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Petrobras quer vender polêmica refinaria de Pasadena; 3 balanços, TIM de olho em ativos de 2 elétricas e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (7)

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(divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta quarta-feira tem como destaque o anúncio da Petrobras de manifestar intenção de vender a refinaria de Pasadena, além de três resultados e a TIM avaliando comprar ativos da Cemig e da Copel. Veja estes e outros destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras anunciou ontem o início do processo de venda da sua refinaria de Pasadena, localizada no Texas, Estados Unidos. Por meio de sua afiliada Petrobras America Inc (PAI), a companhia iniciou a etapa de divulgação da oportunidade, com um teaser (técnica de marketing) para chamar a atenção para a venda da unidade.

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De acordo com a petroleira, além da refinaria, a oportunidade inclui todo o sistema de operações de refino de Pasadena. A refinaria tem capacidade de processamento de 110 mil barris de petróleo por dia e capacidade de armazenamento de 5,1 milhões de barris do produto e derivados. O anúncio se estende ainda ao terminal marítimo, à logística e aos estoques associados, além de um terreno estrategicamente localizado no canal marítimo de acesso à cidade de Houston (Houston Ship Channel), para oportunidades de expansão futura.

Conforme a Petrobras, com a transação está prevista a alienação da participação da PAI nas empresas Pasadena Refining System, Inc, PRSI Trading LLC e PRSI Real Property Holdings LLC. Segundo a companhia, o teaser, que descreve as principais informações sobre a oportunidade e os critérios objetivos para a seleção de potenciais participantes no processo, pode ser consultado no site da Petrobras.

Entre a divulgação da oportunidade e o fechamento da operação, chamada de closing, a empresa terá outros quatro estágios a seguir: Início da fase não-vinculante (quando for o caso); Início da fase vinculante; Concessão de exclusividade para negociação (quando for o caso); e Aprovação da transação pela alta administração (Diretoria Executiva e Conselho de Administração) e assinatura dos contratos. A Petrobras informou que a divulgação ao mercado feita hoje está alinhada à sistemática para os desinvestimentos da Petrobras e às orientações do Tribunal de Contas da União.

Vale destacar que a refinaria gerou polêmica em meio às denúncias de corrupção que envolveu Pasadena e atingiram a ex-presidente Dilma Rousseff, que na época da negociação era presidente do conselho de administração da Petrobras. Segundo o ribunal de Contas da União (TCU), o conselho da petroleira aprovou a compra da refinaria com base em critérios "antieconômicos" que causaram um prejuízo de US$ 580 milhões à empresa. Em 2014, quando questionada sobre os problemas na aquisição de Pasadena, a então presidente afirmou que recebeu informações incompletas das diretorias da Petrobras responsáveis pela negociação, o que a induziu a aprovar o negócio.

Ainda sobre a venda de ativos da companhia, o Valor informa que o acordo com TCU vai acelerar venda de ativos da Petrobras. Com isso, a Petrobras vai acelerar sua política de desinvestimento. A meta para o biênio 2017/18 é se desfazer de ativos no total de US$ 21 bilhões (cerca de R$ 68 bilhões). Não está incluída nessa conta a provável venda, ainda no primeiro semestre, da participação da estatal na petroquímica Braskem.

Por fim, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em 1,5% e do diesel em 0,7%, com cotações válidas a partir de quinta-feira (8). 

Sanepar (SAPR11)
 A Sanepar registrou lucro líquido de R$ 154,2 milhões no quarto trimestre, cerca 3% na base anual. Já o Ebitda (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 48%, para R$ 383,8 milhões, com o  resultado sendo afetado por uma alta de 48% no investimento da companhia no quarto trimestre sobre um ano antes, para R$ 319,3 milhões.

Os recursos foram aplicados em melhoria e expansão dos sistemas de produção e distribuição de água e tratamento de esgoto e resíduos sólidos.

A Sanepar teve receita operacional líquida de R$ 1,02 bilhão, 10,7% maior ante o quarto trimestre de 2016. Enquanto isso, os custos administrativos, que incluem pessoal, energia e serviços de terceiros, ficaram praticamente estáveis, a R$ 158,5 milhões. 

O Itaú BBA apontou que o lucro por ação foi em linha enquanto que, no front operacional, a companhia registrou despesas gerais e administrativas 13% menores do que o esperado. A expectativa é de uma reação neutra do mercado ao balanço. A Sanepar é a top pick do setor do Itaú BBA e uma das preferidas no setor de utilities do banco. 

BR Properties (BRPR3)
A BR Properties divulgou um lucro líquido de R$ 90,064 milhões no quarto trimestre de 2017, alta de 236% frente o mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 77,174 milhões, queda de 4%, enquanto  a margem Ebitda teve baixa de 2 pontos percentuais, a 73%. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 105,505 milhões, queda de 1% frente os últimos três meses de 2016. 

