. Após o fechamento do mercado, Renner, São Martinho e IRB divulgam seus números.

Além da temporada de balanços, os acionistas da Hypermarcas aprovaram mudar nome da empresa para Hypera, enquanto o Bradesco aprovou aumento de capital de R$ 8 bilhões com bonificação. A JSL foi iniciada como ’outperform’ pelo Safra, com preço- alvo de R$ 13. Já a Petrobras vai modificar forma de divulgar reajuste da gasolina e diesel. Agora, os anúncios serão com base nos preços médios e não mais por percentuais como vinha sendo feito, tanto para os casos de altas como de redução.

(Com Agência Brasil e Agência Estado) 

 

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