De acordo com o Itaú BBA, o resultado foi fraco, levando à revisão de estimativas e redução da recomendação para ’underperform’, além de incorporar o anúncio de que a Petrobras vai devolver 30,6 mil metros quadrados ocupados por sua área de exploração no empreendimento Ventura Corporate Towers, localizado no Rio de Janeiro, e que é da BR Properties. 

Indústrias Romi (ROMI3)
A Indústrias Romi teve receita operacional líquida auferida no trimestre de R$194,6 milhões, 26,6% superior ao registrado no mesmo período de 2016. Já a margem Ebitda foi de 12,1% em 2017, totalizando R$ 81,5 milhões.

"Houve também crescimento de 14,6% na receita do ano de 2017 em relação a 2016, devido aos seguintes principais fatores: (i) incremento da receita de máquinas no mercado doméstico, decorrente da melhora na economia em 2017; (ii) aumento das vendas no mercado externo reflexo da estratégia da Companhia de consolidação da marca no exterior e (iii) incremento da receita da subsidiária alemã B+W em 2017 em € 14,8 milhões, demonstrando que o faturamento tem refletido a sólida entrada e carteira de pedidos", disse a empresa em relatório de divulgação de resultados. 

Siderúrgicas
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá aprovar na sessão desta quarta-feira, 7, a compra da Votorantim Siderurgia pela ArcelorMittal com “duras restrições”, segundo o Estadão/Broadcast. A tendência é que a maioria dos conselheiros acompanhem o voto favorável da relatora, Polyanna Vilanova.

Anunciado há um ano, o negócio une a segunda e terceira colocadas do setor de siderurgia no País, atrás da líder Gerdau. O desenho dos “remédios” foi feito de forma que o negócio continuasse atrativo para a ArcelorMittal, uma vez que serão exigidas vendas de plantas e ativos. Procuradas, as empresas informaram que seguem colaborando com o Cade e aguardam a aprovação do negócio. O acordo prevê a venda de ativos em pelo menos nove mercados, incluindo treliça e fio máquina, usados na construção civil e indústria, segundo fontes. Esses dois setores haviam ficado de fora da primeira proposta de acordo, apresentada pelas empresas à conselheira em 2017. A proposta havia sido rejeitada pelo Departamento de Estudos Econômicos do Cade, que a considerou insuficiente.

TIM (TIMP3)
A TIM, terceira maior operadora de telefonia móvel do País, está avaliando a compra dos negócios de telecomunicação das estatais de energia Cemig e da Copel para crescer em banda larga no País, apurou o 'Estado'. A tele, controlada pela Telecom Itália, aguarda a abertura do processo de venda das empresas para formalizar a proposta, afirmou uma fonte da alta cúpula da companhia italiana, que preferiu não se identificar.

Embora as empresas não estejam oficialmente à venda, os controladores da operadora já conversaram com as companhias, de acordo com a mesma fonte. O interesse por empresas regionais ganhou mais força dentro da TIM após tentativas frustradas de fundir a tele com a Oi, que está em recuperação judicial desde junho de 2016 e agora se reestrutura para sobreviver.

Para a TIM, a Copel Telecom é mais estratégica para por ser um pacote "mais completo" - a empresa paranaense atua como operadora por meio da Sercomtel, de Londrina, da qual é acionista. A Sercomtel tem contratos corporativos de empresas e com a prefeitura de Londrina, além de ser referência em banda larga. A Cemig Telecom está presente em Minas Gerais e em alguns Estados do Nordeste, com atuação no segmento de internet via redes de fibra ópticas.

No mercado, a Copel Telecom é avaliada em torno de R$ 1 bilhão e a Cemig Telecom, em cerca de R$ 200 milhões.A Cemig Telecom está com o processo de venda mais avançado, segundo fontes a par do assunto. No dia 28 de fevereiro, os acionistas da companhia vão discutir em assembleia a incorporação da tele à empresa-mãe antes de definir como será a venda desse negócio. No ano passado, a estatal divulgou um plano de desinvestimento de cerca de R$ 8 bilhões, que inclui diversos negócios.

Pessoas familiarizadas com o assunto afirmam que há vários investidores interessados na Cemig Telecom.Já o processo da Copel Telecom ainda não foi aberto oficialmente. O mercado aguarda reunião da empresa, prevista para as próximas semanas, para saber se essa divisão poderá ser colocada à venda a partir do segundo semestre.

Além da TIM, fontes do mercado financeiro acreditam que a Copel Telecom poderá atrair o interesse de fundos e outras operadoras.Procurada, a TIM informou, por meio de nota, que "está sempre atenta às oportunidades do mercado, mas reafirma que no momento não há qualquer negociação em curso".

 Atrás da Vivo e da Claro no ranking, a TIM busca ampliar sua atuação no País e tem avaliado nos últimos meses empresas regionais de peso para ampliar sua presença em internet. Foi este movimento que a Telefônica/Vivo fez em 2014, ao anunciar a compra da empresa GVT, que pertencia à Vivendi, por R$ 22 bilhões, e se distanciar das rivais. Mesmo com o mercado concentrado nas mãos das quatro grandes operadoras - Vivo, Claro, TIM e Oi -, as empresas regionais vêm ficando mais agressivas, sobretudo em banda larga. Dados da consultoria especializada em telecomunicações Teleco mostram que, em 2014, a participação das empresas regionais em banda larga era de 11,4%; no ano passado, saltou para 20,5%.

Um caminho mais curto para a TIM ganhar escala seria fazer uma proposta para a Oi. Mas, segundo a fonte da TIM ouvida pelo Estado, embora o negócio faça sentido, a Oi ainda precisa resolver a etapa de conversão de dívidas em ações por parte dos credores e receber aporte antes de buscar um sócio. Essa fonte, contudo, não descartou conversas futuras. Na terça-feira, 6, as ações da tele fecharam com a maior alta da Bolsa, um dia após a companhia divulgar seus resultados do quarto trimestre. Os papéis ordinários subiram 6,98%, a R$ 13,94.

Eletrobras (ELET3;ELET6)
Na última terça-feira, o  presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a criação de uma comissão especial para discutir o projeto de lei de privatização da Eletrobras. Segundo o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), a privatização da elétrica será levada ao plenário após a previdência. 

Ainda sobre a companhia, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho criticou a pressa do governo Temer em fazer um grande volume de privatizações em pouco tempo, principalmente no caso da Eletrobras. Vital do Rêgo determinou que a Secretaria-Geral de Controle Externo do órgão apresente, em 30 dias, o levantamento de todas as ações de fiscalização previstas para este ano, incluindo as focadas nos processos de desestatização. Uma das principais preocupações do ministro, segundo comunicado feito durante a sessão do dia 30 de janeiro, ao qual o Estadão teve acesso, se refere ao preço mínimo de R$ 12,2 bilhões estipulado para a Eletrobras. O ministro do TCU disse que o valor mínimo está relacionado à atividade da empresa e ao lucro que ela pode gerar. O ministro lembrou, no entanto, que a Eletrobras possuía ativos totais de R$ 171,35 bilhões e R$ 46,83 bilhões de patrimônio líquido em 30 de setembro do ano passado. 

Embraer (EMBR3)
A Embraer disse em comunicado a pedido de esclarecimento pela B3 que “não recebeu proposta da Boeing e que não há garantia de que a referida combinação de negócios venha a se concretizar”. “Não há, especificamente, nenhuma definição acerca da eventual participação da Boeing e da Embraer em qualquer segmento das operações da Embraer, quer política ou econômica”.

“Quando e se definida a estrutura para combinação de negócios, sua eventual implementação estará sujeita à aprovação
não somente do Governo Brasileiro, mas também dos órgãos reguladores nacionais e internacionais e dos órgãos societários das duas companhias”. Na última terça, o Valor Econômico disse que Boeing propõe ter 90% de empresa de aviação comercial da Embraer.

Ainda sobre a Embraer, a companhia prevê que a demanda de companhias aéreas na região Ásia-Pacífico nos próximos 20 anos será de 3.010 aeronaves de até 150 lugares. A projeção de mercado foi divulgada durante a feira Singapore Airshow. Tais encomendas representariam 29% da demanda mundial do segmento no período, que é de 10.550 novas aeronaves. A brasileira é a maior fabricante mundial de jatos comerciais de até 150 lugares, utilizados para aviação regional.

Em nota, o vice-presidente para a Ásia-Pacífico da Embraer Aviação Comercial, César Pereira, afirma que “o atual excesso de capacidade e a intensa competição na região impediram as companhias aéreas de obter lucros maiores”, e que com a família de jatos E2 a Embraer vê oportunidades para companhias aéreas “em mercados que atualmente estão mal servidos ou que nem mesmo são atendidos”.

Prumo (PRML3)
A CVM concedeu registro à OPA unificada da Prumo. O edital da oferta pública de aquisição de ações unificada para cancelamento de registro e saída do segmento Novo Mercado da B3 é publicado após CVM conceder aval para operação, segundo comunicado à CVM. A OPA ocorrerá ao preço de R$ 11,50 por ação. A oferta pública unificada buscará a aquisição de até a totalidade das 44,7 mi ações ordinárias em circulação, conforme posição de 16 de janeiro, representativas de 11,88% do capital total da cia. e de 38.564 ONs de titularidade dos administradores, representativas de 0,01% do capital. O leilão vai ser em 9 de março, às 16h. Bancos Bradesco BBI e Santander (Brasil) são as instituições intermediárias da operação.

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

 

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